Imprensa

História do melhor jornalismo
regional do País. Leiam! (164)

  DANIEL LIMA - 11/04/2019

Apresentamos nesta edição mais três matérias publicadas na revista LivreMercado de dezembro de 1998. Trazer para este espaço o que a melhor publicação regional do País ofereceu aos leitores durante duas décadas é um compromisso social. Desfilam aqui, seguidamente, provas provadas de que, mesmo numa Província, porque o Grande ABC não é outra coisa, Sempre será possível fazer jornalismo de qualidade e independente. LivreMercado é precursora deste CapitalSocial.

Primeira matéria 

 Lembram-se da inédita Reportagem de Capa -- Quem Desativa a Bomba Sindical? -- edição de agosto de LivreMercado? O trabalho entrou para a história do jornalismo porque foi a primeira vez que uma publicação invadiu os subterrâneos das relações entre capital e trabalho do setor automotivo do Grande ABC e esmiuçou as fundas diferenças entre montadoras de veículos, autopeças e sindicalismo, principalmente o representado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) na forma do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. De agosto para cá, sobretudo com o terremoto financeiro na Rússia que fez explodir os níveis de juros mantidos pela equipe econômica brasileira, a crise se instalou no setor automotivo. Desabaram as vendas, que deverão ficar este ano 25% abaixo das projeções mais conservadoras. Demissões começaram a pipocar nas autopeças menos suscetíveis a ações sindicais e também já atingem trabalhadores das montadoras. A lógica de menos produção significa maior custo unitário por produto.

05/12/1998 - Mercado desativa a bomba sindical?

Segunda matéria

 Apesar de distante da envergadura dos grandes mercados de desenvolvimento de softwares do mundo e sem qualquer planejamento dos organismos públicos e acadêmicos, a livre-iniciativa do Grande ABC consegue reunir produtores de soluções de qualidade para os mais variados empreendimentos. Por meio de parceiros de maior porte, desenvolvedores locais driblam a falta de recursos financeiros e de informações sobre o setor, maior inibidora de acesso aos canais de difusão mundial. Produtos criados na região começam a romper fronteiras rumo ao mercado nacional e até internacional. A economia da região, que há 10 anos titubeia entre segurar o traço industrial e consolidar a tendência terciária, pede automação dos meios produtivo, comercial e de serviços. Isso implica em o mercado de tecnologia oferecer programas adequados para as necessidades dos parques industriais e concentrações comerciais e de serviços, permitindo performance para disputar espaço no mundo globalizado.

05/12/1998 - Software de casa faz mais que milagres 

Terceira matéria 

 Mauro Andrietta, sócio-proprietário da New Sun de Santo André, é o que se convencionou chamar de polivalente: aos 34 anos acumula dois diplomas universitários, de Engenharia e Belas Artes, foi fotógrafo, modelo, surfista, desenhista e, de três anos para cá, empresário. Percebe-se nele, entretanto, que não foi tocado pela frieza inerente ao mundo dos negócios, em que cifras e competitividade são obsessivas: Mauro conserva aquele jeito antigo e saudável de ser solidário a amigos ou não. Ele carrega no porta-malas do carro estojo bem equipado de pronto-socorro com intuito especial de socorrer vítimas de acidentes que vez por outra encontra nas muitas andanças pelas ruas e avenidas da região e de São Paulo. 

05/12/1998 - Solidariedade e versatilidade juntos

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