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História do melhor jornalismo
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  DANIEL LIMA - 07/11/2018

Na edição de janeiro de 1998 a revista LivreMercado, antecessora de CapitalSocial, publicou duas matérias que espelhavam a linha editorial inovadora de um produto criado para fazer do Desenvolvimento Econômico da região caça permanente de análises. Antecipando-se a publicações do gênero, LivreMercado enveredara-se no campo do esporte e da cultura, entre outros. Foram ouvidos o agitador cultural Milton Andrade e o executivo esportivo José Carlos Brunoro. Veja os primeiros trechos do texto com Milton Andrade: “Se você precisa falar com Milton Andrade, nunca esqueça de mencionar com qual dos Miltons deseja contato. Aliás, ele próprio, sempre bem-humorado e falante, faz a pergunta ao interlocutor do outro lado do telefone ou do imenso muro que protege sua residência, uma das mais antigas de São Caetano, que resiste ao furacão comercial que varre a badalada avenida Goiás. Milton Andrade foi quem criou a renomada Fundação das Artes de São Caetano, é advogado, professor, locutor de rádio, ator e, não satisfeito, agora envereda pelo mundo dos livros. Está preparando um inédito Dicionário do Espetáculo, com verbetes usuais nas áreas de teatro, dança, circo, dramaturgia e ópera, entre outras manifestações artísticas com as quais convive há pelo menos 30 de seus 60 anos de idade. Agora sobre o momento de José Carlos Brunoro: “O desorganizado futebol brasileiro, cujo talento parece esgotar-se no retângulo dos gramados, como comprovam quatro títulos mundiais, conta desde o mês passado com importantíssima âncora de profissionalização. José Carlos Brunoro, o mais disputado executivo que a administração esportiva já produziu, e o economista Antonio Afif, já há alguns anos metido na retaguarda do mundo das emoções do chamado esporte bretão, juntaram experiência para escrever provavelmente o livro menos passional e mais racional sobre a modalidade. Futebol 100% Profissional, o título da publicação da Editora Gente, não guarda relação direta com a quantidade de obras que colocam o futebol nas bibliotecas brasileiras. Em vez de biografias individuais ou coletivas de craques que fizeram história, em vez de relatos sobre os maiores clubes, Brunoro e Antonio Afif preferiram o didatismo de juntar todo o mosaico de que constitui a atividade”. 

10/01/1998 - Um polivalente cultural

05/01/1998 - Brunoro não dá espaço à paixão 

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