Sociedade

Caso Saul Klein: quadrilha
sofre novo revés na Polícia

DANIEL LIMA - 12/04/2021

O cerco está se fechando e já asfixia pretensos espertos. O circo de malandragens vai sendo desmontado. A quadrilha que está por trás de falsas denúncias contra Saul Klein num insustentável caso de estupro de até três dezenas de mulheres está sendo desmascarada a cada novo passo investigativo. Duas novas testemunhas, médicos contratados por Saul Klein para cuidar da saúde das mulheres com as quais se relacionou durante vários anos, deram depoimentos demolidores na Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher em Barueri.  

Os dois médicos revelaram os cuidados do namorador de Alphaville em manter as jovens mulheres saudáveis. A versão de estupro sem o respaldo de qualquer prova cada vez mais se esfarela como fruto de articulada tentativa de extorsão de uma quadrilha que se locupletou do espírito de vingança pessoal de uma ex-namorada de Saul Klein, igualmente integrante do grupo.  

Este é o décimo-quarto capítulo do Caso Saul Klein, iniciativa de CapitalSocial por conta de imprecisões, precipitações e aberrações jornalísticas decorrentes da fraudulenta denúncia da promotora criminal Gabriela Manssur, do Ministério Público Estadual.  

Conto de vigarista 

Gabriela Manssur caiu no conto de uma vigarista, Ana Paula Santos Banana, implicadíssima na operação de extorsão de Saul Klein num período em que o herdeiro da Casas Bahia vivia situação angustiante que durou cinco anos. Saul Klein fora vítima de insidiosa depressão, enfermidade que a literatura médica coloca entre os males mais insidiosos da humanidade.  

CapitalSocial só não vai revelar agora os nomes dos dois médicos porque fez um acordo com uma fonte que teve acesso aos depoimentos prestados em Barueri. O material é tanto de contundência demolidora da versão mentirosa orquestrada por Ana Banana no Ministério Público Estadual como explicativo no sentido de que pode selar definitivamente a sorte do inquérito policial.  

Nem mesmo um representante do MPE compareceu ao depoimento. Essa seria uma clara sinalização de que a versão de estupros não se sustenta nem junto às autoridades que respondem por acusações formais no sistema judiciário.  

Denunciação caluniosa 

Quando se juntam a isso informações que colocam a advogada Gabriela Souza cada vez mais distante das próprias denunciantes, as consequências do processo cristalizam-se rumo a um desfecho desapontador para quem acreditou na versão delituosa.  

Mais que isso: há insegurança crescente das denunciantes forjadoras da tese de estupro quanto aos rescaldos de possível cometimento de crime de denunciação caluniosa, passível de prisão.  Atraídas pela ideia de que poderiam nadar em dinheiro com supostas indenizações, as mulheres selecionadas por Ana Paula Banana vivem situação de intranquilidade.  

A situação de Ana Paula Banana está indefinida na esfera policial. Primeira da lista de denunciantes no processo despachado pela promotora criminal Gabriela Manssur, Banana pode viver o incômodo de ser ouvida na condição de potencial infratora, ou seja, como fonte matricial de uma coleção de relatos assemelhados expostos pelas demais supostas vítimas.  

Ana Banana teria orientado ostensivamente as mulheres denunciantes de Saul Klein a agirem exatamente como agiram: forjando declarações que as investigações policiais tornaram improcedentes.  

Destruindo ilações  

Os dois médicos que compareceram à Delegacia da Polícia em Barueri foram detalhistas. Isso significa que rebateram ponto por ponto a versão contada à promotora criminal Gabriela Manssur e levada ao programa Fantástico, da Rede Globo, e às páginas da Folha de S. Paulo, coluna de Mônica Bergamo. Sem contar que refutaram, igualmente, a versão publicada no portal UOL.  

Ou seja: os dois profissionais de medicina destruíram ilações manipuladas por mulheres comandadas por Ana Banana, a infiltrada na mansão de Saul Klein e Alphaville e num sítio em Boituva. Quem confiou na ex-namorada de Saul Klein, inconformada com o rompimento do relacionamento, deu com os burros nágua.  

Ana Paula provavelmente será incriminada no desdobramento do Caso Saul Klein. Ela está cada vez mais íntima da quadrilha que controlou a vida de Saul Klein durante pelo menos cinco anos de depressão. A chefe da turma de delinquentes é a empresária de entretenimento Marta Gomes da Silva, assessorada por profissionais do Direito que têm muito entranhamento no mesmo setor.  

Mais empresários  

Saul Klein teria sido a ponta mais visível de um escândalo muito maior. Outros empresários teriam sido igualmente extorquidos nos últimos anos. Saul Klein seria o nome mais reluzente dessa constelação. E pagou caro em forma de denúncia criminal insustentável associada à mídia implacável.   

