Imprensa

História do melhor jornalismo
regional do País. Leiam! (173)

  DANIEL LIMA - 10/07/2019

Quem ainda tem alguma dúvida sobre a importância histórica da revista LivreMercado não pode deixar escapar mais três exemplos de que qualquer estudo sobre jornalismo regional deve colocar a publicação no altar da consagração.

Reunimos na edição de hoje as últimas três matérias que selecionamos na edição de fevereiro de 19999 – portanto, há duas décadas.

Estão ali a preocupação com a indústria moveleira, com o turismo e também com o traçado do Rodoanel que, mais tarde, viria a ser mais um complicador à competitividade regional – como cansamos de alertar num combate duro contra a banda louca dos triunfalistas que tocava sem parar acordes em conflito com a responsabilidade social.

Acompanhem os três textos que se abrirão em cliques nos respectivos títulos. E se preparem para degustar nos próximos dias alguns dos textos selecionados da edição de março de 1999. Quem conhece o passado analisado saberá entender o presente igualmente analisado por CapitalSocial.

Primeira matéria 

 Antes de a Prefeitura de Santo André levar a público em abril as propostas de reorganização da Avenida dos Estados e dar início ao processo de interação com agentes econômicos e da comunidade a fim de materializar o projeto, o arquiteto espanhol Eduardo Leira desafia os interlocutores do Grande ABC a pensar, conceber e viabilizar o tipo de Rodoanel Metropolitano que de fato atenda aos interesses de desenvolvimento estratégico da região. Ou seja: interferir efetivamente por meio de gestões políticas junto ao governo do Estado, evitando comprometer o futuro da região. Leira compõe uma das quatro equipes -- uma brasileira e três internacionais -- que, sob a coordenação do urbanista Jordi Borja, traçam o futuro do macroeixo do Vale do Tamanduateí.

05/02/1999 - Está na hora de mexer no Rodoanel

Segunda matéria

 Há quase um ano esgrimindo contra inimigos como métodos administrativos ultrapassados, processos de produção obsoletos e mão-de-obra desqualificada, a indústria de móveis do Grande ABC começa a combater em outra frente: tratar os resíduos que gera na forma de pó, de retalhos de chapas e de cavacos, aquela serragem grossa em pedaços. É uma montanha com estimadas 4,2 mil toneladas mensais de restos de madeira que não podem ser simplesmente queimados ou descartados em terrenos longe de olhares curiosos. A celulose é de difícil decomposição e leva pelo menos oito meses para ser absorvida pela natureza; o pinheiro, se queimado, gera gás carbônico e monóxido de carbono, altamente tóxicos.

05/02/1999 - Selo verde também integra revitalização

Terceira matéria

 Se você foi um dos resignados que encararam sete horas de estrada para descansar no último reveillon em uma vizinha praia do Litoral paulista ou faz parte do exército de turistas que entopem Nova York neste atípico inverno do lado de cima do Equador, respire aliviado. Tudo sugere que o Grande ABC esteja entrando para valer no seu roteiro de lazer e diversão, depois de só ser visto como polo exclusivamente gerador de negócios e cifrões saindo por chaminés — e, naturalmente, provocador de muito estresse. Se depender do grupo de turismo que a Câmara Regional ampara com especial atenção, no cabo-de-guerra entre indústria e setor terciário vencerá o entretenimento como nova alavanca econômica do Grande ABC.

05/02/1999 - Sangue novo nos negócios 

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