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Imprensa

“Gata”: eis que Celso Daniel
torna-se o foco dos diálogos

DANIEL LIMA - 08/02/2019

Somente no quarto capítulo do livro Complexo de Gata Borralheira decidi colocar Celso Daniel no centro dos diálogos. Escrevi aquele capítulo, os anteriores e os demais durante o período mais duramente emocional do assassinato do prefeito de Santo André. Comecei a escrever a obra algumas horas antes do sequestro do titular do Paço Municipal de Santo André. E encerrei 150 páginas duas semanas depois. 

É claro que tive de redirecionar a narrativa do livro Complexo de Gata Borralheira. A estrutura foi mantida porque fora concebida antes do sequestro seguido de morte, mas a introdução de Celso Daniel era indispensável. 

Afinal, ao abordar a regionalidade (esse sempre foi o tiro de partida e o ponto de chegada daquela obra), trataria também da liderança de Celso Daniel, algo inédito na história de um Grande ABC essencialmente municipalista. O assassinato do prefeito o catapultou ao centro dos debates.

O quarto capítulo começou de forma áspera. Numa das pontas da mesa retangular a grande e poderosa São Paulo decidiu confrontar uma São Bernardo que se vangloriava do movimento sindical como suprassumo de responsabilidade social quando todos sabem ou deveriam saber que aquele movimento foi essencialmente corporativista, legitimamente corporativista. 

Os demais integrantes da mesa, no caso os municípios da região num hotel-fazenda, também foram para cima de São Bernardo. Até que apareceu Celso Daniel. Ou melhor, apareceu a lembrança de Celso Daniel, porque as duas cadeiras vazias continuavam vazias. Aguardava-se os ocupantes misteriosos. Quem seriam?  

Leiam, portanto: 

 Contra a parede



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