Entrevista Especial

Morando afirma que Rodoanel
potencializou economia regional

  DANIEL LIMA - 12/06/2017

O prefeito Orlando Morando respondeu a esta Entrevista Especial de CapitalSocial por e-mail, como propôs este jornalista. Mas entregou pessoalmente, num encontro em seu gabinete, o conteúdo que os leitores vão ler em seguida. A uma das mais importantes questões encaminhadas – sobre o trecho sul do Rodoanel Mário Covas, que passa tangencialmente na região -- Orlando Morando respondeu com positivismo, em oposição a frequentes análises desta publicação. 

Vamos reproduzir na sequência todas as perguntas e respostas desse trabalho jornalístico que não tem outro objetivo senão o interesse público. As respostas do ex-deputado estadual e hoje comandante de um dos 20 municípios mais importantes do País serão analisadas por este jornalista a partir da edição de amanhã, terça-feira. 

Inicialmente pretendíamos restringir as análises à edição seguinte, mas há necessidade de desdobramentos. Por isso, esticaremos o processo do que chamamos de esclarecimentos indispensáveis. Tudo em nome do interesse público que uma entrevista com um dos principais dirigentes públicos da região exige.

Optamos por não expor avaliações das respostas de Orlando Morando nesta edição da Entrevista Especial. Queremos permitir -- sem interferência que poderia ser vista como indevida -- a interpretação dos leitores. Mas não abdicaremos de uma ferramenta ainda pouco comum no jornalismo verde e amarelo e à qual nos lançamos há pelo menos três décadas, quando criamos a revista LivreMercado. Trata-se da necessidade, quando não da imperiosidade, de oferecer aos leitores alternativa interpretativa que endossaria ou não as declarações de entrevistados. 

O juízo de valor sobre a pertinência das observações que faremos a partir de terça-feira é peça indispensável. O jornalismo puramente declaratório jamais nos seduziu porque nega o princípio do contraditório que se converte em força explicativa. 

O que podemos adiantar sobre os insumos de Orlando Morando em resposta à Entrevista Especial é que se trata da consolidação de duas constatações: o conteúdo é tão histórico quanto arrasador. Só será mesmo possível compreender o significado disso na edição de amanhã.  

Agora, a Entrevista Especial respondida pelo prefeito Orlando Morando rigorosamente dentro do prazo sugerido, de 15 dias:

O trecho sul do Rodoanel teve no senhor, então deputado, o principal agente divulgador e propagador de efeitos extraordinários que se dariam no campo econômico em benefício da Província do Grande ABC. O que temos, passados muitos anos, é a comprovação material, estatística, formal, de que a obra, entre outros fatores, por conta de características funcionais, afugentou e transferiu investimentos. Já não passou da hora de discutir mudanças com instâncias do governo do Estado? A então chamada “melhor esquina do Brasil” se tornou uma fraude. 

Orlando Morando – O trecho Sul do Rodoanel teve muitos benefícios à região, comprovadamente se tornando um fluxo que viabilizou negócios e avanços aos municípios. Algo que pauta meu trabalho é a discussão constante por melhorias em diversos segmentos e seus programas vigentes. Na ocasião exercia mandato de deputado estadual e era integrante da Comissão de Transportes na Assembleia Legislativa. Contribui para que a obra se tornasse realidade. O Rodoanel potencializou o Grande ABC como uma das maiores esquinas do Brasil.

O prefeito que o antecedeu, Luiz Marinho, deixou de herança, embora de forma ainda rarefeita, a expectativa de que São Bernardo teria uma unidade de indústria de defesa, no caso a fábrica de estruturas metálicas do Gripen, que centralizaria salto à geração de um polo do setor na região. Não há sequer uma só notícia que dê conta de preocupação do senhor com o assunto. O Gripen não lhe interessa, há fatores extra-região que recomendariam o distanciamento ou então o senhor não acredita que São Bernardo será contemplada com a fábrica dos caças suecos?

