Economia

G-20 Paulista, um índice para
por fim à farra de embromações

DANIEL LIMA - 20/02/2012

Qual foi o comportamento da economia de cada um dos municípios da Província do Grande ABC e da Província do Grande ABC como um todo entre 1999 e 2009? Resolvemos reviver uma experiência de sucesso no passado: acabamos de montar o G-20 Paulista, o clube dos 20 municípios economicamente mais importantes do Estado de São Paulo, exceto a Capital.


 


Comparamos o PIB (Produto Interno Bruto) de cada um e chegamos a várias conclusões. A principal é que ainda não retomamos e dificilmente retomaremos a rota do desenvolvimento econômico. Há cidades da Província que recuperam parte das perdas do pós-Real, mas outras não conseguem acertar o passo. Santo André, por exemplo.


 


O G-20 representa 30% do PIB paulista. Não é pouca coisa. Muito pelo contrário: como a Capital sozinha chega a 25%, compreende-se a importância desses municípios. A maioria está localizada na Região Metropolitana de São Paulo e na chamada Grande São Paulo Expandida, formada por Grande Sorocaba, Grande Campinas, Grande São José dos Campos e Baixada Santista.


 


Por que resolvemos restabelecer estudos comparativos que tanto sucesso fizeram no passado, quando criamos o IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos), que analisava quase uma centena de municípios em 15 quesitos diferentes, de economia a finanças, de saúde à educação, de criminalidade à tributos? Porque não dá mais para suportar o jogo de manipulação estatística e conceitual que a Prefeitura de Santo André, inerte em todos os sentidos na pasta de Desenvolvimento Econômico, está a patrocinar com invencionices que procuram puxar a sardinha de resultados para a própria brasa de irresponsabilidade informativa.


 


Passado que dá respaldo


 


Lembro àqueles que por ventura ou por sedução ou por malandragem ou por idiotice vinculam minhas intervenções sobre os despautérios em Santo André a qualquer coloração partidária que a mensagem não terá credibilidade. Primeiro porque não sou e jamais fui agente político-partidário. Segundo porque tenho o respaldo da história: combati duramente as tentativas de semelhantes manipulações, em meados da década de 1990, do economista e pesquisador João Batista Pamplona. Ele fora contratado com pompa e circunstância pelo então prefeito Celso Daniel, comandante da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, para planejar, organizar e analisar pesquisas na região.


 


João Batista Pamplona fez tudo para agradar ao chefe e à torcida organizada que faz barulho e nada mais na Província do Grande ABC. Chegou ao desplante de afirmar que a Província não sofrera desindustrialização. Só para se ter ideia, o Valor Adicionado da região emagreceu um terço durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso.


 


Portanto, o que vamos apresentar a partir desta quarta-feira de cinzas são estudos sérios, despartidarizados e incômodos à maioria que mora nesta Província e quer estimular o eterno jogo de simulações para se locupletar. A Prefeitura de Santo André está se esmerando nisso. Um crime contra a sociedade que precisa ser bem informada.


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