Política

Teixeira ataca Manente e Morando
para protagonizar disputa eleitoral

DANIEL LIMA - 11/03/2014

Luiz Fernando Teixeira, o homem que o prefeito Luiz Marinho escolheu para tentar conquistar votos da classe média de São Bernardo para o PT nas eleições deste ano, resolveu sair da toca da discrição pública. Numa entrevista imperdível publicada na versão digital do Diário Regional, o dirigente que comanda o São Bernardo Futebol Clube lança as estacas de uma proposta de polarização da candidatura com os oposicionistas Orlando Morando e Alex Manente, aos quais dirige de forma oblíqua adjetivo pouco nobre, como "enganadores".


 


Quem esperava que Luiz Fernando Teixeira viesse para o ringue eleitoral com um pouco de suavidade e de diplomacia caiu do cavalo do otimismo. A entrevista ao jornalista Anderson Amaral é contundente. Como não sou de ficar em cima de muro de conveniência, muito pelo contrário, não resisto a entremear as intervenções do jornalista e do entrevistado com microcomentários. Luiz Fernando Teixeira não difere fundamentalmente dos “políticos enganadores” que estão na praça. É claro que não faço a consideração tendo qualquer um dos dois deputados mencionados pelo entrevistado como referencial. É apenas uma constatação objetiva, considerando-se principalmente a linguagem do entrevistado. Basta o leitor fazer um teste: substitua as intervenções de Luiz Fernando Teixeira na entrevista por qualquer político conhecido. Não haverá diferença alguma.


 


Luiz Fernando Teixeira já está a todo vapor na corrida eleitoral. Ele provavelmente sabe mais que muita gente que a proposta de sensibilizar a classe média de São Bernardo e da região como um todo pode ser um tiro no pé, porque o PT conta com eleitorado pouco expressivo nessa faixa da população. Ao atacar Morando e Manente, Luiz Fernando Teixeira provavelmente acredita com base nos marqueteiros de plantão que a inserção de seu nome entre os dois atuais deputados é a melhor estratégia para amenizar os custos eleitorais de pertencer a um partido que desde o escândalo do mensalão perdeu muito do tônus de credibilidade no eleitorado mais escolarizado e de melhor situação financeira.


 


Acompanhem, na sequência, a entrevista de Luiz Fernando Teixeira ao Diário Regional entremeada de intervenções deste jornalista.


 


Teixeira: "população cansou dos enganadores"


 Anderson Amaral



 


O pré-candidato do PT a deputado estadual e presidente do São Bernardo Futebol Clube, Luiz Fernando Teixeira, aposta na boa imagem construída como empresário e dirigente esportivo para seduzir o eleitorado da classe média de São Bernardo, tradicionalmente refratária ao PT e que elegeu para a Assembleia Legislativa, em 2010, os oposicionistas Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS). Natural de Águas da Prata, o empresário foi vereador em Casa Branca de 1989 a 1992 e, residindo no ABC há duas décadas, prepara-se aos 51 anos para seu projeto político mais ambicioso: eleger-se deputado estadual. Teixeira garante, no entanto, que a eleição não é trampolim para voos mais altos e que a sucessão do prefeito Luiz Marinho (PT) em 2016 não está nos planos no momento. “Se me eleger deputado em outubro, terei de provar que sou tão sério quanto digo que sou”, afirmou o petista, para quem o Brasil que emergiu das manifestações que tomaram as ruas no ano passado está cansado de políticos enganadores. “A população quer sangue novo”, afirmou.


 


Como têm sido os contatos com a militância petista nesta fase de pré-campanha eleitoral? Altamente positivos. Como levo a desvantagem de não ter disputado eleições na cidade, tenho conversado com a base e, felizmente, colhido bons resultados – primeiro, por ser o candidato do prefeito Luiz Marinho (PT) e, segundo, por representar o novo. Tenho ouvido muito das pessoas que os dois representantes da oposição na Assembleia Legislativa (Alex Manente, PPS, e Orlando Morando, PSDB) estiveram deputados estaduais, mas não foram deputados estaduais. Essas mesmas pessoas querem alguém que possa, de fato, fazer a diferença.


 


CapitalSocial – Aqui começaram os golpes na mandíbula dos oposicionistas do PT que têm influência forte na classe média convencional que Luiz Fernando Teixeira pretende alcançar.


