Regionalidade

Um macroíndice que ajuda
a destrinchar a economia

DANIEL LIMA - 24/06/2003

O lançamento do IDEE nesta quarta-feira, às 10h da manhã, no Hotel Plaza Mayor, em Santo André, vai demarcar novo modo de interpretação da economia paulista. Sem qualquer receio de cometer engano interpretativo porque me debrucei sobre os números, me lancei sobre os conceitos e mergulhei na metodologia com sofreguidão, sempre com o suporte técnico e tecnológico da Target Marketing e Pesquisas, o que teremos como ranking de Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado, em nome do ainda em formação IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos), é um grande achado.


Contamos com o apoio de vários convidados a integrar o IEME nessa empreitada que se está iniciando e que contemplará outros indicadores em novas incursões igualmente inéditas. Gente que veste a camisa da cidadania longe de qualquer objetivo pessoal.


Os resultados que serão apresentados amanhã no Plaza Mayor não necessariamente surpreendentes, são extremamente explicativos. Escrevo por experiência própria. Nenhuma publicação nacional tem-se dedicado a escarafunchar a economia paulista como a revista LivreMercado, que, como sabem, fundamos há 13 anos. Construímos um patrimônio absolutamente inédito na imprensa nacional. Ou seja, a inoculação dos conceitos mais modernos de regionalidade como um dos pilares editorais. E mesmo assim, acreditem, o ranking do IEME voltado ao Desenvolvimento Econômico Equilibrado catapulta as informações a níveis impressionantemente sólidos e de organicidade estonteante.


Tratamento igualitário


A expectativa que o ranking de Desenvolvimento Econômico Equilibrado enseja é motivadora na medida em que a mídia geralmente pouco sensível à profundidade interpretativa, levada de roldão pela emergencialidade do cotidiano avassalador de informações, tem procurado este jornalista para obter detalhes. Todos serão tratados igualitariamente no evento de lançamento em Santo André.


Com a esperada massificação seletiva do Instituto de Estudos Econômicos, reunindo em torno de si profissionais das mais diferentes áreas, temos a convicção de que conseguiremos, todos nós, com o suporte midiático, iniciar um processo de alteração de rumo da cobertura da imprensa sobre as questões mais candentes que envolvem as regiões metropolitanas paulistas e seus entornos. A superficialidade precisa dar vez à profundidade de informações. O varejismo deve ser substituído pelo atacado.


Infelizmente, o viés excessivamente academicista que marca uma série de estudos de abrangência nacional, regional e mesmo municipal, tem-se tornado obstáculo à propagação de informações. Mais que isso: os institutos de pesquisa se limitam a divulgar os números e a interpretá-los. O IEME fará de sua jornada estatística permanente espécie de plataforma de lançamento de proposições, principalmente aos legisladores e executivos públicos.


Confesso de público que decidi incentivar a criação do IEME e me jogar de corpo e alma na construção do Índice de Desenvolvimento Equilibrado porque temo que espertalhões de plantão voltem a contaminar os incautos com números fajutos e avaliações viciadas de ideologismos, partidarismos ou simplesmente de cunho pessoal.


Aqueles que eventualmente se mostrarem arredios ao IEME e aos estudos do instituto por razões que provavelmente Freud explicaria, não sabem o que perderão se perpetrarem discriminação ao projeto. Se forem pessoas físicas, provavelmente se manterão na penumbra informativa e, portanto, incapazes de interlocuções prospectivas. Se forem representantes de pessoas jurídicas, estarão sonegando um novo agregado de conhecimentos aos seus clientes e parceiros.


A chancela da Target Marketing e Pesquisas, cujo titular Marcos Pazzini vai fazer breve exposição amanhã de manhã sobre o Índice de Potencial de Consumo, âncora do Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado, amordaça eventuais idiossincráticos que, vítimas do Complexo de Gata Borralheira, não conseguem admitir que o Grande ABC tenha profissionais capazes de conferir uma nova concepção de desenvolvimento econômico.


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