Neste penúltimo artigo do ano, já que na próxima segunda-feira estarei desativando a Redação por pelo menos duas semanas, e no começo da madrugada desta quinta-feira, esgotado depois de longo dia de trabalho, resolvo alinhar alguns pedidos para o Papai Noel do bom senso. Quem sabe venha a ser atendido em alguns deles.
Que os candidatos aos respectivos paços municipais tenham sensibilidade de entender que já passou a hora de eleger-se a reestruturação econômica como força motriz da recuperação social do Grande ABC.
Que a direção do Clube dos Prefeitos tenha mãos mais hábeis e mente mais arejada para assegurar participação da comunidade regional numa espécie de Conselho Consultivo.
Que o futebol do Santo André não seja tão vilipendiado por rusgas pessoais muito acima da capacidade de resistência de um clube-empresa que até agora não passou de promessa de competitividade dentro e fora de campo.
Que a Imprensa deixe de ser massa de manobra de denúncias muitas vezes sem compromisso com a verdade e com as provas e se dedique mais a temários que interessem de fato à sociedade.
Que a Universidade Federal do Grande ABC não seja apenas incubadora de gênios e se volte para valer e de fato para a realidade prática de uma região que sofre com a falta de mão-de-obra qualificada.
Que o Rodoanel atraia negócios para o entorno do traçado, em vez de sugerir a preocupação latente e substanciosa de que pode sim, em vez de trazer, levar empresas do Grande ABC.
Que a anunciada crise internacional a partir dos excessos do mercado imobiliário dos Estados Unidos não rebaixe demais o PIB verde-e-amarelo, como suspeitam especialistas no assunto.
Que a festança de crédito que transformou o mercado imobiliário brasileiro em possível crise anunciada não dê de cara com o refluxo da economia internacional.
Que a Fundação Santo André deixe de ser a bola da vez do sistema educacional do Grande ABC como suposto e provavelmente único endereço de problemas diretivos e perca prioridade de pauta por conta de iniciativa muito mais nobre na forma de aproximação entre academia, sociedade, governos locais e mercado.
Que o Museu do Automóvel não seja apenas mais uma ilusão de marketing.
Que o Pólo Petroquímico transborde de vez mais produção, mais emprego e mais impostos diretamente às prefeituras de Santo André e de Mauá, que podem não estar matando cachorro a grito mas não têm capacidade de investimento frente à demanda social.
Que os aventureiros sejam desmascarados em tempo de o Grande ABC começar a reagir institucionalmente.
Que iniciativas que visem a contribuir com os excluídos sociais da região tenham menos desfile de egos e mais recheio nos bolsos.
Que os gestores públicos consigam enxergar o caos provocado com o excesso de veículos nas ruas e acreditem para valer que sem fluidez nas vias internas não há Rodoanel que sustente o dinamismo econômico.
Que as disputas eleitorais não sejam vincadas por excessos linguísticos e denunciatórios.
Que Celso Daniel seja sempre e continuamente lembrado como exemplo de regionalidade a ser seguido no setor público.
Que os leitores de amenidades despertem para o mundo real feito de transgressões, emoções, violações, comemorações, conquistas e compromisso com o amanhã.
Que as manipulações estatísticas nas disputas eleitorais que se avizinham sejam desmascaradas e que as análises travessas de cientistas políticos engajados partidariamente sejam consumidas pelo descrédito.
Que o Corinthians ganhe de cabo a rabo a Série B do Campeonato Brasileiro, porque qualquer outro destino seria a negação da grandeza do primeiro campeão mundial de clubes, segundo a contabilidade da Fifa.
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12/02/2026 REDES SOCIAIS BEM AO GOSTO DOS PODEROSOS