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  DANIEL LIMA - 06/12/2018

Acho que vale a pena acompanhar a Entrevista Especial com o economista Marcio Pochmann, publicada há mais de 20 anos (exatamente na edição de maio de 1998 da revista LivreMercado). O que dizia aquele que se tornaria uma das peças chave do petismo, inclusive como assessor econômico de Fernando Haddad na campanha eleitoral à presidência da República? Acompanhem os primeiros trechos e acessem o link logo abaixo: “Não há milagre: só se cria emprego com crescimento econômico. Fórmulas como redução de jornada, banco de horas e contratos temporários com menos encargos sociais são paliativas, na opinião do economista Márcio Pochmann, da Unicamp, um especialista em assuntos trabalhistas. São apenas adequações a uma realidade de baixa expansão do mercado e dependendo da providência, como cortar salários em 20%, equivalem a demitir 20% da força de trabalho. Do ponto de vista macroeconômico, é o mesmo que tirar 20% do consumo, agravando a recessão — avalia Pochmann, 35 anos, professor de Economia do Trabalho e diretor-executivo do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) da Universidade de Campinas. Nem mesmo a tecnologia é desempregadora se a economia crescer a taxas elevadas — na opinião do professor –, pois a mão-de-obra substituída pela automação migraria para outras atividades. Márcio Pochmann teme pelo baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) previsto para este ano, entre 1,5% e 2%, o que levaria o Brasil a encerrar a década de 90 em patamar inferior ao dos anos 80, considerados a década perdida. 

05/05/1998 - Só crescimento econômico é capaz de gerar emprego

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