Sociedade

Conselhão vai definir prioridades
para Luiz Marinho ser competitivo

DANIEL LIMA - 04/06/2012

O prefeito Luiz Marinho, de São Bernardo, poderá ser um candidato competitivo ao governo do Estado de São Paulo em 2018, como pretende o PT na onda de renovação política? A revista digital CapitalSocial decidiu formular uma enquete ao Conselhão Regional para definir os pontos mais importantes aos quais Luiz Marinho teria de se vincular para ganhar musculatura política a partir de eventual segundo mandato na Prefeitura da Capital Econômico da Província do Grande ABC. Os conselheiros receberão o material para participação nesta terça-feira.
 
É claro que o sonho de Luiz Marinho virar governador passa obrigatoriamente pela reeleição em São Bernardo. Trata-se de perspectiva que já foi muito mais sólida, quando a oposição estava desarticulada e parecia ter entregue a rapadura. Sob a liderança do ex-prefeito William Dib, deputado federal do PSDB, uma frente oposicionista está na luta para substituir o comandante do Paço Municipal. O jovem Alex Manente, um dos reforços com que Marinho contou em 2008 para superar o tucano Orlando Morando na disputa pela Prefeitura, agora está ao lado de William Dib.
 
A enquete que CapitalSocial preparou para o Conselhão Regional conta com 10 cenários considerados vitais para o fortalecimento da candidatura de Luiz Marinho, tornando-a competitiva em nível estadual a partir de São Bernardo.  Dos 10 enunciados propostos por CapitalSocial, cada integrante do Conselhão Regional (são 126) escolherá cinco numa primeira etapa. Na segunda etapa da enquete, uma das cinco escolhas será apontada como prioritária.
 
O que se pretende com essa nova investigação junto a formadores de opinião da Província do Grande ABC é tomar o pulso de questões consideradas essenciais a uma governança que fuja do lugar-comum.
 
Dualidade que ajuda
 
CapitalSocial acredita que a essência de renovação política não está necessariamente na escalação de juventude à disputa de um cargo de expressão como a chefia do governo estadual. Valem muito mais as ações efetivas que reconfigurem os traços de uma administração pública, dotando-a de iniciativas que rompam o lacre de conservadorismo.
 
Principalmente no caso de São Bernardo, onde a dualidade de riqueza orçamentária e desafios sociais possibilitam, contraditoriamente ao senso comum, iniciativas surpreendentes na condução de políticas públicas. É da matriz do ambiente de contrastes na Província do Grande ABC que pode e deve ser estimulada uma gestão criativa. Algo que CapitalSocial entende ter faltado nos primeiros quatro anos de Administração Luiz Marinho.
 
Veja os quesitos listados por CapitalSocial para Luiz Marinho viabilizar-se internamente, no âmbito da Província do Grande ABC, como concorrente competitivo ao governo do Estado:

 Conquistar uma vitória expressiva nas próximas eleições em São Bernardo, inclusive com a obtenção de maioria confortável no Legislativo.
 
 Construir liderança partidária regional de forma a consolidar alianças e evitar crises localizadas como em Mauá, quando o prefeito Oswaldo sofreu um golpe de seus próprios companheiros de partido.
 
 Consolidar pelo menos um grande projeto econômico para São Bernardo, amenizando a excessiva dependência automotiva.



 Dirigir o Clube dos Prefeitos e deixar como herança mais que um projeto de planejamento econômico e social, mas o encaminhamento de políticas resolutivas que finalmente coloquem a região num patamar de positividades integracionistas a salvo de solavancos político-partidários.
 
 Manter os laços que o prendem ao ex-presidente Lula da Silva sem, entretanto, depender demasiadamente do padrinho.


 


 Comprovar com iniciativas transparentes que é um dirigente público livre da tutela sindical.
 
 Priorizar ações e resultados que enfatizem a redução do custo da mobilidade urbana gerada pelo excesso de veículos nas ruas e pela desvairada ocupação espacial do mercado imobiliário.
 
 Prestar detalhadamente a cada seis meses de eventual novo mandato contas públicas sobre investimentos de São Bernardo em Saúde, Educação, Segurança Pública e Publicidade.
 
 Promover a cada 60 dias uma entrevista coletiva com a Imprensa e representantes da sociedade para prestação de contas geral de sua Administração.
 
 Mobilizar esforços regionais para transformar as restrições à ocupação das áreas dos mananciais em compensações financeiras que seriam prioritariamente aplicadas naquelas mesmas áreas, reduzindo-se a degradação histórica.


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