A médica que depôs em Barueri na semana que passou disse, entre outros pontos, que foi contratada para integrar uma equipe de atendimento às moças que Saul Klein solicitava presença em sua casa. Ginecologistas, cirurgião, dentista, além de esteticista, massagistas e cabeleireiros. Um trabalho que durou 10 anos. E encerrado, segundo a depoente, porque Saul Klein teve câncer de pele.   

Disse também a médica que fazia um primeiro atendimento, logo quando as moças chegavam ao local (primeiro em Boituva) e que também organizava prontuário no qual constavam dados pessoais e anotações médicas. Afirmou também que Saul Klein pagava os exames recomendados às moças, nominando os laboratórios. Papanicolau, no qual constava inclusive DST, entre outras enfermidades, integrava a lista de solicitações.  

A médica esclareceu que muitas das moças já chegavam à residência de Saul Klein contaminadas com HPV, clamídia, gonorreia e que, também, os exames clínicos constatavam lesões, corrimentos e indícios de DST. Além disso, portavam vaginoso e fungos, que não são doenças venéreas.  

Cuidando da saúde  

Orientações para tratamentos sempre faziam parte do processo de atendimento, explicou a médica. Mas ressaltou que algumas meninas, mesmo sabendo que eram portadoras daqueles tipos de doenças e que deveriam se submeter a tratamento, não realizavam e frequentavam normalmente o local. Diferentemente das denúncias fraudulentas, a médica ouvida pela Polícia Civil esclareceu que Saul Klein jamais testou positivo nos exames de DST.  

Também disse a médica ouvida pela Polícia que tinha conhecimento de que as mulheres eram recrutadas em lojas de shopping e abordadas por Marta (Gomes da Silva). Quando perguntada se participou de festas na casa de Saul Klein, a médica respondeu que esteve algumas vezes no local. Negou que houvesse consumo de drogas. “Saul não admitia drogas”.  

Mais adiante, no depoimento, a médica afirmou que nunca presenciou Saul Klein sendo abusivo ou aproveitando “das meninas” mais alteradas (pelas bebidas). Questionada sobre o comportamento de Saul após ingerir bebidas alcoólicas, a médica respondeu que o empresário ficava mais “alegre”, saia e chamava as pessoas para dançar e que nunca presenciou ele se portar de forma agressiva ou desrespeitosa. 

A médica também foi abordada sobre a denúncia de estupro envolvendo Saul Klein. E respondeu de forma enfática que todas as moças que frequentavam o local sabiam para qual finalidade tinham sido contratadas e que nenhuma delas relatou qualquer tipo de agressão ou abuso por parte de Saul Klein.  

A médica também disse que a maioria era formada por garotas de programa, algumas inclusive de outros Estados. Esclareceu que as moças recebiam através de Marta, mas não soube dizer que tinham que deixar algum valor com a chefe. E completou dizendo que a maioria dos funcionários que atuavam nos domicílios de Saul Klein contava com a responsabilidade de Marta e coordenadas por Ana Banana.  

Cirurgião plástico 

O outro depoimento médico é de um profissional em cirurgia plástica.  Ele é o responsável pelo chamamento da médica depoente a integrar os cuidados de saúde que Saul Klein estendia às mulheres que recebiam como sugar daddy.  

Saul Klein e o médico se conhecem há mais de 20 anos, por conta de atendimento ao filho do empresário e a membros da família Klein nos tempos de Casas Bahia. Foi o médico em questão que tratou Saul Klein de um câncer de pele e encaminhou a intervenção cirúrgica. 

Disse o médico à Polícia de Barueri que Saul Klein não extrapolava em termos comportamentais nas festas e que jamais presenciou algum ato malicioso por parte do anfitrião. E explicou sua atividade nas residências de Saul: fazia preenchimentos, colocação de Botox e, inclusive, até cirurgias em seu consultório. “Elas queriam sempre fazer todo tipo de procedimento, mas eram orientadas”.  Negou qualquer tipo de tratamento degradante e que a maioria dos atendimentos que prestava era em Boituva e que, posteriormente, começou a prestar serviços em Alphaville.  

Também foi questionado sobre eventual tratamento de doenças venéreas em Saul Klein. Esclareceu que só solicitava os exames uma vez por ano e que todos deram negativo. Saul Klein, diferentemente do que afirmaram as denunciantes ao MP, não teve jamais DST. E enfatizou: “No período em que estive no local, pude observar que o Saul se preocupava com todos, com a cultura e o bem-estar das meninas” – disse o médico ouvido na Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher em Barueri. 



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