Imprensa

Classe média-média da Província
cresce metade da marca nacional

DANIEL LIMA - 04/04/2014

Continuaremos a destrinchar o comportamento socioeconômico da Província do Grande ABC nas duas últimas décadas e nesta segunda-feira apresentaremos dados relativos exclusivamente à classe média-média, camada social que antecede o salto ao topo da hierarquia, dos ricos. E os resultados não são os melhores, porque crescemos apenas metade da média brasileira e também abaixo do G-20, o grupo dos 20 municípios mais importantes do Estado, no qual contamos com cinco representações. Como se observa, estamos cercados de complicações. Não conseguimos registrar uma vitória sequer tendo como base de dados o potencial de consumo prospectado pelo IPC Marketing e Editora, empresa especializada no assunto.


 


Decidimos por conta das diferenças econômicas entre classe média-média e classe média-baixa que a separação de análises pode ser bastante elucidativa sobre a Província do Grande ABC, duramente atingida pela desindustrialização principalmente nos anos 1990. A classe média-média é evidentemente mais robusta financeiramente e conta com menor número de famílias porque é o degrau imediatamente anterior ao dos ricos.


 


Quem duvidar que os efeitos da desindustrialização tão negada em outros tempos atinge em cheio principalmente São Bernardo desconhece uma verdade compulsória: se nos dados que misturam classe média-média e classe média-baixo a Capital Econômica da região já coleciona derrotas, imagina então quando se chega a um degrau mais nobre. Infelizmente a realidade é cruel e provavelmente continuará nessa toada.


 


Não há nada no horizonte próximo, quanto mais distante, da Província do Grande ABC que ao menos acene com mudanças significativas. Muito pelo contrário: o noticiário destes dias dá conta de complicações entre oferta e demanda do setor automotivo, com uma quase generalizada tomada de decisões que liberam milhares de trabalhadores das jornadas diárias, em férias compulsórias.


 


Os dados que apresentaremos segunda-feira sobre a classe média-média da Província entre 1998 e 2013 são mais um capítulo de uma jornada investigativa e analítica que os leitores não podem perder. Embora não haja nada que privilegie a atuação de CapitalSocial junto ao banco de dados do IPC Marketing, dificilmente outros veículos de comunicação da região vão propagar com a intensidade e a inquietação recomendáveis. Prefere-se dar espaço a ações muitas vezes socialmente frágeis dos administradores públicos locais, os quais, como músicos do Titanic, fingem que os desfalques econômicos não lhes dizem respeito e seguem instrumentalizando um mundo de fantasia, de promessas e de lorotas.


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