 


O senhor terá a missão de atrair o eleitorado da classe média, que é avessa ao PT e, tradicionalmente, vota nos candidatos da oposição. Que discurso o senhor vai usar para conquistá-lo? É real o cenário de que, em outubro, serei importante opção para as classes A e B da cidade – que, no passado, votaram no Alex e no Morando – porque sou empresário bem-sucedido, tenho posições ponderadas, experiência de gestão e tenho sido importante auxiliar não-remunerado do prefeito no sentido de aconselhá-lo (minutos depois, Marinho chegou ao escritório para visitá-lo). Acredito que as demandas da classe média são parecidas com as das classes D/E: uma sociedade mais justa e de mais oportunidades. Também precisamos cuidar melhor da segurança, que está intimamente ligada à questão social. Se você não dá boa educação às crianças, é muito grande a possibilidade de que se tornem delinquentes no futuro.


 


CapitalSocial – O desconhecimento generalizado sobre as funções empresariais de Luiz Fernando Teixeira é um dos obstáculos à conquista de espaço na classe média. Luiz Fernando precisa mostrar o que faz como empresário até agora desconhecido da sociedade. Os catiripapos dirigidos aos dois deputados estaduais oposicionistas de São Bernardo na Assembleia Legislativa são uma espécie de convite à briga que levaria Luiz Fernando Teixeira a aparecer nos holofotes da classe média que os dois adversários frequentam. Resta saber se será ouvido.


 


No que o senhor entende que os mandatos de Manente e Morando supostamente falharam e que abre espaço para sua candidatura na classe média? O “fazer”. O que esses dois mandatos trouxeram para São Bernardo, cidade que os projetou política e profissionalmente? Apenas fazer oposição ao prefeito é pouco. O que trouxeram para a região? Recentemente, li que o Morando explicou (em uma palestra) o que será a Linha 18-Bronze do metrô (que ligará a Capital a São Bernardo). Porém, em 2008, Marinho prometeu trazer o metrô para a cidade durante a campanha e o Morando disse: “É impossível”. Agora, ele e o Manente querem assumir a paternidade dessa conquista. Percebe a incoerência? Ser político é muito sério. A omissão de um político pode matar uma criança no pronto-socorro, levar uma jovem à prostituição. Quem passa pela política e nada faz é irresponsável. Hoje, sem ser político, estou à frente, talvez, do maior projeto socioesportivo do mundo, o Tigrinho, que tira 6,5 mil jovens das ruas.


 


CapitalSocial – De novo Luiz Fernando Teixeira investe sobre Orlando Morando. Sobre a implantação do metrô em São Bernardo e a contraposição de Orlando Morando e Alex Manente, somente uma pesquisa que aborde o noticiário daquele período seria esclarecedora. Em dezembro de 2010 o deputado Orlando Morando disse ao Diário do Grande ABC: “Espero que o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, garanta recursos com o governo federal para viabilizar a chegada do metrô de superfície ao Grande ABC. (...) Se o prefeito de São Bernardo atuar nessa reivindicação, até porque é partidário do governo federal, da mesma forma que eu vou atuar no governo do Estado, é óbvio que é bem-vindo. Mas precisa ter menos discurso e mais ação (...). Esperamos que o governo Dilma possa ter um olhar mais benevolente, generoso com São Paulo e com o Grande ABC, porque vale lembrar que o governo federal não dá um centavo para o metrô de São Paulo”.


 


O Projeto Tigrinho será sua principal bandeira de campanha? Esse projeto faço para Deus. Porém, acredito que o morador de São Bernardo conhece o Tigrinho, porque é praticamente impossível circular pela cidade sem encontrar um garoto com o uniforme amarelo, preto e branco do Projeto Tigrinho. Você não vai vê-lo roubando, nem pedindo esmola no sinal. Não tenho a menor dúvida de que é conhecido. “Agora, você vai explorar isso eleitoralmente?” Não, mas vou brigar para que o governo do Estado adote programas como esse. A função do Estado é cuidar das crianças, e não construir presídios. Quem investe em educação e esporte gasta menos em segurança pública. Essa será minha principal bandeira.


 


CapitalSocial – Luiz Fernando Teixeira adota a linguagem típica dos políticos tradicionais que tanto condena ao negar interesses (legítimos, por sinal) de transformar o Projeto Tigrinho em uma das bandeiras da candidatura a deputado estadual. Negar que o projeto tenha interesses político-eleitorais é subestimar a inteligência dos eleitores e dos leitores. O discurso que opõe educação e segurança pública é notoriamente um dos pontos vitais da campanha que ainda não saiu oficialmente às ruas.