Orlando Morando – Precisamos deixar claro que meu antecessor não deixou, sob qualquer aspecto, heranças sobre esse assunto. O que acompanhamos foi uma série de propagandas, desde 2010, mas que em nenhum ponto se notou efetividade. Algo pirotécnico que rendeu até viagens à Suécia. Tanto é que, ao encerrar gestão, o antecessor se esquivou de responsabilidades pela não concretização das propagandas. O caso rendeu investigações por parte do MPF (Ministério Público Federal) e Polícia Federal. Como atual gestor, tenho me empenhado pela fomentação de novos negócios no Município de forma transparente, incluindo, esse caso, por exemplo.

Seu antecessor deixou uma herança que chamaríamos de muito preocupante no uso e ocupação do solo. Trata-se dos chamados Cepacs, aprovados e ao que se informa ainda não tornados efetivos. Em suma, haveria superocupação do tecido espacial de São Bernardo, a favorecer fortemente grandes incorporadoras. O senhor pensa em revogar aquela legislação?

Orlando Morando – Estamos avaliando essa questão. O Cepacs foi criado quando havia um boom no mercado, diferentemente do que ocorre com o atual cenário. A discussão é justamente para definir solução mais adequada.

A situação econômica de São Bernardo, por si só e também quando contraposta a inúmeros municípios paulistas, distancia-se do mínimo de tranquilidade. Perde competitividade a olhos vistos, com consequências sociais desgastantes. Como entender que o senhor compreende mesmo a situação se não conta com uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico apetrechada a enfrentamentos que exigem iniciativas vigorosas? Tanto é verdade que há descompasso entre a realidade e os instrumentos que o senhor preparou a ponto de praticamente não existir noticiário sobre a economia de São Bernardo, em forma de reação organizada.

Orlando Morando – Temos trabalhado de forma vigorosa por uma política de proximidade com o empresariado do Município. Conseguimos ao longo de cinco meses de gestão anunciar abertura de postos de trabalho com a chegada de novas empresas (M.Shimizu, especializada no desenvolvimento de softwares, máquinas e equipamentos voltados ao setor automotivo, e a Novemp, do setor de painéis elétricos e barramentos blindado). Foram mais de 300 novas vagas de emprego. Essa chegada foi conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com minha participação também. Buscamos política de estreitamento que, em meio à crise, garantiu a São Bernardo resultado diferente da realidade. Com essa política do desenvolvimento conseguimos também que a B.Grob, uma das mais antigas fabrica do setor automotivo, aumentasse a planta, gerando mais postos de trabalho. A DXC Technology, empresa de tecnologia da informação localizada à margem da Estrada Samuel Aizemberg, no Bairro Alves Dias, está disponibilizando 200 vagas. Além disso, acompanhamos a Scania anunciar a abertura de 500 postos de trabalho. Toda essa tratativa teve participação incisiva da Administração. Perfil de atuação garantiu bom resultado ao Município, que apresentou o melhor saldo de geração de emprego, em maio, de acordo com os números do Caged. São Bernardo registrou a abertura de 479 vagas, o que corresponde a 56% do bom desempenho da região. 

O então prefeito William Dib, num dos mandatos, tentou e não conseguiu harmonizar dentro do possível as relações entre capital e trabalho em São Bernardo. Encontrou barreiras esperadas de um lado que não abre mão de chamadas conquistas trabalhistas e de outro que prefere transferir os negócios a outros endereços no País a se desgastar em contendas que pareçam impraticáveis. O senhor projeta alguma iniciativa para tornar a relação capital e trabalho menos traumática em São Bernardo ou acredita no marketing de que o relacionamento melhorou muito nos últimos anos e, portanto, não carece de iniciativas nesse sentido?

Orlando Morando – Nossa forma de atuação é pelo acompanhamento constante e fiscalizador em todos os relacionamentos que buscam o melhor resultado para São Bernardo.

