Tanto o prefeito de Santo André quanto o de São Bernardo obtiveram bons resultados no primeiro mandato já apurado do Troféu Celso Daniel quando a temática é Responsabilidade Fiscal. Já o prefeito de São Caetano foi muito mal.
Os quatro anos complementares, dois e meio dos quais já foram consumidos, vão determinar o resultado final dessa disputa.
O Troféu Celso Daniel é uma criação de CapitalSocial e aborda seis dimensões de Gestão Pública dos três prefeitos reeleitos em 2020 no ABC Paulista.
REGIONALIDADE, peso relativo de 30%.
COMPETITIVIDADE ECONÔMICA, peso relativo de 30%.
GOVERNANÇA, peso relativo de 10%.
GOVERNABILIDADE, peso relativo de 10%.
TRANSPARÊNCIA, peso relativo de 10%.
RESPONSABILIDADE FISCAL, peso relativo de 10%.
Já analisamos dois dos quesitos. Há empate na pontuação entre Orlando Morando e José Auricchio Júnior. Eles receberam nota oito cada nos indicadores de Governabilidade e de Governança. Cada quesito tem peso de um ponto na classificação final, numa escala de zero a 10. Paulinho Serra recebeu nota três nas duas modalidades.
DISPUTA INTENSA
No caso desta edição, em que está em disputa a dimensão de Responsabilidade Fiscal, que também vale um ponto numa escala de zero a 10, a disputa entre Paulinho Serra e Orlando Morando é intensa, mas não pode ser desconsiderado um aspecto especial: eles são a continuidade de gestões públicas anteriores. Não inventaram a roda. Não têm eventuais tantas culpas no cartório e tampouco tanto crédito bancário.
Para que não reste dúvida: tanto nesse caso, ou seja, do Troféu Celso Daniel, quanto em tantos outros, sobretudo em termos de Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Social, o passado faz parte do conjunto da obra.
O critério de nota adotado por CapitalSocial leva em conta mais que a melhora individual dos competidores em relação aos resultados de 2016, ano no qual Paulinho Serra e Orlando Morando venceram as eleições municipais juntamente com José Auricchio.
Embora o crescimento da média de nota de gestão fiscal de Santo André tenha sido levemente superior à de São Bernardo no período, o prefeito Orlando Morando recebe nota 10 e Paulinho Serra nota nove.
SÃO BERNARDO ISOLADA
A explicação é que São Bernardo está entre as cidades que integram a Série A da competição fiscal, enquanto Santo André disputa a Série B. José Auricchio fica com a nota dois.
Mais ainda: a São Bernardo de Orlando Morando já contava antes da vitória de Orlando Morando com uma nota média mais elevada que a Santo André de Paulinho Serra e, na maioria dos casos, quando isso ocorre em tantos indicadores, quem está mais acima tende a correr em velocidade inferior aos concorrentes da parte de baixo.
Desta forma, na classificação parcial geral, após três dimensões analisadas Orlando Morando lidera a classificação geral com a nota geral de 2,6 pontos de um total parcial possível de 3,0 pontos. José Auricchio soma 1,8 ponto e Paulinho Serra 1,2 ponto. Ainda faltam sete pontos para a definição da classificação final.
MÉDIA REFERENCIAL
O Troféu Celso Daniel de Gestão Pública só será entregue simbolicamente a quem somar pelo menos 6,5 pontos na classificação geral. Esse patamar mínimo representa 70% da nota final obtida por Celso Daniel – 9,0 pontos. O então prefeito de Santo André obteve nota máxima em todos os quesitos, menos em Responsabilidade Fiscal.
Convém lembrar que a nota final do critério de Responsabilidade Fiscal permanecerá precária. O que vai decidir é o futuro de estudos que determinarão a classificação dos três gestores quando o segundo mandato for complementado.
Os dados estatísticos que norteiam esse novo capítulo que trata do Troféu Celso Daniel reúne números mais atualizados do Campeonato Brasileiro de Gestão Fiscal, denominação adaptada por CapitalSocial para os estudos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que culminaram na construção do IFGF(Índice Firjan de Gestão Fiscal). Os números são de 2020 e têm como fonte a Secretaria do Tesouro Nacional.
LIDERANÇA REGIONAL
Os resultados de 2020 colocaram a gestão de Orlando Morando como a melhor do ABC Paulista ao final da temporada conjugada de quatro anos – exatamente do primeiro mandato. São Bernardo é a única representação da região na Série A do Campeonato Brasileiro de Gestão Fiscal da Firjan.
