São Caetano, Município da Grande São Paulo, lidera novamente o ranking do IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado) do IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos). O Município obteve discreto aumento na pontuação de 2003 -- ano do lançamento do indicador -- após o cruzamento das variáveis IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), Inclusão Digital, IPC (Índice de Potencial de Consumo), Valor Adicionado e ISS (Imposto Sobre Serviços). Paulínia, Santos, Santana de Parnaíba, Vinhedo, Campinas, São Paulo, Jundiaí, São Bernardo e Valinhos completam o ranking dos 10 primeiros colocados entre as 75 cidades mais importantes do Estado pesquisadas pelo IEME.
Para alcançar pela segunda vez o topo desse indicador de riqueza construído com base nos cinco mais consolidados índices estatísticos do País, São Caetano obteve 73,01071 pontos em 100 possíveis e foi o primeiro nos quesitos IPVA, IPC e Inclusão Digital. A principal diferença em relação ao ano passado foi a ampliação do universo pesquisado de 55 para 75 municípios paulistas, o que provocou alterações nas primeiras colocações. Santana de Parnaíba, Vinhedo e Valinhos não participaram da análise anterior e alcançaram, respectivamente, o quarto, quinto e o 10º lugares do IDEE. Em consequência, Ribeirão Preto, Santo André e Barueri saíram do pelotão de elite para ocupar o 11º, o 12º e 13º postos, respectivamente.
Entre os 10 primeiros colocados no IDEE, apenas São Caetano, Santana de Parnaíba, São Paulo e São Bernardo pertencem à Grande São Paulo. Já no bloco das 10 últimas posições aparecem oito dos 39 municípios que integram o entorno da Capital paulista: Itaquaquecetuba, Itapevi, Embu, Itapecerica da Serra, Carapicuíba, Suzano, Mauá e Diadema. Dois municípios lanterninhas -- Sumaré e Hortolândia -- pertencem à região de Campinas.
Relativização numérica
O Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado está apoiado em metodologia que leva em conta a prevalescência dos conceitos de geração e retenção de riqueza divididos pelo número de habitantes. O IEME considera que a relativização dos dados é fundamental para a correta interpretação do ambiente econômico dos municípios.
Também o acréscimo de 20 cidades produz retrato mais completo do que investidores podem levar em conta para tomar decisões estratégicas. “Não se trata de definidor automático de investimentos, já que é necessária a avaliação conjunta de outras informações e do banco de dados interno do investidor. Mas são informações que precisam ser consideradas, pois contêm um trabalho de inteligência dos especialistas do IEME” -- afirma Marcos Pazzini, diretor da Target Marketing e Pesquisas, empresa parceira do IEME e criadora do Índice de Potencial de Consumo das cidades brasileiras.
O IEME é um laboratório de pesquisas sem vínculos públicos, privados ou social e foi criado por um grupo de profissionais do Grande ABC que atuam em atividades diversas. O IDEE é um dos quatro macroindicadores do IEME ao lado do IC (Índice de Criminalidade), IEM (Índice de Eficiência Municipal) e IDS (Índice de Desenvolvimento Social). Juntos, os quatro totalizam 15 variáveis que formam o ICG (Índice Geral de Competitividade), também liderado no ano passado por São Caetano.
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18/02/2026 A VERDADE SOBRE O CARNAVAL REGIONAL