O senhor pensou alguma vez em reduzir os níveis de demissões industriais em São Bernardo, as mais altas do País? Nos últimos 12 meses, por exemplo, São Bernardo demitiu quase três vezes mais trabalhadores industriais com carteira assinada do que a média do País. É uma expressão clara de esclerosamento das relações entre capital e trabalho. É impossível o Poder Público Municipal mobilizar forças e grupos para amenizar esses números?

Orlando Morando -- Temos mostrado, com fatos palpáveis, que trouxemos uma gestão que trabalha pela geração de empregos, conseguindo sintonia na relação do empregador e empregado.

O senhor entende que compete em larga escala aos prefeitos da região, individual e coletivamente, mudanças econômicas que coloquem o desenvolvimento econômico nos trilhos ou há condicionamentos de políticas e iniciativas estaduais e federais muito acima das forças locais? Ou seja: os prefeitos e as demais instâncias locais são muito pouco para efetivarem resultados? 

Orlando Morando – A impulsão pela melhora da economia por todo o aspecto precisa de aglutinação de forças. Sob essa ótica, vejo que os prefeitos e demais instâncias têm força significativa para a contribuição.

O senhor assumiu o Clube dos Prefeitos no início deste ano com restrições orçamentárias que induzem à interpretação de que se minimizou ainda mais a capacidade organizacional da entidade. Mesmo se considerando que o modelo que o senhor recebeu compunha-se de excessos de gastos sem direcionamento produtivo, é mais que visível que a entidade não parece encontrar o rumo, até porque rumo jamais foi algo que pudesse ser catalogado como virtude. Não seria melhor entregar a direção técnica do Clube dos Prefeitos a uma consultoria especializada em competitividade, que trabalharia em sintonia com os chefes de Executivo?

Orlando Morando – Presido o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e desconheço essa denominação de Clube dos Prefeitos. Mostramos resultados mais efetivos no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC ao reduzir custos de forma austera. O modelo de gestão segue em harmonia justamente para trazer a real essência de projetos para o Grande ABC. Trouxemos um assento do governo do Estado (subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita), e estamos aproximando a entidade da Capital Federal, com sucursal. Esforços esses para sintonizar a região com projetos macros de Estado e União.

Como o senhor observa o desencontro entre as notícias que estabeleceram um cronograma otimista para a chegada do monotrilho à região, cortando São Bernardo em larga geografia, e a efetiva demorara à realização da obra? Não parece que houve completo desrespeito aos compradores de apartamentos próximos ao traçado, cujas peças publicitárias das incorporadoras centralizaram mote de vendas nas facilidades logísticas? O que o senhor tem feito nas relações com o governo do Estado para oferecer informações à sociedade, especialmente aos potenciais usuários e aos moradores que foram levados a investimentos residenciais pautados pelo noticiário cor de rosa?

Orlando Morando -- A geração de riquezas no Grande ABC ultrapassa R$ 120 bilhões, representação de aproximadamente de 4% no País. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC foi idealizado pela busca de garantir ações e resultados para toda a região. É possível garantir isso trabalhando de maneira assertiva em torno de política prioritária.

Alugar um imóvel em Brasília e transformá-lo em ponto de referência de ação institucional e operacional do Clube dos Prefeitos não parece algo varejista, quando todo o mundo sabe que a Província do Grande ABC é um caso que exige ações estruturadas, as quais, por sua vez, poderiam dar consistência a medidas táticas como a do imóvel? Não fixaremos uma imagem de pedintes de luxo?

Orlando Morando – Presido o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e desconheço essa denominação de Clube dos Prefeitos. Uma unidade do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em Brasília foi pautada com objetivo de buscar mais projetos da União, de forma macro, a contemplar as sete cidades do Grande ABC. O trabalho foi estruturado na busca por resultados efetivos.

Que tipo de choque o senhor sentiu como ex-deputado que jamais teve acesso ao Clube dos Prefeitos e que, de repente, como prefeito, é eleito presidente? 

