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História do melhor jornalismo
regional do País. Leiam! (171)

  DANIEL LIMA - 17/06/2019

A quebra da riqueza da produção industrial em forma de rebaixamento do uso de energia elétrica; o que o futuro estaria reservando às equipes de futebol da região; uma revolução no interior da redação da revista LivreMercado; e as obras de cobertura parcial do maior corredor comercial de Santo André – eis as quatro matérias de destaque desta edição na reprodução do legado do melhor jornalismo regional que o País já conheceu. São novas reportagens da edição de janeiro de 1999 – portanto de duas décadas atrás. Leiam os primeiros trechos de cada matéria e acesse os materiais completos nos respectivos links. 

Primeira matéria 

 Depois de acusar queda de 50% do consumo de energia elétrica industrial no final de 1997, comparativamente à abertura econômica em 1990, São Caetano voltou a sofrer sério rebaixamento nesse indicador de desempenho econômico. Considerado o Município mais rico do Grande ABC, embora venha perdendo poder de fogo com o esvaziamento industrial, São Caetano consumiu em todo o ano passado 82% menos energia elétrica industrial do que no mesmo período de 1990. Para infortúnio da região, o resultado de São Caetano não é exceção, já que o nível de insumo despendido pela atividade industrial do Grande ABC atingiu, ano passado, os pontos mais baixos da década. A região consumiu 5.417.259 megawatts/hora de energia elétrica industrial em 1990, contra 4.950.000 megawatts/hora em 1998. Queda absoluta de 11% num período em que o PIB (Produto Interno Bruno) do País teve crescimento de 18%.

05/02/1999 - São Caetano segue acumulando perdas

Segunda matéria 

 Qual é a saída para o fortalecimento do futebol profissional do Grande ABC, que, apesar dos recentes sucessos do São Caetano, campeão paulista da Terceira Divisão e também da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro, participa de espetáculos secundários, portanto, distantes do efervescente showbusiness que, ao mesmo tempo em que atrai investidores, cada vez mais compacta o quadro de estrelas de primeira grandeza no País? Para o especialista em marketing esportivo Luís Fernando Pozzi, que recentemente lançou o livro A Grande Jogada pela Editora Globo, a possibilidade de fusão dos clubes da região é interessante alternativa. Entretanto, o próprio Pozzi reconhece que, por ser muito mais complicado do que no mundo empresarial, onde valores mensuráveis acabam por prevalecer na consumação de fusões, o negócio do esporte tem no componente emocional sobrepeso que dificulta entendimentos.

05/02/1999 - O que será do futebol regional com chegada de novos tempos?

Terceira matéria 

 Quem disse que fechamento de revista (e por que não de jornal ou telejornal diário?) tem de ser aquela coisa de louco em que prevalece correria frenética, ranzinzisse do chefe, insubordinação ou servilismo do subalterno, riscos permanentes de grandes falhas, omissões e imperfeições? Quem disse que redação tem de ser exercício de paranoia permanente? Quem disse que apenas um grupo de eleitos por decisões muitas vezes carregadas de subjetividade, quando não de protecionismo ou de comodismo, ou até de sobrecarga, pode ficar responsável isoladamente pela qualidade final do produto? Há exatamente seis meses LivreMercado iniciou revolução no método de produzir um veículo de comunicação e está se dando muito bem. Aqui não existe simplesmente repórter, unicamente redator, especificamente editor, indispensavelmente editor-adjunto. Aqui, equipe enxutíssima cuida de todos esses instrumentos. A revista que você está lendo este mês, como as edições passadas desde setembro, tem a marca da polivalência, termo consagrado pelo ex-técnico Cláudio Coutinho, ou da multifuncionalidade, como fica mais adequado a uma publicação fortemente voltada para a economia. 

05/02/1999 - Casa de ferreiro, espeto de aço

Quarta matéria 

 Relegado a plano secundário especialmente após o Grande ABC ancorar shoppings de grande porte, o corredor da Rua Coronel Oliveira Lima tenta afastar de vez o risco de ficar na triste poeira da saudade. Considerada um dos principais centros comerciais do Grande ABC, a Oliveira Lima começa a ganhar novo visual, capaz de reviver os bons tempos e reconquistar a população. Um dos principais trunfos da Prefeitura de Santo André para fazer com que o centro reúna tradição, modernidade, conforto e segurança é a cobertura do trecho de aproximadamente 250 metros que vai do antigo Largo da Estátua até o Largo do Quitandinha. Previsto para outubro de 1998, o início da obra, com estrutura de ferro e cobertura transparente de polipropileno, ficou para este início de fevereiro, quando se confirmou a captação de recursos financeiros. Os R$ 2 milhões do investimento inicial vêm do Projeto Cidade Pirelli. A empresa paga pelo uso do solo no empreendimento de serviços e lazer que pretende erguer no Município e o valor é repassado, conforme exigência de lei municipal, para o desenvolvimento urbano. A Prefeitura se responsabiliza também pelas obras, sob o comando da empresa Emparsanco.

05/02/1999 - Para não ficar na poeira da saudade

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