Preparei durante algumas horas no final de semana e vou revelar nesta terça-feira na revista CapitalSocial um elenco de bichos-homens do Grande ABC. Não vou antecipar nada de substantivo. Também não vou dar nomes aos bois, ou melhor, aos bichos. Apenas vou apontar as características básicas e bem resumidas. Não pensem que esteja a refugar agregados zoológicos aos nomes dos personagens que me inspiraram. Tampouco que esteja preocupado com eventuais desdobramentos judiciais. De fato, verdadeiramente, tenho muito respeito por eles, os bichos-bichos, é claro.
O zoológico urbano do Grande ABC não difere de tantos outros espaços porque estamos tratando de gente, uma categoria, como se verá, de Segunda Divisão no planeta.
Não imaginava que em tão pouco tempo chegaria a exemplares tão portentosos. Bastou me concentrar nos nomes dos bichos-bichos, correlacionando-os com os bichos-homens. Levei à prática uma ideia curtida durante corridas para manter a forma, sábado e domingo.
Repito que não vou dar nomes dos bichos-homens. Não tem sentido dizer, por exemplo, que foi o empresário Sérgio De Nadai que me levou a pensar no Pavão. Sérgio Pavão De Nadai, eis um nome completo para alguém que se esmera em correr atrás de holofote, de câmera fotográfica, de jornalista que trate de banalidades em revistas de muitas fotos e poucos textos.
Também não cometerei a ousadia de misturar às características de Morcego o nome de Milton Bigucci, presidente da quase clandestina Acigabc, a Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC, a qual dirige há mais de duas décadas. Milton Morcego Bigucci não ficaria bem para os bichos-bichos de verdade, não acham?
Foi assim, portanto, que transportei para o ambiente urbano os zoológicos de verdade. Sempre adicionando uma informação mais que importante: os bichos-bichos são autênticos e específicos, enquanto os bichos-homens são múltiplos. Não faltam raposas metidas a morcego que, por sua vez, carrega sangue de outros espécimes.
Estou mais ou menos tranquilo com o zoológico humano e urbano, porque os bichos-bichos não têm como ajuizar qualquer ação e os bichos-homens que me inspiraram sabem que não me excedo um milímetro sequer no diagnóstico sustentado pela liberdade de expressão e de opinião, respalda sobretudo por fatos e por critérios de responsabilidade social.
Até porque, também abusei de mim mesmo nessa espécie de jogo de espelhos. Sou um bicho-homem como outro qualquer, de virtudes e pecados. O que me separa de alguns é que levo a sério minha atividade pública. Aqueles que não o fazem, e não o fazem mesmo, precisam arcar com as consequências. Mesmo que procurem paragens midiáticas mais porosas para tentar salvar a pele.
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12/02/2026 REDES SOCIAIS BEM AO GOSTO DOS PODEROSOS