Orlando Morando – Presido o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e desconheço essa denominação de Clube dos Prefeitos. São funções diferentes e não cabe aqui comparar. Cumpri meu mandato como deputado por quatro oportunidades e, hoje, tem uma nova realidade, que é ser prefeito e presidente de Consórcio, pelo qual tenho buscado desenvolver a melhor função possível.

Já não passou da hora de o Clube dos Prefeitos abrir-se a integrantes da sociedade que tenham visão técnica sobre descaminhos da região na área econômica?

Orlando Morando -- Presido o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e desconheço essa denominação de Clube dos Prefeitos. Uma unidade do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em Brasília foi pautada com objetivo de buscar mais projetos da União, de forma macro, a contemplar todas as sete cidades do Grande ABC. O trabalho é estruturado e foi estruturado na busca por resultados efetivos.

Especialistas experientes em organizações coletivas como o Clube dos Prefeitos afirmam que a melhor maneira de alcançar resultados que retroalimentem novos resultados positivos é a escolha prioritária de cinco temáticas que mais afligem municípios e transformá-las em focos especiais de atuação. Por que o Clube dos Prefeitos insiste em tentar agarrar o mundo regional, com uma imensidão de programas que patinam, patinam e não saem do lugar?

Orlando Morando – Presido o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e desconheço essa denominação de Clube dos Prefeitos.

Quando o senhor anunciou que passaria a cobrar pela assistência médica de acidentados no sistema Anchieta-Imigrantes, acionando a concessionária, completou dizendo que somente quem morava em São Bernardo não seria incluído na conta. Para quem dirige o Clube dos Prefeitos e defende a regionalidade, não parece que a medida configurava-se contraditória?

Orlando Morando – Nossa intenção é cobrar de quem já recebia por isso, que são as concessionárias. As rodovias atendem todo o Brasil e não somente o Grande ABC. Prova do sucesso da Lei são as cópias delas, feitas por outras cidades.

Por que o senhor não adotou em São Bernardo critérios semelhantes aos utilizados pelo prefeito Paulinho Serra, de Santo André, que trocou dívidas de empresas privadas por atendimento médico? O senhor teria sido desaconselhado porque a legalidade da iniciativa poderia ser contestada ou a medida embutiria aspectos éticos que não seriam convenientes? 

Orlando Morando – Nossa gestão tem a forma de priorizar e trabalhar projetos. Não me cabe como prefeito de São Bernardo avaliar gestões vizinhas. Além disso, cada um tem situação financeira em seu Município.

Quais iniciativas o senhor tem tomado, como prefeito de São Bernardo e prefeito dos prefeitos, para tornar mais transparente a Fundação do ABC, considerada caixa-preta de longa data como escoadouro de empreguismos, corporativismo e mandraquismos?

Orlando Morando – Desde que iniciamos trabalho à frente da Prefeitura e do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC priorizamos o respeito ao dinheiro público, mostrando de maneira explícita que não toleramos desrespeitos. Dessa forma, seguimos a fiscalizar todos os órgãos, cobrando e adequando gestão.

Afirmamos categoricamente há muito tempo que a Fundação do ABC é a única regionalidade que deu certo na Província do Grande ABC porque contempla mutuamente todos os partidos políticos e suas ramificações sociais. O senhor entende que há exagero nessa conceituação?

Orlando Morando – A Fuabc tem mostrado ao longo dos anos acertos e méritos. 

O senhor teria alguma ideia a aplicar na Fundação do ABC que ainda não tenha sido experimentada? Há em vista algum modelo de compartilhamento entre municípios que balizaria sua intervenção quando a presidência daquela entidade estiver sob sua responsabilidade? 

Orlando Morando -- Estamos pautando discussões para a Fuabc. 

O senhor tem anunciado profusão de medidas importantes no varejo administrativo. Acha isso suficiente para impulsionar a confiança de que São Bernardo viverá novos tempos ou reconhece que sem projetos e obras que dinamizem o Município não haverá saída para o encalacramento econômico?

Orlando Morando -- Sempre trabalhei ao longo da minha vida pública acreditando que uma boa política econômica passa por medidas conjuntas, conferindo vários setores. E acredito que justamente isso precisa ser estudado e executado no nosso País.

