Imprensa

História do melhor jornalismo
regional do País. Leiam! (174)

  DANIEL LIMA - 29/07/2019

Iniciamos hoje a captura de março de 1999 do melhor jornalismo regional do País, expresso nas quase duas décadas de circulação da revista LivreMercado. As quatro matérias desta edição têm como eixo a economia do Grande ABC, um dos pilares daquela publicação impressa que se mantém nesta publicação digital. Nada que surpreenda, porque LivreMercado e CapitalSocial são almas gêmeas de um jornalismo sem partidarismo político. 

Primeira matéria 

 Demorou exatamente um ano para LivreMercado provar mais uma vez que, quando se trata de analisar a economia do Grande ABC, é o instrumento mais confiável. E que agentes políticos e econômicos podem, por conveniências circunstanciais ou simples desconhecimento da realidade, equivocar-se grandemente. Há um ano a matéria sob o título Que Mentira Que Lorota Boa denunciou um tropeço de Luiz Henrique Proença Soares, diretor-adjunto de Produção de Dados da respeitada Fundação Seade (Sistema Estadual de Análises de Dados), divisão do governo de São Paulo. A base da crítica foi a afirmação do executivo público ao Diário do Grande ABC, de que a evasão industrial da região era mito e que o consequente esvaziamento econômico não existia.

10/03/1999 - Martoni dá razão à LM um ano depois

Segunda matéria 

 A Volks/Anchieta de um futuro próximo, de no máximo cinco anos, será uma fábrica sobre a qual emergirão os melhores indicadores de competitividade do mundo. Um dos símbolos sagrados da economia do Grande ABC, a Volks/Anchieta vive os estertores do obsoletismo estrutural, logístico e estratégico de produção. O gigantismo da planta de 1,1 milhão de metros quadrados construídos será redimensionado e redividido. A fábrica será miniaturizada em relação aos excessos físicos que a conceberam e os espaços que sobrarem dessa transformação — e serão muitos milhares de metros quadrados — ganharão novos ocupantes. Serão os fornecedores mais importantes da unidade, cujas linhas de produção vão estar tão próximas das áreas de montagem da Volkswagen que tudo que se conhece até hoje sobre o sistema just-in-time será pouco diante da eficiência que se terá. Um modelo, resumidamente, que em pouco se assemelhará ao revolucionário consórcio modular que essa multinacional de capital alemão criou na fábrica de ônibus e caminhões em Resende, no Rio, e em muito se espelhará na moderníssima planta da Volks/Audi, inaugurada recentemente em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

15/03/1999 - Quem disse que a VW não tem futuro? 

Terceira matéria 

 Não passa de preconceito e desinformação a ideia de que só o jornalismo diário, impresso ou eletrônico, ou mesmo semanal, das revistas de alcance nacional, é capaz de operar transformações sociais e econômicas -- pelo menos quando se trata da performance de LivreMercado. Uma análise retrospectiva dos nove anos de circulação da publicação prova que uma revista mensal de abrangência regional -- a maior do País -- pode e deve ser muito mais que informativa. Deve, na verdade, ser analítica, propositiva, ousada. É essa a característica que está estratificada numa lista sucinta de bandeiras que ocuparam as páginas de LM neste período. São tantas as conquistas editoriais de LivreMercado, num desafio permanente para preencher espaços de mídias de periodicidade mais ágil, que um compêndio do que se poderia chamar de seus melhores momentos corre o risco de se tornar excessivamente volumoso, embora preponderantemente elucidativo. 

05/03/1999 - Uma revista que faz a história da economia regional

Quarta matéria 

 Mesmo com perda de indústrias, o Grande ABC esconde ás na manga que pode fazer desaguar na região cifras do FEEBT (Fundo de Empresas Emergentes de Base Tecnológica) do Sebrae-São Paulo (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa) e reanimar o jogo do meio produtivo regional. Pesquisa da Fundação ParqTec de São Carlos, realizada para detectar EBTs (Empresas de Base Tecnológica) no Estado, destacou o Grande ABC como au concour na fabricação de máquinas e equipamentos. Resultado surpreendente para uma região que sempre se projetou como polo automobilístico, moveleiro e químico-plástico, e diante da violenta diminuição do mercado na indústria de bens de capital desencadeada pela abertura às importações.

05/03/1999 - O ás para salvar o jogo produtivo

Leia mais matérias desta seção: