Sociedade

Contribuinte sempre perde quando
Luiz Marinho e Bigucci se encontram

DANIEL LIMA - 03/02/2015

Não me peçam agora para revelar novos lances do que anda unindo Luiz Marinho e Milton Bigucci, presidente do Clube dos Especuladores Imobiliários do Grande ABC, como denomino a Acigabc,  organização mequetrefe sem compromisso com a sociedade regional a ponto de manipular sistematicamente estatísticas que elevam o mercado imobiliário à enésima potência de fortaleza econômica. Uma entidade com representatividade nula e representação pífia que vive de favores financeiros do Secovi, o Sindicato da Construção de São Paulo.


 


Num dia desses vou mostrar o que tanto levou Luiz Marinho e Milton Bigucci a se encontrarem em surdida nos últimos tempos, o prefeito por conta de homens de confiança e Milton Bigucci por conta própria, porque não confia em quase ninguém ao defender interesses corporativos e as vantagens institucionais de que goza.


 


Digam-me caros leitores se estou um tiquinho de errado quando afirmo que Milton Bigucci age com opacidade total à frente do Clube dos Especuladores Imobiliários. Como presidente facilmente identificado como ditador, porque não arreda pé do controle centralizador daquela entidade que não passa, repito, de arremedo institucional, Milton Bigucci se apresenta com a dupla face de empresário da MBigucci e presidente de uma organização que, por mais esvaziada que seja, sempre terá algum respeito dos incautos que se deixam levar por dísticos.


 


Estou equivocado caros leitores ao afirmar peremptoriamente que caberia a Milton Bigucci preocupação adicional explícita e inegociável com a ética, com o bom senso e a responsabilidade social porque carrega na algibeira movimentos de dublê de empresário e de presidente de uma entidade?


 


Falta transparência


 


Tudo que Milton Bigucci realiza como presidente do Clube dos Especuladores Imobiliários jamais poderia ficar entre paredes de encontros reservados com poderosos de plantão. Fosse Milton Bigucci um exemplo de empresário cidadão, jamais este jornalista teria a oportunidade de cobrá-lo publicamente sobre algumas regras republicanas de relacionamentos interpessoais e institucionais. Mas quem disse que Milton Bigucci, flagrado em constantes delitos, leva isso em consideração? Transparência não integra o vernáculo de suas ações.


 


Luiz Marinho é a tampa de obscuridades administrativas que completa a panela de sigilosidade institucional e empresarial de Milton Bigucci. Embora relutassem no passado, eles sabem que foram feitos um para o outro, geralmente a dano dos contribuintes. O empreendimento Marco Zero que o diga. As obras estão lá à deriva na velocidade de construção, porque o mercado imobiliário faz água, mas sobem em direção aos céus depois da sem-vergonhice de uma licitação mais que mandraque que valeu ao empresário  vantagem competitiva extraordinária.


 


O prestígio de Luiz Marinho e de Milton Bigucci é feito de cristal que já se estilhaçou nos trilhos tortuosos de manipulações com o uso e ocupação do solo. Ambos também têm em comum identidade especial com os atributos de arrogância. Acham que tudo podem fazer porque nada vai lhes acontecer. Do alto da fortuna e cercado de advogados Milton Bigucci reage com a impetuosidade dos mandachuvas contra a mídia que não lhe serve. Não aceita contraposições e corre em direção ao Judiciário em muitos casos protecionista dos bem-aquinhoados  


 


Milton Bigucci é um empresário habilidoso que se utiliza de uma entidade de classe amorfa para obter informações privilegiadas que irrigam seus negócios privados. Entre a fome de empresário e a vontade de comer de agentes públicos há geralmente um encontro das águas, como prova o escândalo do ISS em São Paulo, no qual a MBigucci foi flagrada em delitos.


 


O que se passa mais uma vez entre Luiz Marinho e Milton Bigucci é só questão de tempo, de pouco tempo, para revelações que vão confirmar a sem-cerimônia com que nadam de braçadas no comando da Prefeitura de São Bernardo e do Clube dos Especuladores Imobiliários.


 


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