O senhor acha pouco provável criar na Prefeitura de São Bernardo algo semelhante ao que Fernando Haddad fez na Administração de São Paulo, caso da Controladoria-Geral do Município que, entre muitas ações de faxina, descobriu e denunciou a Máfia do ISS e do IPTU?

Orlando Morando – A nossa gestão tem colocado, desde o início do trabalho, a transparência de toda situação encontrada na Prefeitura, como os contratos e déficits deixados pela gestão anterior. O trabalho pela transparência e fiscalização é prioritário em nossa Administração, independentemente de ter um órgão específico para isso.

Agora que houve a negativa do Ministério da Cultura de reciclagem temática do projeto do Museu do Trabalho e do Trabalhador, o que o senhor pretende fazer para, quando a obrar estiver pronta, dar ocupação àquela área. Já fez consulta ao mesmo Ministério para tentar obter a resposta sobre a possibilidade de estender o núcleo de atuação daquele projeto ao campo empresarial, inclusive com nova denominação que contemple os dois lados da moeda econômica, o capital e o trabalho?

Orlando Morando – Caso a destinação do projeto não seja alterada, a Prefeitura não irá administrar o museu. Entretanto, vamos exaurir todas as possibilidades jurídicas para modificar a destinação do projeto, uma vez que foi rejeitado por grande maioria dos moradores da cidade. Mantendo no setor da Cultura, o projeto é que o local seja destinado a uma Fábrica de Cultura.

O senhor já pensou em promover a cada três meses uma entrevista coletiva sem restrições como espécie de prestação de contas à sociedade? Essa é uma prática comum no Primeiro Mundo, de governos centrais, mas no Brasil é uma raridade.

Orlando Morando – Nossa gestão é muito presente nas ruas e no contato com a sociedade, prestando contas e detalhando metas e desafios. Utilizamos vários meios de comunicação no nosso trabalho, bem como respondemos manifestações e indagações. Todas as agendas públicas são divulgadas à imprensa. Os repórteres têm conhecimento das demandas anunciadas e prestação de contas. Uma fórmula bem melhor do que um cronograma a cada três meses.

De forma sucinta, quais são os três problemas municipais principais que o senhor pretende encaminhar e eventualmente resolver nos quatro anos de mandato e sobre os quais estaria disposto a enfrentar cobranças?

Orlando Morando – A herança deixada para mim em São Bernardo são inúmeras obras inacabadas e sérios problemas de caixa. Cerca de R$ 200 milhões em restos a pagar. Temos como desafio dar sequencia nestes entraves, principalmente detalhando contratos mal conduzidos. Um dos exemplos é com o projeto do Piscinão do Paço. D deparamos com uma obra morosa e com a empresa responsável pedindo mais dinheiro. Não autorizamos nenhum repasse e ainda colocamos o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para apresentar um laudo real da obra, uma vez que meu antecessor prometia para o fim de 2016 e isso não se concretizou. Junto com isso há desafios no setor da Saúde. Temos feito um amplo empenho pela modernização e humanização do setor. Conseguimos instituir o programa “Saúde Prioridade” que, de, diminuiu à metade a fila de exames de 70 mil para 35 mil. Na Educação, inserimos o “Educar Mais” que, de maneira prioritária, inseriu escolas em tempo integral. Esse programa foi bem aceito e vamos aumentar participação de maneira gradativa. Na Segurança, um plano acertado foi a operação Noite Tranquila, desmontando e combatendo pancadões. Nesse setor, fizemos também ampla revisão de vídeomonitoramento, ação que tem rendido bons resultados.

O prefeito Luiz Marinho deixou alguma coisa encaminhada que pudesse dar consistência à construção de um aeroporto em São Bernardo? Ele repassou os investidores dispostos a empreender? Há alguma documentação oficial que trate desse assunto? 

Orlando Morando – Não há nada relacionado a esse assunto.

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