O Campeonato Brasileiro de Gestão Fiscal é uma competição que reúne quatro desafios. São avaliados os quesitos de Autonomia, Custos com Pessoal, Investimentos e Liquidez.
A crise econômica gerada nos dois últimos anos (incompletos) do governo Dilma Rousseff fez estrago enorme também na área fiscal. Em seguida, veio o Coronavírus para completar a festa na primeira temporada. Mas melhoraram os dados no ano seguinte, em 2021. Dados que não constam do ranking da Firjan.
Todos os municípios da região, não apenas São Bernardo, São Caetano e Santo André, sofreram quedas de posicionamentos na temporada quando comparados a 2016 no âmbito nacional. Já as médias obtidas pelos prefeitos reeleitos dos três municípios foram maiores.
SOBE E DESCE
São Bernardo ocupava em 2020 a Série A da competição fiscal, enquanto Diadema, Santo André e Mauá estavam na Série B, São Caetano e Ribeirão Pires na Série C e Rio Grande da Serra na Série D.
Quando se pega a colocação geral de São Bernardo no ranking nacional de 2016 (portanto antes de Orlando Morando assumir) e de 2020, houve queda relativa no ranking nacional. Em 2020, São Bernardo registrava a posição 234 no País e a 23ª no Estado, enquanto em 2016 estava na posição 154 no País. O resultado é positivo quando se observa as duas notas médias dos quatro quesitos nas duas temporadas.
Em 2016, São Bernardo registrava 0,8261 pontos, enquanto em 2020 passou para 0,8770.
Ou seja: a Prefeitura de São Bernardo elevou a nota em quatro anos, embora tenha perdido posicionamento nacional por conta de outros municípios terem sentido menos as trapalhadas de Dilma Rousseff.
REPETIÇÃO
Esse também é o caso de Santo André do prefeito Paulinho Serra. Quando assumiu a Prefeitura em janeiro de 2017, o tucano contava com o resultado do ano anterior que registrava nota média geral de 0,6237.
Após quatro anos do primeiro mandato, a nota média de Santo André subiu para 0.7514. No posicionamento nacional, Santo André caiu da 803ª posição em 2016 para a posição 962 em 2020. Manteve-se na Série B da competição.
Santo André fica atrás de São Bernardo, embora tenha crescimento relativamente um pouco acima na média geral. Esse balanço se deve mais às colocações secundárias do ranking nacional do IFGF.
Ou seja: mesmo com a média geral de Santo André tendo superado levemente São Bernardo nos quatro anos, a Administração de Paulinho Serra acabou atropelada por um contingente maior de adversários.
UM DESASTRE
São Caetano de José Auricchio foi um desastre no período pesquisado. Em 2016, ano anterior à posse como prefeito, São Caetano registrou média geral nos quatro quesitos do IFGF de 0,6570. Quatro anos depois marcou 0,5521.
As consequências dessa dupla queda é que a cidade caiu para a Série C do Campeonato Brasileiro de Gestão Fiscal e também no ranking nacional, ao descer da posição 515 para a posição 2.615.
Dessa forma, números expostos, São Bernardo lidera a disputa entre os três municípios com nota média geral de 0,8770, Santo André está em segundo com nota média de 0,7514 e São Caetano vai mal das pernas com apenas 0,5551.
Ao final de 2020 o ponto mais vulnerável de São Bernardo no Brasileiro de Gestão Fiscal se concentrava em Liquidez, com nota de 0,6820, um pouco abaixo de 0,8261 de Gastos com Pessoal. Já em Autonomia e em Investimentos São Bernardo ostentava a nota máxima --- 1,0000.
Em Santo André a Liquidez também se apresentava como problema, com nota 0,4383, enquanto Investimentos estava um pouco acima, com 0,5673. Em Autonomia e em Gastos com Pessoal, Santo André também registrava nota máxima de 1,000. São Caetano registrava nota máxima de 1,000 apenas no quesito Autonomia. Gastos com Pessoal registra 0,8700, enquanto Investimentos não passava de 0,3384 e Liquidez apontava nota mínima, de 0,0000.
O IFGF varia entre zero e 1 ponto. Quanto mais perto de 1, melhor é a situação fiscal dos municípios. O estudo de 2020 da Firjan avaliou 5.239 municípios brasileiros, que respondem por 94,4 da população nacional.
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