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Momento é decisivo para
Ramalhão não perder rumo

  DANIEL LIMA - 29/09/2017

Em outubro de 2013 – portanto há quatro anos – escrevi um texto preocupadíssimo com o futuro do Santo André. Mais tarde, escrevi novo texto sobre o assunto. Agora, repito de forma incisiva, mas o faço com o transplante do primeiro artigo. Isso mesmo: vou reproduzir o que escrevi há quatro anos. Vou apenas contextualizar a medida à situação atual. 

Trata-se uma ação (uma das ações diria melhor, porque há muitas outras que podem ser implantadas) imprescindível agora que foi embora a liderança de Jairo Livolis. Se com o melhor presidente da história do clube a missão sugerida por este jornalista já era complexa, imaginem agora. 

Entretanto, o paradoxo também precisa ser considerado. O desaparecimento físico de Jairo Livolis e a presença constante de Jairo Livolis metafísico podem contribuir para o desabrochar de novos talentos diretivos do Santo André, entre quem já consta da relação de diretores e entre aqueles que, como sugiro abaixo, poderão emergir. 

Os leitores vão compreender o que pretendo ao lerem os principais trechos do artigo de 2013. Antes de reapresentá-lo, sugeriria aos atuais dirigentes do Santo André que constituam um gabinete de crise, como fazem os partidos políticos, empresas privadas e dirigentes públicos em períodos de turbulência. Para que serviria o gabinete de crise? Para ajustar as primeiras peças em desarranjo após a morte de Jairo Livolis. É preciso agir com rapidez, até porque uma nova eleição se fará para a recomposição presidencial. 

Envelhecimento destruidor 

O envelhecimento diretivo e do Conselho Deliberativo do Santo André (assunto de que tratei no texto a que me refiro, de outubro de 2013) é um agente destruidor de memórias e ações. Quanto mais passa o tempo mas curta fica a corda de rearrumação da agremiação. 

O Santo André caminha para encalacramento de dupla face: perde a cada temporada muitos colaboradores antigos e a reposição não segue a matriz de manter o futebol como principal objetivo a ser valorizado. Na medida em que representantes do clube associativo ganharem espaço e destilarem cultura de separatismo ou mesmo de exclusivismo representativo, tudo ficará mais complicado ainda. 

O Santo André, repito, está demorando demais para acordar. E não consegue mudar a roda da vida que encaixa a morte como elemento inexorável. O artigo “Santo André renova gestão ou vai desaparecer no futebol” é uma tentativa de evitar o pior que, mais dia, menos dia, poderá acontecer. Leiam: 

 Este texto é uma proposta preliminar ao presidente do Esporte Clube Santo André, Celso Luiz de Almeida, e aos demais dirigentes e conselheiros da agremiação. Entenda-se como proposta preliminar um ajuntamento de parágrafos com uma ideia fixa na cabeça: dar o pontapé inicial para possibilitar que o chamado Ramalhão, em fase terminal de competitividade, comece a traçar novo caminho no futebol profissional. Não vejo futuro algum no Ramalhão sem a retaguarda do clube associativo que nasceu do ventre do futebol e que poderá, caso providências não sejam tomadas, ser a única herança dos estádios.  Sem maiores delongas vou direto à sugestão, cujos detalhamentos poderão ser produzidos em conjunto por um grupo de apoiadores da ideia-matriz.

Mais renovação do Santo André 

 A proposta reta e direta é a seguinte: está na hora de o Esporte Clube Santo André criar nova instância de poder estatutária para renovar o quadro de conselheiros e também de dirigentes de futebol. Trata-se de um processo que não pode ser protelado, porque o tempo passa na catinga da fumaça e a relação de óbitos de conselheiros e dirigentes não espera. O Santo André perde com assiduidade compulsória da longevidade média de seus conselheiros cada vez mais colaboradores que acompanham a equipe de futebol ao longo dos tempos.  

Por isso precisa pensar em peças de reposição e de potencialização. Introduzir jovens nas instâncias de poder é a melhor saída, senão a única. Antes que a agremiação seja tomada por oportunistas de plantão.  

Mais renovação do Santo André 

 Resumidamente, a alternativa é constituir um grupo de 50 novos colaboradores, com idade limite de no máximo 40 anos, e torná-los candidatos a conselheiros do clube. Mas não seriam conselheiros quaisquer. Para ganharem titularidade terão um período de cinco anos de dedicação à agremiação. Ou seja: a lista de 50 jovens comporia uma espécie de vestibular à direção executiva e também deliberativa do Esporte Clube Santo André. A efetividade dos nomes elencados à condição de conselheiros titulares do Esporte Clube Santo André e também de eventuais reforços diretivos se daria conforme uma série de condicionalidades que tenham a produtividade como meta. Quem for Santo André do coração e não apenas da boca para fora vai ter vez no processo de rejuvenescimento do clube associativo e do time de futebol. Ainda não me detive na fórmula participativa dos pré-conselheiros porque entendo que é uma tarefa que deve ser organizada por um grupo de representantes do clube, preferencialmente que conheçam bem a história.  

Mais renovação do Santo André 

 Tenho sim o conceito que deveria reger o adensamento da estrutura organizacional da agremiação. O Santo André precisa fazer parte da sociedade como um todo, para que a sociedade como um todo se sinta igualmente responsável pelo futuro da agremiação. Muito do que apresentaria em forma de sugestão está contemplado no planejamento que preparei antes da privatização do Ramalhão pelo Saged, no maior desastre diretivo da história da agremiação. Mas o tempo passou e é sempre possível e indispensável aperfeiçoar as linhas gerais. Essa espécie de revolução no Esporte Clube Santo André, preso demais ao conservadorismo de um estatuto-padrão que amarra a criatividade e os desafios nestes novos tempos. não é tarefa para poucos. O presidente Celso Luiz de Almeida, em fim de mandato, deve seguir no comando da agremiação juntamente com Jairo Livolis, como presidente do Conselho Deliberativo. Por isso, não pode perder a oportunidade de apressar os passos dessa iniciativa.  

Mais renovação do Santo André 

 Duvido que não selecione um grupo de pelo menos 50 jovens decididos a engrossar as fileiras do Santo André. Esse batalhão poderá desenvolver, juntamente com os dirigentes atuais, uma reviravolta na história decadente da agremiação. A Sexta Divisão do futebol brasileiro resume o estado falimentar do futebol do Ramalhão. No passado, recuperar o tempo perdido já seria uma dureza. Hoje, com a centralidade da mídia e dos repasses de marketing nos clubes de massa, as dificuldades se multiplicaram. Levar jovens torcedores ou potenciais torcedores do Santo André às instâncias oficiais do clube, mediante contrapartidas, é a salvação da lavoura. Seria uma cartada e tanto. Seria um tiro de prata. Não poderia falhar depois da hecatombe da privatização malsucedida. 

Mais renovação do Santo André 

 Após o fracasso da privatização do Ramalhão pelo Saged só resta a possibilidade de institucionalizar o clube numa dimensão que ultrapasse as fronteiras do Poliesportivo no Parque Jaçatuba e do Estádio Bruno Daniel. Não se fará isso com o grupo de dirigentes atuais, tampouco com um quadro de conselheiros envelhecidos.  O Santo André precisa de sangue novo para uma transfusão de iniciativas que somente os velhos são capazes de formular com a experiência de não repetir erros do passado e os jovens são capazes de executar com a vitalidade orgânica e a criatividade de encurtar a distância entre presente e futuro, tendo, como no caso do Ramalhão, o passado recente como desafio à reação. 

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