Por mais que o IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado) tenha provocado frisson entre os 85 convidados que compareceram ao Hotel Plaza Mayor, em Santo André, na manhã de ontem, ninguém expressou mais encantamento com os estudos que o triprefeito de Pindamonhangaba, Vito Lerário, e seu secretário de Desenvolvimento Econômico.
Empreendedor de mão cheia, desses que viajou várias vezes para o exterior para reforçar o parque industrial dessa cidade do Vale do Paraíba, Vito Lerário vibrou com o mapa de resultados. E disse, assim como seu secretário, que agora já sabe as correções de rota que deve empreender para resolver a seguinte equação: Pindamonhangaba é a 20ª melhor colocada no quesito Valor Adicionado (transformação industrial) no Estado, mas na classificação final cai para 41º lugar.
Quem acompanhou o encontro sabe o que sugerimos ao prefeito e sabe também o quanto ele agradeceu. Tanto que o convite para que faça palestra a 40 prefeitos de sua região foi prontamente atendido por mim. Espero ser acompanhado por Marcos Pazzini, nosso parceiro da Target Marketing e Pesquisas, e também, quem sabe, pelo arredio prefeito Luiz Tortorello, da campeã São Caetano. Falaríamos aos prefeitos sob três ângulos diferentes mas complementares de Desenvolvimento Econômico Equilibrado.
Revelação importante
Reservamos para a próxima edição da revista LivreMercado uma revelação interessante e que avaliza a correção do IDEE: há fortíssima relação entre os resultados apresentados ontem e o Atlas de Inclusão e Exclusão Social do Brasil, recentemente publicado por professores de algumas das principais universidades paulistas.
Para desgosto dos açodados e dos medíocres conhecidos de todos, porque não conseguem esconder suas garras idiossincráticas, as relações entre causas e efeitos de vetores econômicos e sociais são automáticas. Por isso, não passa de quixotice a retirada da pistola separacionista entre as duas faces da mesma moeda desenvolvimentista do coldre de estupidez.
Como foi exposto no primeiro e informal encontro do IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos) há 40 dias, quando um Judas em forma de estatístico ouviu tudo calado para depois, associado a invejosos, sair a campo com um estudo canhestro, o IDEE é apenas uma banda de uma suculenta laranja de agregado estatístico que reunirá, numa segunda etapa, indicadores sociais.
Como disse no encontro de ontem no Hotel Plaza Mayor, a divulgação conjunta do macroíndice que reunisse o econômico e o social dispersaria a atenção e diluiria a importância do ineditismo dos indicadores econômicos cruzados. O prefeito de Pindamonhangaba não teria saído do encontro com ares de quem descobriu uma mina de ouro de competitividade municipal se as informações econômicas que constam do mapa geral do IDEE fossem parcialmente neutralizadas em matéria de foco específico se dividissem as atenções com dados sociais.
Experiência valiosa
A experiência de estar participando ativamente também desse desvendar de dados econômicos e sociais e de compartilhar, internamente, na Editora Livre Mercado, com outros jornalistas igualmente vocacionados a tratar as questões regionais com absoluta responsabilidade, é algo que não tem preço. Pobres daqueles jornalistas de outros veículos que, à falta de um comando minimamente competente, não conseguem enxergar o quanto são descartáveis no mercado, porque sobrevivem do servilismo de ocasião, a exemplo de suas chefias.
Por outro lado, não faltam também profissionais de comunicação cujo interesse pelos dados do Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado denota o despertar de parte da classe por informações mais qualificadas e distantes das pasmaceiras pontuais e varejistas de um cotidiano nacional sabidamente pobre.
Os leitores da revista LivreMercado, não por acaso e disparadamente a melhor publicação regional do País, vão ter a oportunidade de, no Grande ABC, conhecer a consistência de estudos que, se os prefeitos locais forem tão prospectivos quanto o de Pindamonhangaba, poderão evitar a queda persistente de nossos indicadores econômicos.
Não é à toa que, no conjunto, estamos em 11º lugar. Uma prova de fragilização porque isoladamente, no Índice de Potencial de Consumo, da Target, somos o segundo no Estado. Ao associar novos indicadores, como Valor Adicionado, ISS, IPVA e Índice de Inclusão Digital, perdemos postos preciosos. Nada mais lógico, porque a debaclé industrial nos retira, gradualmente, partes importantes de nossa tonicidade econômica.
Total de 520 matérias | Página 1
18/02/2026 A VERDADE SOBRE O CARNAVAL REGIONAL