Sociedade

Patético, Bigucci quer se tornar
vítima após agredir jornalista

DANIEL LIMA - 28/10/2013

O empresário Milton Bigucci, campeão de abusos no mercado imobiliário segundo constatação do Ministério Público, não toma jeito. De agressor, quer se transformar em vítima deste jornalista. O que me chega de informação é uma barbaridade que ajuda a entender por que o Judiciário está entupido de casos indecentes. Bigucci acredita piamente que será capaz de me mandar para a cadeia e de surrupiar dos leitores todos os textos que o envolve nesta revista digital. Alguém precisa lhe dizer que este jornalista não é covarde nem faz jogo de conveniências, se isso já não estivesse clarificado nestas páginas.


 


Chega-me a informação de que terei de comparecer a uma audiência preliminar em novembro próximo no Judiciário de Santo André. O autor, Milton Bigucci, diz que cometi o crime da calúnia, conforme inquérito policial espertamente manipulado. Milton Bigucci é inventivo e mente com despudorada covardia. Como os poderosos chefões, não acredita em limite à estupidez.


 


Por isso está na hora de o Judiciário lhe dar um chega-pra-lá.  Não escrevo uma linha sequer que não tenha intimidade com a realidade dos fatos envolvendo aquele que também é presidente do insolvente Clube dos Construtores e Incorporadores do Grande ABC, além de presidente do conglomerado MBigucci. Um conglomerado apontado, repito, como campeão de abusos contra adquirentes de imóveis e que, em associação com outras duas empresas, fraudou uma licitação pública de uma área arrematada irregularmente e a preço muito aquém da realidade do mercado.


 


Milton Bigucci quer me ver na prisão para me silenciar. Por isso inventa histórias. Sobre a acusação de que fraudou a licitação, não move uma palha contra este jornalista na Justiça. Bigucci prefere manobrar cordéis mais suscetíveis à mentira. Certamente ele acredita que o poder econômico pode remover montanhas. Até outro dia acreditava nessa possibilidade no mercado imobiliário, quando trombou com um promotor de Justiça do Consumidor de São Bernardo.  


 


Fatos descritos aqui


 


A intimação judicial requerida por Milton Bigucci é fruto de imaginação deletéria. Os fatos que se deram há quase um ano na sala de audiência do juiz da 4ª Vara Criminal do Fórum de Justiça de Santo André foram relatados sem mistificação neste espaço em 4 de dezembro, dia útil seguinte ao incidente. Qualquer ponto adicional ou supressor da essência daquelas linhas comprovaria sabotagem da verdade dos fatos.


 


Ainda não tive acesso ao inquérito policial, mas não me faltam fontes que colocam as alegações de Milton Bigucci no campo da fantasia despudorada. Ele quer-se fazer de vítima quando, na verdade, foi um patético agressor durante a abertura da audiência que, em seguida, foi suspensa pelo titular da 4ª Vara Criminal. Nada mais lógico, porque o bafafá se instalou.


 


Repito que relato em detalhes tudo o que ocorreu naquela tarde. A matéria está abaixo, no link. Sei lá qual é a alegação de Milton Bigucci para mover uma ação por calúnia, exceto a doutrina do autoritarismo que professa nas relações com todos que, no cumprimento de funções profissionais, ousam discordar de suas ações e omissões.


 


Seja lá o que for, se houver algum fundamento verdadeiro sobre o que lhe disse em resposta à ofensa que me dirigiu ante o magistrado, os advogados, os funcionários do Judiciário ai presentes e também três estagiários, não teria problema algum em confirmar. Difícil, para não dizer impossível, vai ser Milton Bigucci provar que eu seja o que ele disse. Não há invenção química que me reduza àquilo, pelo menos enquanto vivo. Como todos os demais seres humanos e não-humanos. 


 


Desrespeito ao magistrado


 


Sabem os leitores o que Milton Bigucci disse ao me agredir verbalmente ante o juiz, levando-me a reagir imediatamente? O juiz da 4ª Vara Criminal e todos os demais presentes à audiência ouviram estupefatos aquele senhor de 70 anos, todo-poderoso das praças, dizer o que disse. Ele usou um verbete de zona do meretrício, de guetos de desclassificados, de jogos de futebol entre rivais ensandecidos. Ofendeu não a mim necessariamente, porque não se podem esperar pérolas de quem só tem bagulhos intelectuais a expor. Ofendeu ao magistrado, principalmente. O mesmo magistrado que, estranhamente, consta do novo processo e que, na referida ação, cometeu a barbaridade de me condenar enquanto outro magistrado, em situação análoga, em São Bernardo, me garantiu os direitos de informar ao público sobre as travessuras de Milton Bigucci.


 


Afinal, o que disse Milton Bigucci quando indagado pelo magistrado sobre a possibilidade de uma conciliação entre as partes? Milton Bigucci se referiu a mim como “esse bosta”. Inacreditavelmente ele usou esse verbete. Até prova em contrário, “bosta” é ”bosta”. Já com relação à resposta que lhe dei em seguida, em altos brados sim, porque ali se desrespeitava, insisto, acima de tudo um magistrado, foi um eloquente “ladrão”.


 


Vou explicar à Justiça o conceito sobre a etimologia do verbete “ladrão” quando transposta às circunstâncias de um mercador imobiliário investigado pelo Ministério Público de São Bernardo a pedido do Corregedor-Geral do MP, após as denúncias deste jornalista sobre o assalto no arremate da área na qual se constrói o empreendimento Marco Zero.


 


Milton Bigucci ainda não descobriu ou finge não descobrir que não temo seu poderio econômico. Não se trata do primeiro nem do último malfeitor da praça (malfeitor vai no sentido estimulado pelo parecer do Promotor de Justiça do Consumidor de São Bernardo a respeito das abusivas práticas comerciais do conglomerado MBigucci) que combato com a fidelidade de juramento à prática de jornalismo qualificado que alguns detestam e fazem de tudo para afastar das opções de consumo de informações, enquanto a maioria mesmo silente não abre mão de absorver.


 


Qualquer que seja o desfecho da disputa com Milton Bigucci e sejam quais forem os artifícios de que se utilizará para tentar me levar à prisão, nada aplacará minha satisfação profissional de desmascará-lo como um dos agentes mais frustrantes da sociedade regional, como agente econômico e como agente institucional.


A Justiça haverá de desmascarar um agressor que brinca com a veracidade dos fatos assim como assume compromissos com o Ministério Público e, em seguida, simplesmente os joga na lata do lixo, como denunciou o promotor de Justiça do consumidor em São Bernardo numa peça acusatória acolhida pela Justiça. 


 


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