Esportes

Rodada favorável só ameniza risco
de rebaixamento de trio regional

DANIEL LIMA - 10/03/2011

Ganhar do Americana no Bruno Daniel, golear o surpreendente Mirassol no Primeiro de Maio e empatar em Ribeirão Preto com o Botafogo foram os melhores resultados do futebol do Grande ABC numa mesma rodada nesta temporada de Série A do Campeonato Paulista. Uma dádiva que precisaria se repetir mais vezes nas sete rodadas que restam ao encerramento da fase classificatória. Só assim o risco de rebaixamento de Santo André, São Bernardo e São Caetano seria diluído a proporções menos caóticas. Corremos sim sérios perigos de ter rebaixamento simples, duplo ou triplo. Se escaparmos dessas três projeções, ergamos mãos aos céus.


Como a margem de pontuação de rebaixamento exige a segurança de 21 pontos ao final de 19 rodadas, listo oito equipes que podem descer para a Série B. Somente contaminado pelo efeito- Fluminense, do Campeonato Brasileiro de 2009, quando a equipe carioca alcançou recuperação fantástica, a disputa para fugir da queda excluiria qualquer um dos times listados, remetendo-o ao degrau logo acima, de possibilidades de alcançar uma das oito vagas à fase de mata-matas.


Eis a relação dos times praticamente fora do G8 e mais suscetíveis a descer para a Série B, sem contar os jogos remanescentes da 12ª rodada, que terá, esta noite, Paulista versus Oeste de Itápolis e São Paulo versus Ituano:


1) Grêmio Prudente com 8 pontos ganhos e um total de 44 pontos de risco.


2) Linense com 9 pontos ganhos e um total de 36 pontos de risco.


3) Santo André com 10 pontos ganhos e um total de 54 pontos de risco.


4) Noroeste com 10 pontos ganhos e um total de 42 pontos de risco.


5) Botafogo com 11 pontos ganhos e um total de 36 pontos de risco.


6) Ituano com 11 pontos ganhos e um total de 43 pontos de risco.


7) São Bernardo com 12 pontos e um total de 51 pontos de risco.


8) São Caetano com 13 pontos e um total de 52 pontos de risco.


Clássicos comprometedores


Antes que leitores indaguem o significado de “pontos de risco”, repito o que já imprimi nesta revista eletrônica: enfrentar uma das quatro equipes grandes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) em casa ou fora de casa é risco máximo, de 10 pontos; enfrentar equipes consideradas médias (Ponte Preta, Americana, Bragantino, São Caetano, Grêmio Prudente e Portuguesa de Desportos) em casa é risco de cinco pontos e fora de casa é risco de sete pontos; enfrentar as demais equipes, consideradas pequenas por não estarem na Série A ou Série B do Campeonato Brasileiro, é risco de cinco pontos jogando fora de casa e de dois pontos jogando em casa.


O que coloca as três equipes do Grande ABC muito acima das demais ameaçadas de rebaixando quando se trata de medição de grau de risco são os clássicos regionais nas últimas rodadas da competição. E clássico regional tem o mesmo peso de enfrentar os times grandes — é risco máximo, de 10 pontos.


Os três confrontos diretos entre Santo André, São Bernardo e São Caetano vão colocar em disputa apenas nove pontos no geral, o que reduz as possibilidades de o Grande ABC somar nove pontos a cada rodada. Quando se enfrentarem, o Grande ABC só poderá somar seis novos pontos em cada rodada na classificação geral.


Na próxima segunda-feira vou fazer uma projeção das equipes mais seriamente rebaixáveis. Tenho palpite já desenhado, mas vou esperar a rodada deste final de semana que não será nada confortável para o Grande ABC: o Santo André enfrenta o São Paulo no Morumbi, o São Bernardo pega o Palmeiras no Canindé e o São Caetano joga em Mogi Mirim.


Não diria que estamos ferrados, mas estamos próximos disso. Infelizmente, acho que não escaparemos de pelo menos um degolado regional. Talvez seja o máximo que acontecerá com o futebol do Grande ABC na temporada estadual. Mas já é muito.


Para completar, um resumo dos três jogos de ontem à noite das equipes da região:


Ainda não assisti à gravação da vitória do Santo André diante do Americana, mas o pouco que vi me dá a quase certeza de que o técnico Sandro Gaúcho deixou a covardia tática do antecessor Pintado de lado e botou o time no ataque. Foi premiado com um gol de bola parada. Agora, é lógico, vai se recolher diante do São Paulo no Morumbi.


Já o São Bernardo, desfalcado de importantes jogadores (Dirceu, Guto e Lucas) jogou menos do que sugere o placar de 4 a 1 contra um Mirassol reduzido a 10 jogadores logo no começo do segundo tempo. Entretanto, o time de Estevam Soares teve o que geralmente lhe falta nas derrotas: precisão nos arremates na hora certa.


O São Caetano convive com um velho drama, de não jogar com estabilidade tática o tempo todo. Fez do Botafogo gato e sapato no primeiro tempo, quando poderia ter liquidado o jogo, mas no segundo escapou da derrota. Não é um time confiável, apesar de contar com elenco recheado de opções interessantes.


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