Está se formando num grupo do aplicativo WhatsApp a aproximação de profissionais de várias atividades que pretendem contribuir com o Esporte Clube Santo André do futuro, sobretudo na modelagem jurídica que vai ser estabelecida nos próximos tempos, tempos de SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Tomara que dê certo. O futuro do Santo André depende, portanto, do modelo de SAF que vai parir.
Vou acompanhar a iniciativa. Mais que isso, talvez faça parte no sentido de auxiliar na indicação de reforços à causa. Não é tarefa simples. Os possíveis colaboradores paralelos do Esporte Clube Santo André estão dispersos e precisariam ser recrutados com base em informações confiáveis.
O que menos se pretende, segundo alguns participantes potenciais, é que o grupamento atraia falsos colaboradores, os quais não fariam outra coisa senão, como infiltrados, sabotar a proposta.
TECNOLOGIA NA ÁREA
Tecnologia é a ferramenta tanto criativa quanto destrutiva de que desfruta a sociedade para preparar-se a novos tempos. Quem não faz uso do mundo digital está fadado a desaparecer.
O Santo André Paralelo que está surgindo e que deve mesmo se confirmar é uma oportunidade de ouro para o clube associativo que pode virar clube empresarial dar um chega prá-la num processo mais que evidente de envelhecimento comprometedor.
Não vou aprofundar-me nessa transposição já bastante duradoura e bastante preocupante. Prefiro, neste texto, transmitir aos eleitores algumas impressões que me levam a apoiar e mesmo a participar desse grupamento ainda sem denominação.
SENADINHO FAMOSO
Já há uma sugestão de denominação ao grupo. Seria “Senadinho”, que remete ao passado do Santo André vivido no chamado Bar do Hilário, reduto de ramalhinos influentes na diretoria e no Conselho Deliberativo que se reuniam no estabelecimento situado no Bairro Jardim, entre a Rua das Monções e Rua das Figueiras. O imóvel já foi demolido.
As grandes soluções do Esporte Clube dos anos 1970 e 1980, principalmente, saiam do Bar do Hilário. Ou do Senadinho, para os frequentadores assíduos ligados ao Ramalhão. Dirigentes do clube também participavam dos encontros informais que, nesta terceira década de novo século, teria a virtualidade de um aplicativo tecnológico como ponto de encontro.
A ideia de alguns torcedores do Santo André com os quais conversei nos últimos tempos sobre o futuro da agremiação está voltada à colaboração contínua, que poderia ser um feixe de atividades ainda não definidas. E também, claro, ao acompanhamento das tratativas que levarão hoje ou amanhã o Santo André à modelagem de SAF.
FOCO NA SAF
Há um reconhecimento tácito (e esse é um dos princípios básicos dos futuros participantes) de que é impossível parar a roda da história e que a história do futebol do futuro, que já é presente, passa pela incorporação de um modelo empresarial.
Todos que integrariam o grupo teriam o compromisso de participar ativamente do Santo André do futuro, que é presente.
É bom bater nessa tecla porque dissidentes românticos, que ainda veem possibilidades de clube associativo resistir às mudanças no mundo do futebol, não teriam espaço. O princípio de tudo é que a SAF é irreversível. Mas que há formas de tornar o empreendimento mais interativo com a sociedade de Santo André.
SANTO REMÉDIO
Ainda não se sabe quanto tempo levará para esse grupo de colaboradores estar em ação. O Esporte Clube Santo André está prestes mesmo a virar alguma coisa relacionada à SAF. Há um ano se fala em SAF do Santo André, mas os passos na direção do projeto são lentos. A direção do Santo André não pretende perder a oportunidade de construir um modelo transformador.
O aplicativo WhatsApp é um santo remédio contra as atribulações do dia a dia. Não faltam na praça nacional profissionais de vários setores e de instituições que atuam de forma coletiva utilizando-se dessa ferramenta.
Essa nova forma de composição integrada de interesse específico é o mapa da mina que torcedores e admiradores do Esporte Clube Santo André pretenderiam utilizar. Os encontros presenciais seriam reservados a questões de grau máximo de atenção.
PRESENTE SOCIAL
A previsão que esse movimento seletivamente doutrinado oferece de imediato é que o Santo André vai ganhar de presente uma representação da coletividade que poderia servir de grande reforço à organização que decidir habilitar-se à gestão da SAF.
Quem não gostaria de contar, por assim dizer, com um Conselho Consultivo que em muito colaboraria às definições estratégicas junto à comunidade, por exemplo. Sem contar outros aspectos, claro.
O Santo André em formato de SAF ou mesmo se segurando por algum tempo como clube associativo poderia se diferenciar ainda mais dos principais concorrentes locais, todos portadores de déficit de representatividade social.
MUITO MELHOR
Querem ver como os adversários, concorrentes, coirmãos, seja lá o que forem, perdem para a potencialidade do Santo André?
O São Caetano virou o saco de gatos pardos cuja propriedade e destino são mais que incógnitas. O São Caetano frequenta um futuro reservado à cartomancia.
O São Bernardo, que acaba de subir para a Série C do Campeonato Brasileiro (e que, portanto, hierarquicamente é a equipe mais importante da região no calendário regional) não tem relações mais próximas com a sociedade local, mantido que é por um empresário competente, mas pouco afeito a interação social.
O Água Santa de Diadema é uma agremiação de alguns donos que atuam no setor de transporte coletivo e que também está longe de significar aquilo que uma comunidade gostaria que representasse. Sem contar que não tem a tradição e a história do Santo André.
FUTURO EM RISCO
Esta é a primeira abordagem que faço sobre o Santo André Paralelo que está surgindo na praça no exato momento em que há alguns indicadores claros de que haveria movimentação em contrário, que trataria de retirar o Santo André da condição de clube associativo para um modelo híbrido com a participação de gente sem tradição alguma, mas que pretende arrebatá-lo com o apoio de autoridades públicas. Trato desse caso no momento adequado e sem qualquer imbricamento direto com o grupo de torcedores que estaria se preparando para se juntar.
Como o Bar do Hilário Bosísio, homem afável que amava o Santo André como todos os frequentadores do estabelecimento, o Santo André Paralelo tem tudo para deslocar o eixo de determinado desvio inadequado em direção a um porto seguro.
Tomara que não faltem voluntários. Que não precisam ser muitos. Apenas decididos a perpetuar uma obra cujo passado ninguém jamais alterará, mas o futuro, o futuro mesmo, está em risco.
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14/10/2025 SANTO ANDRÉ ANTECIPOU SAFIEL DO CORINTHIANS