Esportes

Fantasma de 49 dias desafia
São Caetano no Brasileiro

DANIEL LIMA - 19/05/2014

O São Caetano quer espantar o fantasma dos 49 dias na Série C do Campeonato Brasileiro. Para isso terá de provavelmente ganhar boa parte dos seis pontos que disputará nas duas próximas rodadas, contra o Madureira no Rio de Janeiro e o Juventude no Estádio Anacleto Campanella. O fantasma em questão é o tempo de congelamento da competição durante a Copa do Mundo. Entre o jogo com o Juventude dia 31 agora e o retorno à disputa, em 19 de julho contra o Tupy, também no Anacleto Campanella, nada mais incômodo que ocupar uma das duas últimas posições, destinada ao rebaixamento.


 


A derrota de domingo em casa para o Mogi Mirim por 2 a 1 só não levou o São Caetano ao chamado Z-2 porque os dois últimos colocados, Guaratinguetá e Duque de Caxias, empataram de 1 a 1 na manhã de domingo.


 


Mais que a derrota de virada, o São Caetano decepcionou a torcida ao retornar ao Estádio Anacleta Campanella após jogar duas vezes como visitante e perder para o Macaé por 1 a 0 e para o Caxias por 2 a 0. Esperava-se mais da equipe do técnico Vilson Tadei. Faltou praticamente tudo que indicasse evolução tática. Nem a vantagem de 1 a 0 logo no início do jogo, quando o adversário já era melhor, contribuiu para resultado melhor. O Mogi Mirim demorou para vencer, depois de empatar no final do primeiro tempo. O gol da vitória, no final do jogo, foi consequência do controle tático e técnico que exerceu. As poucas espetadas de contra-ataques do São Caetano poderiam sugerir um gol fortuito, como o foi o primeiro, mas o futebol não costuma ser demasiadamente generoso com quem insiste em errar durante todo o tempo. O São Caetano perdeu em todos os quesitos de qualificação para o Mogi Mirim. Não seria diferente no placar final.


 


Motivação em risco


 


A expectativa para quem não acompanha todos os jogos do São Caetano na Série C do Campeonato Brasileiro é que a equipe tenha tido uma recaída e jogado tão pouco. Se o padrão apresentado for a média das apresentações, a luta contra o rebaixamento será compulsória. Por isso os jogos com o Madureira e o Juventude valem muito mais que seis pontos.


 


Já traumatizado com dois rebaixamentos seguidos, na Série A do Campeonato Paulista e na Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado, além da ameaça de queda à Série C do Paulista deste ano, salvo por conta de combinações de resultados na última rodada, o São Caetano sofreria além da conta durante os 49 dias se tiver de conviver com o incômodo do Z-2. Não haveria terapia motivacional a resgatar a confiança do grupo.


 


Com apenas quatro rodadas disputadas, a Série C do Campeonato Brasileiro é um paradoxo. Embora a disputa esteja apenas no começo, as 18 rodadas da primeira fase passam tão rapidamente quanto a fase classificatória do Campeonato Paulista. Numa piscada de olhos lá se foram todos os jogos. Por isso, a parada técnica proporcionada pela Copa do Mundo passa a ser a principal referência para o São Caetano reagir de imediato na competição. Serão quase dois meses dedicados a treinamentos. Quanto menos se distanciar dos quatro primeiros, que disputarão a fase seguinte em jogos cruzados com os primeiros colocados do Grupo A, formado por equipes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, melhor. 


 


A reação do São Caetano não pode ser esticada no tempo. Com apenas 25% de aproveitamento, a equipe está distante da quarta colocada, o Macaé, com 58,3%. Se é praticamente impossível chegar ao G-4 antes da Copa do Mundo, fugir do Z-2 não é tarefa improvável. Tanto o Guaratinguetá (dois pontos) como o Duque de Caxias (um ponto) jogam como visitantes na rodada do final de semana – respectivamente contra Guarani e Caxias. Os três pontos do São Caetano não estão distantes dos cinco pontos do Guarani, do Madureira e do Caxias, que também estão fora do G-4. Quem lidera a competição no Grupo é o Mogi Mirim com 10 pontos e um futebol técnico e envolvente. Juventude (oito pontos), Tupi e Macaé (sete pontos), completam a lista.


 


No Grupo A, o Fortaleza é o Mogi Mirim da classificação, ao liderar com 10 pontos. Botafogo da Paraíba, Paysandu e Crac de Goiânia preenchem os espaços do G-4. CRB de Alagoas e Salgueiro (um ponto cada) ocupam as duas última posições. O Treze de Campina Grande tem os mesmos três pontos do São Caetano no grupo destinado às equipes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. ASA de Alagoas, Cuiabá de Mato Grosso e Águia do Paraná lutam para chegar ao G-4, com quatro pontos. Paysandu, ASA, CRB e Salgueiro disputaram um jogo a menos. 


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