Presidente do São Bernardo Futebol Clube e homem-forte da gestão paralela de São Bernardo, Luiz Fernando Teixeira propaga o esperado: vai fazer do Projeto Tigrinho o carro-chefe do que chama de responsabilidade social na campanha a deputado estadual já nas ruas. Teixeira deu uma entrevista ao jornalista Joaquim Alessi outro dia na SuperBanca de Santo André. Provavelmente se fossem convidados alguns ouvintes, não faltaria quem o identificasse como Madre Tereza das chuteiras.
O Projeto Tigrinho que Luiz Fernando Teixeira tanta exalta reúne 6,5 mil alunos em três dezenas de escolinhas de futebol de São Bernardo. Também se desdobrou, segundo o dirigente, em 200 alunos de tênis e beisebol, além da adoção de uma escola de dança com 150 alunos. Insatisfeito com esses números, Luiz Fernando Teixeira pretende expandir o projeto a outras 10 cidades do Estado até o final do ano.
Joaquim Alessi faz um jogo de palavras que lhe é peculiar no estilo jornalístico. O título da matéria “Craque contra o crack” é emblemático: o craque é Luiz Fernando Teixeira. Quero conhecer mais de perto esse craque que tem como principal ativo esportivo comprovado, sacramentado e juramentado, a mágica de levar em média mais de oito mil torcedores do São Bernardo ao Estádio Primeiro de Maio. Um feito e tanto, convenhamos. Por mais que se utilizem métodos heterodoxos.
Estou disposto a participar para valer dessa jornada de sensibilidade social de Luiz Fernando Teixeira. Mais que disposto: apartidário que sou, mas regionalista até o último fio de cabelo que me resta, assumo publicamente o seguinte compromisso: se o dirigente esportivo que dá em tempo integral todo o suporte de bastidores ao prefeito Luiz Marinho se submeter a uma entrevista análoga à concedida a Joaquim Alessi, com a diferença de que terei o direito e o dever de fazer quantas e quais perguntas quiser, me engajarei na propagação permanente do Projeto Tigrinho e na saga do dirigente rumo à Assembleia Legislativa. Porém, com condicionante de que deverei estar convencidíssimo de que o Projeto Tigrinho não tem pecadilho algum no confronto entre enunciados e fatos.
Pronto parta engajamento
Tomo essa decisão porque estou tão desesperado em busca de alternativas de novas lideranças politicas na região que não hesitaria em me colocar à disposição como voluntário a engrossar os conceitos que desfilarem na temporada de caça aos votos. A única restrição que faço é de ordem ética: só saio a campo (e sair a campo significa fazer o que acreditar fazer, ou seja, escrever e escrever) se estiver absolutamente convencido de que não estou embarcando numa enrascada. Apenas isso.
Estou convencidíssimo de que Luiz Fernando Teixeira (embora com fama de desmarcar encontros quando o interlocutor já se encontra no local, utilizando-se para tanto da secretária em vez da própria voz) não perderá a oportunidade para revelar em detalhes a este jornalista a intensidade com que se dedicaria ao Projeto Tigrinho.
Sabe bem o candidato a deputado estadual que determinadas questões exigem transparência. É fantástico alguém que se apresenta com tamanho apetite social. Levar o Projeto Tigrinho a pelo menos uma dezena de cidades ainda nesta temporada não é tarefa fácil. Só quero saber qual é a fórmula mágica. Meu apetite de jornalista parece um pouco mais assanhado que o de Joaquim Alessi, velho companheiro da mídia regional. Até porque ao que parece Alessi costuma fazer dieta e eu, devorador de quilômetros nas ruas ou na bicicleta ergométrica, tenho apetite voraz.
Estou aguardando telefonema do presidente do São Bernardo Futebol Clube, lugar-tenente de Luiz Marinho, para um encontro esclarecedor. Pretendo, pela primeira vez na carreira, vestir a camisa de um candidato no qual possa confiar e recomendar a milhares de leitores.
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16/03/2026 PAULINHO RECUA E SE DOBRA A BOLSONARO