 


O senhor pretende retornar à política em um momento complexo do país, que emergiu diferente das manifestações do ano passado. Nesse sentido, convencer o eleitorado neste ano será mais difícil? Não para mim, porque sou novo, tenho história de vida de seriedade, hombridade e realizações. Difícil é enganar o povo mais uma vez. A população que foi às ruas no ano passado não bateu em partidos. Havia uma pequena parte de baderneiros, outra parte de gente simples usada pela direita como massa de manobra e uma parcela de brasileiros que emergiram das classes D/E e que querem continuar melhorando. É um contingente que não aceita mais enganadores. Por isso, quem já foi (político) e nada fez precisa temer (a eleição).


 


CapitalSocial – Dizer que a população que foi em junho às ruas no ano passado não bateu nos partidos políticos é uma confissão pública de desconhecimento do movimento, quer porque não acompanhou o noticiário da mídia, quer porque, eventualmente, estivesse congelado em alguma experiência científica. Jamais os partidos e os políticos apanharam tanto. A aprovação do governo Dilma Rousseff e de Geraldo Alckmin foi para a cucuia e até agora não recuperaram os índices de pré-manifestações. Luiz Fernando Teixeira confundiu as bolas de junho com as bolas que vieram na sequência, dominada por hordas de bandoleiros radicais, muitos dos quais vinculados sim, clandestinamente, a partidos políticos. Luiz Fernando Teixeira se contradisse ao tentar tirar uma lasquinha da classe política ao afirmar que as manifestações atingiram os que chama de enganadores da política, como se, fosse o raciocínio sustentável, os partidos políticos fossem entidades dissociadas daqueles que os representam. Também erra feio o candidato petista sobre as manifestações do ano passado quando as transformam em embates sociais de discriminação à classe dos emergentes das políticas econômicas e sociais dos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff.


 


O senhor desqualifica os movimentos? De forma nenhuma. Desqualifico os baderneiros, que agiram livremente porque não houve enfrentamento por parte da Polícia Militar – e quando me refiro à PM, ataco a direção e não o policial que sofre nas ruas. Sob a diretriz do Palácio dos Bandeirantes, a polícia do PSDB se omitiu, olhou o quebra-quebra de longe e só entrou depois para juntar os cacos. Aí foi criticada e, quando agiu, usou força excessiva, errou novamente. De qualquer forma, vejo o movimento com bons olhos, porque a população mostrou que não aceita mais enganação. Acho até que, quando o prefeito Marinho resolveu lançar minha pré-candidatura, foi pensando no movimento, no pedido da população por sangue novo e limpo na política.


 


CapitalSocial – Ao evocar para si o escopo de moralidade pública dos políticos dos manifestantes de junho, Luiz Fernando Teixeira se coloca acima do bem e do mal da política partidária, como se não integrasse há muitos anos um projeto de administração pública municipal que está longe, muito longe, do projetado nos programas que se converteram em cartilha para a catequização do eleitorado. Luiz Fernando Teixeira deveria reivindicar o título de Insuspeito Especial das mazelas dos políticos brasileiros. Mais que isso. Os manifestantes de junho do ano passado deveriam sair novamente às ruas, sem interferência de terceiros, para festejar a aprovação do Troféu Luiz Fernando Teixeira de Moralidade Pública.


 


Como o PT de São Bernardo chegará à eleição, em outubro? A escolha dos três candidatos a Assembleia Legislativa não foi um processo, digamos, natural. A deputada Ana do Carmo teve de desmentir boatos de que não disputaria a reeleição e o então presidente do diretório, Wanderlei Salatiel, defendia o lançamento de, no máximo, duas candidaturas petistas na cidade. A unanimidade é burra e não vai existir em momento algum. O PT de São Bernardo está sendo ousado e o mais ousado é o prefeito, porque o partido já teve dois deputados estaduais ao mesmo tempo: Ana do Carmo e Wagner Lino. O PT vem fazendo um governo fantástico, haja vista o fato de que o Marinho foi reeleito no primeiro turno com votação expressiva. Marinho ousou porque lançou três candidatos (Teixeira, Ana do Carmo e o sindicalista Teonílio Monteiro da Costa, o Barba) e, pela primeira vez, vai eleger três deputados.


 


CapitalSocial – A projeção de três candidatos vitoriosos em São Bernardo é tão factível quanto contrapontos que apontem apenas dois ou até mesmo um, porque processo de canibalização poderia ser deflagrado. A maior responsabilidade por eventual fracasso do projeto de três deputados é do próprio Luiz Fernando Teixeira. Foi ele quem rompeu o cerco petista que jamais confiou na classe média de São Bernardo como segmento suficientemente numeroso para eleger um candidato do partido. Ou seja: tanto quanto os ônus, os bônus deverão ser endereçados a Luiz Fernando Teixeira. Sobre a reeleição de Luiz Marinho ao Paço de São Bernardo, não terá sido a primeira e tampouco a última vez que, com a legitimidade do processo de reeleição, prefeitos bem, razoavelmente ou mal avaliados conquistarão a maioria dos eleitores. A força da máquina administrativa costuma fazer muita diferença.


