Administração Pública

Quem acredita que Santo André e
Mauá vão construir usina de lixo?

DANIEL LIMA - 01/10/2013

Muito dificilmente as prefeituras de Santo André e de Mauá vão se associar em busca de uma empresa especializada para uma empreitada que os prefeitos petistas Carlos Grana e Donizete Braga prometeram ainda outro dia: a construção de uma usina de incineração de lixo nas imediações do Polo Petroquímico de Capuava, gigantesco conglomerado de indústrias que garante parcelas importantíssimas das receitas tributárias dos dois Paços Municipais.


 


Deixo aos leitores algumas alternativas não necessariamente excludentes sobre o motivo ou os motivos que levaram Donizete Braga e Carlos Grana a desistirem da ideia de efetivarem um plano a reboque do que São Bernardo do também petista Luiz Marinho prometeu realizar e que está em fase bem mais adiantada, com a escolha de uma única empresa para gerir o equipamento durante 30 anos mais que bem remunerados. Façam suas escolhas múltiplas ou simples, mas façam:


 


1. Descobriu-se que a viabilidade econômica não atingiria os valores pretendidos e, portanto, não valeria a pena partir para a execução. Faltariam parceiros à privatização de um negócio que se assemelharia aos eventuais interessados como o frustrado trem-bala do governo Dilma Rousseff.


 


2. Empresas especializadas nos negócios do lixo e já comprometidas com o equipamento de São Bernardo, que se pretende regional, abominaram o noticiário sobre um novo equipamento destinado a colocar o lixo sob a perspectiva de lucros. Daí, trataram de persuadir os dois comandantes de Paços Municipais sobre as enormes vantagens paralelas de não tocarem mais no assunto. A investida teria sido comemorada pelos prefeitos que, ao lançarem o projeto, não esperavam mesmo outra reação.


 


3. Descobriu-se que a área previamente observada como ideal para o projeto custaria os olhos da cara e nem mesmo a perspectiva de rentabilidade excepcional com a fábrica de energia retirada do lixo daria sustentação financeira ao empreendimento. O erro de anunciar o espaço sem adquirir o espaço teria levado à especulação imobiliária insana.


 


4. Um especialista teria desaconselhado a escolha do terreno ao lado do Polo Petroquímico porque os estragos ambientais já motivo de demandas sobre os custos de sediar aquelas indústrias na região seriam potencializados e poderiam gerar novas dores de cabeça aos gestores públicos.


 


5. Soube-se através de estudos geológicos que o terreno próximo ao Polo Petroquímico destinado a receber toneladas de lixo a serem processada de maneira a gerar milhões de reais em receitas é muito valioso geologicamente porque, por conta de anos a fio da poluição gerada pelas empresas ali instaladas, consolidou substância química riquíssima em elementos energéticos que substituiriam, com vantagem, pelas facilidades exploratórias, as próprias empresas do setor ali instaladas. 


 


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Dilma torna suspeita usina de lixo em São Bernardo. Como sair dessa?


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