Imprensa

“Gata”: começa a choradeira;
São Caetano confessa pesadelo

  DANIEL LIMA - 06/02/2019

O segundo capítulo de Complexo de Gata Borralheira, livro lançado por este jornalista em abril de 2002, tornou-se premonitório ao dar voz e vez ao personagem que representava São Caetano naquela mesa de oito ocupantes e duas cadeiras vazias de um hotel-fazenda reservado ao encontro de protagonistas e figurantes da Região Metropolitana de São Paulo. 

Quem acompanha o noticiário destes dias sobre a possibilidade de a General Motors fechar as portas em São Caetano pode achar que se trata de situação ocasional, ditada exclusivamente por circunstâncias macroeconômicas. Ledo engano. 

Há 17 anos escrevi sobre essa possibilidade utilizando São Caetano naquela mesa. Afinal, como seria possível esquecer que já naquele tempo se falava e se provava que o setor automotivo era e continua a ser um dos mais competitivos do mundo?

A São Caetano que construí naqueles diálogos do hotel-fazenda imaginário também tinha preocupações com o futuro da Casas Bahia, empresa que iniciou história de sucesso na própria cidade, com o visionarismo de Samuel Klein, imigrante que escapou do genocídio nazista.  

São Caetano não estava sozinha na choradeira. Outros municípios da região também decidiram desabafar no encontro com o representante da cidade de São Paulo, Cinderela entre gatas borralheiras. O Grande ABC que agentes públicos e sociais sempre detestaram apresentar na plenitude de verdades inconvenientes e estupidamente procrastinadoras, começava a sair pelo ladrão de vozes inconsoláveis naquele hotel-fazenda. São Paulo jamais foi tão acossada pela vizinhança

Vale a pena acompanhar o segundo capítulo. Basta acessar o link abaixo. Boa leitura.

Leiam, portanto: 

 Começa a choradeira

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