 


A repercussão da investigação, pelo Ministério Público, da compra de material escolar pela prefeitura pode prejudicar sua candidatura? Não, porque são denúncias infundadas. É só observar as rugas de preocupação no rosto do prefeito. Vi a imprensa denunciar um milhão de coisas que não levaram a nada. Quanto à honestidade do prefeito, ponho minhas mãos no fogo por ele. São factoides e mais factoides, mas nada foi provado.


 


CapitalSocial – Luiz Fernando Teixeira dá provas de que o rompimento ou a política de boa vizinhança com o Diário do Grande ABC chegou ao fim, ou pelo menos está distante dos bons tempos em que tudo que dizia era relatado sem senso crítico. Nenhuma outra publicação denunciou tanto as irregularidades cometidas ou supostamente cometidas pela Administração Luiz Marinho como o Diário do Grande ABC.


 


O PT diz que o Estado de São Paulo enjoou do PSDB, mas as pesquisas de intenção de voto indicam que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) venceria no primeiro turno. É o momento mais importante para o PT nesses 20 anos de administração do PSDB no Estado de São Paulo. O partido está maduro. A gestão do governador Geraldo Alckmin é suportada por deputados que estão, mas não são, que investe em presídios e não em escolas, que só trouxe o metrô para o ABC porque a presidente Dilma Rousseff (PT) está investindo desde o pré-projeto até a obra. Tenho andado muito pelo Interior do Estado e percebo grande insatisfação, porque o governador sucateou a polícia, o ensino. Em 2008, quando começou a campanha, o prefeito Luiz Marinho tinha 3% das intenções de voto, mas ganhou a eleição. O Carlos Grana (PT, prefeito de Santo André) estava muito atrás do Aidan Ravin (PTB) em 2012, mas também se elegeu.


 


CapitalSocial – Um discurso mais que convencional de oposicionista.


 


É curioso o senhor ter citado o prefeito Carlos Grana. Ele é uma referência de trajetória política, já que em sua primeira disputa elegeu-se deputado estadual e, dois anos depois, conquistou a prefeitura? O Grana é um grande amigo. Sou candidato a deputado estadual. Ponto final (irritado). Ainda não disputei a eleição e, se me eleger deputado em outubro, terei de provar que sou tão sério quanto digo que sou. Você quer perguntar se sou candidato a prefeito em 2016 e respondo: “não”.  Não estou entrando na política para ser o prefeito de São Bernardo. Isso é um boato sem fundamento.


 


CapitalSocial – Mais uma vez Luiz Fernando Teixeira nega a evidência de que o projeto de chegar ao Paço Municipal passa forçosamente pela eleição a deputado estadual. Mais uma vez se trata de uma ambição natural de quem participa de política. Luiz Fernando Teixeira preocupa quem acredita que um novo modelo de político passa necessariamente pela transparência de objetivos. Ao dizer o que disse ele se alinha automaticamente aos políticos “enganadores” que tanto enfatiza.


 


Porém, comenta-se que já existiria divisão no PT de São Bernardo entre os defensores de seu nome e os do secretário de Serviços Urbanos, Tarcísio Secoli, para 2016. Isso não é verdade. Dizem que o Tarcísio é candidato, que sou candidato, que o ministro (da Saúde) Arthur Chioro é candidato, mas é mentira. O Chioro é candidato a fazer excelente trabalho na Saúde e dar continuidade aos projetos do Alexandre Padilha (pré-candidato petista ao governo do Estado). O Tarcísio tem problemas complexos para resolver na cidade e eu fui convocado a ser candidato a deputado estadual. O escolhido do prefeito será, certamente, aquele que terá mais condições de dar continuidade aos projetos para a cidade.


 


CapitalSocial – Frases não mais que protocolares, que não resistiriam à eventual consumação da eleição de Luiz Fernando Teixeira.


 


Quando o senhor acredita que o candidato deve ser escolhido? Ah, essa pergunta precisa ser feita ao prefeito. Não podemos antecipar a eleição de 2016. São Bernardo tem graves problemas que precisam e estão sendo resolvidos. Está sendo administrado com muita responsabilidade. Por isso, tenho certeza de que o Marinho escolherá o nome certo no momento certo.


 


CapitalSocial – A escolha do nome será anunciada com base nos resultados das eleições de outubro próximo. A votação de Luiz Fernando Teixeira em São Bernardo, mais que em qualquer outro Município, será crucial. 


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