Administração Pública

Novas obras são
chave para projeto

  DANIEL LIMA - 05/07/2000

Redesenho da rotatória do Viaduto 18 do Forte, reurbanização das áreas do Clube da Rhodia e de 50% da Rhodia Química, além da revisão dos espaços da Garagem Municipal e da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado), formam peça-chave para o futuro de Santo André. Esse conjunto de obras servirá como ponte entre o Projeto Centro, a Avenida Industrial (incluindo reconfiguração da estação ferroviária e do terminal da EMTU) e a Cidade Pirelli, além do piscinão de Santa Terezinha e outras intervenções que emolduram o Projeto Eixo Tamanduatehy, novo vetor de desenvolvimento econômico e urbano do Município. "Se a Rhodia concordar em ceder parte da área, o projeto sairá de folha em branco. Isso facilitará o trabalho, pois não será necessário repensar o que já está feito" -- adianta Maurício Faria, coordenador-geral do Projeto Eixo Tamanduatehy.

A Prefeitura já está empenhada em rever todo o sistema viário do eixo, o que inclui vias paralelas e perpendiculares à ferrovia, redesenho das rotatórias e demais transposições nos 8,5 quilômetros incluídos no projeto, bem como paisagismo nos baixos de viadutos e reurbanização do entorno da loja Pão de Açúcar. Para se ter idéia da força do Eixo Tamanduatehy, basta observar as alterações substanciais promovidas na planta do Global Shopping depois da consolidação do projeto. De bloco de concreto de imediações áridas, o empreendimento transformou-se em edifícios cercados por jardins, viário subterrâneo e espaços dedicados a entretenimento e lazer. Essa reconfiguração arquitetônica e urbanística acelerou o ritmo de comercialização das lojas. O grande destaque fica por conta da integração do Global Shopping à Cidade Pirelli. "O Eixo Tamanduatehy é um projeto de gestão constante e redimensiona a importância dos atores do entorno" -- conceitua Horácio Galvanese, coordenador técnico do projeto.

Já foram executadas as demolições de residências e lojas desapropriadas para a Cidade Pirelli que custaram indenizações no total R$ 794,5 mil. Enquanto a Prefeitura assegura o êxito da proposta do empreendimento, a Pirelli põe em prática estratégia para atrair parceiro para o início do megaprojeto, orçado em R$ 200 milhões. "Se o interesse fosse apenas um empreendimento voltado ao mercado local, seria mais fácil" -- afirma Maurício Faria. Mas o que se quer vai além disso. A Cidade Pirelli espera erguer um complexo de hotéis, escritórios, serviços e lazer que tenha atuação de escala metropolitana. Serão 200 mil metros quadrados de área instalada ao lado da Pirelli Cabos. Para isso, depende da condição urbana do entorno. A empresa não se escora apenas no planejamento do Poder Público. Revisão do masterplan da Pirelli foi feita para incorporar conceitos do Projeto Eixo Tamanduatehy. "A área ainda não representa um endereço de peso com lastro para trazer grandes empreendedores" -- admite Faria.

A Cidade Pirelli conta entre os aliados com o estrangulamento dos eixos empresariais da Capital. Da conexão Via Dutra/Rodovia Ayrton Senna com a Marginal Tietê até a Avenida Luiz Carlos Berrini, leva-se três horas de carro em horário de pico. Viagem nada agradável para quem utiliza o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. As artérias que ligam a entrada sudeste da Capital a Santo André ainda têm fôlego, sem citar que a conclusão do Rodoanel vai favorecer a fluidez do tráfego. 

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