Quando resolvi por livre e espontânea vontade levar à decisão do Conselho Editorial de LivreMercado o posicionamento sobre o caso de assédio sexual que envolve um político do Grande ABC, imaginava que não faltariam intrigas e desvarios.
Subestimei a inventividade dos detratores de plantão, alguns dos quais não têm pátria alguma, apenas a vocação à cenarização de idiotices com base principalmente na mente doentia que ocupa espaço inútil sobre os respectivos pescoços.
São propagandistas do mal, de aleivosias, de espantalhos errantes energizados pelo vento frio da malandragem.
Embora seja evidente o desconforto de quem pressupostamente tem a identidade do autor da transgressão, é impensável que se lancem publicamente a condenar a iniciativa deste jornalista e com isso vistam a carapuça da ingenuidade da confissão tácita. De qualquer modo, há uma corrente programada para procurar desmoralizar a acusação. Ou melhor, em vez de acusação, a informação.
Nada mais que ação de quem vê o título perdido e procura melar a comemoração do oponente.
Qualquer versão preliminar sobre o resultado da consulta aos conselheiros e, mais que isso, os desdobramentos desse trabalho, não passará de especulação.
O fato é que entre a iniciativa que tomei e o resultado final da consulta, na última segunda-feira, muita água rolou sob a ponte das circunstâncias e dos contextos. Até um caso de pedofilia apareceu nos jornais envolvendo uma nadadora campeã e um treinador execrado antes mesmo de ter direito à defesa, ou, principalmente, da ação policial.
Por mais que possam parecer evidentes os sinais de subversão ética e moral do profissional em questão, estamos escaldados contra a maré denuncista e sensacionalista da Imprensa.
Exatamente por isso que, antes de levar aos conselheiros a iniciativa de compartilhar de forma inédita uma decisão que poderia simplesmente restringir-se a este jornalista, nos certificamos de provas materiais e testemunhais que retiram o caso da sombria manipulação. Restou definir se uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, ou seja, se o pessoal e o profissional devem ser colocados no mesmo saco.
O imbricamento temporal dos dois casos, um ocorrido há mais de uma década e o outro mais recentemente, serviu para este jornalista refletir cuidadosamente sobre a questão regional. Mais que isso: manifestações de conselheiros que abriram a janela de argumentações diversas, tanto ao aliarem-se à denúncia quanto em defesa da separação entre o pessoal e o político, acautelaram este jornalista.
Há matizes de variadas cores que separam o preto da resolução pró-publicação do branco da retirada do assunto da pauta jornalística. É disso fundamentalmente que iremos tratar na reunião programada para esta tarde (17h) no Centro Empresarial Pereira Barreto, em Santo André.
De tudo que se falou sobre o caso de assédio, talvez o candidato ou pré-candidato em questão tenha mesmo razão quando afirma que é justamente o fato de ser político que vaselinou a engrenagem que fez acionar a correia de transmissão da possibilidade de denúncia.
É muita ingenuidade desse possível concorrente a uma das prefeituras do Grande ABC sugerir que deslizes pessoais não seriam capturados por interesses políticos, situação que, entretanto, jamais poderá ser confundida com uso editorial da denúncia para fins eleitorais, como sugeriu uma desembestada conselheira de LivreMercado ao quebrar o código de confidencialidade e o senso de responsabilidade.
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