Imprensa

Nove meses de cinco anos que
transformariam o Diário (16)

  DANIEL LIMA - 05/11/2019

Uma nova edição de Capital Digital Online foi distribuída eletronicamente aos diretores, acionistas e colaboradores do Diário do Grande ABC em 15 de setembro de 2004. Estávamos diretor de Redação da publicação, após pouco mais de 30 dias ocupando a inédita função de ombudsman. Paralelamente, continua à frente da revista LivreMercado, que, desde 1997, foi incorporada como produto da empresa Diário do Grande ABC. Uma incorporação mais formal do que efetiva. A Redação de LivreMercado jamais perdeu a autonomia. E o Departamento Comercial jamais contou com o suporte do Diário.

Como diretor de Redação do Diário do Grande ABC fiquei até abril do ano seguinte. O Planejamento Estratégico Editorial que preparei para a publicação foi abortado. Uma leitura atenta das edições da newsletter é a melhor resposta aquela interrupção. 

 Edição número 17   

Aparato de fechamento

precisa fugir da rotina 

A edição desta quarta-feira é emblemática de uma rotina que precisamos transformar em ação coordenada: as matérias locais com chamada de primeira página precisam de tratamento editorial e gráfico diferenciado. Com mais atenção, com mais integração. 

Por mais atenção e por integração entenda-se a necessidade de mais profissionais envolverem-se com o assunto, dentro e fora de cada editoria propriamente dita. 

Ou seja: nessas ocasiões a Editoria Especial, formada pelos membros da Secretaria de Redação e vários agregados, não pode perder a embocadura. Tem de dar assistência integral ao editor e aos jornalistas envolvidos. 

Na cobertura de hoje, quando pudemos confrontar nosso material com outros jornais em assuntos do Grande ABC, sentimos dificuldades de nos ombrearmos em vários aspectos. Sabemos de nossas dificuldades operacionais, técnicas, estruturais, mas isso não pode nos servir de proteção. 

Conversaremos com os profissionais envolvidos nos assuntos desta edição, mas antecipo que poderíamos ter tido material mais qualificado. Não que o que publicamos tenha comprometido o veículo. Nada disso. Mas poderia ser melhor. 

Precisamos compreender esse conceito da forma mais ampla possível a fim de tornar rotina esse tipo de inquietação que por si só se desdobra do próprio cotidiano editorial. O que vai para a primeira página pressupõe maior importância e, portanto, exige atenção mais especial ainda. De cabo a rabo da operação. Sabemos que já existe natural busca nesse sentido, mas ainda não se tornou dogma, no bom sentido. 

Para terminar, espero que aquele profissional mau-caráter que recebe uma das cópias desta newsletter e eventualmente replica a amiguinhos fora de nossa empresa sempre com comentários próprios de sua mesquinhez, tenha ao menos a coragem de se apresentar pessoalmente à minha sala para uma conversa de homem e de profissional. 

Se achar que isso é impossível, por causa de suas limitações como homem e como profissional, que escolha a arma que quiser, mas de forma transparente. Sem sem-vergonhice. Menos sofrível que esse protótipo de esterco não esteja diretamente em nossa redação.

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