Regionalidade

Saúde de São Caetano também
é a melhor da Província no IFDM

DANIEL LIMA - 07/12/2012

Terceiro colocado entre os 20 municípios mais fortes do Estado de São Paulo, São Caetano apresenta o melhor índice de Saúde do IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) da Província do Grande ABC. Nada mais natural para um Município que também ficou à frente nos setores de Educação e de Emprego&Renda. No ranking geral do G-20 Paulista que leva em conta o macroindicador esculpido por especialistas contratados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro e que serve de referência a atividades públicas, São Caetano classificou-se em quarto lugar, conforme texto já publicado por CapitalSocial. A concentração dos dados do IFDM em torno do G-20 é uma contribuição desta revista digital para parametrizar sob várias vertentes sociais e econômicas o posicionamento individual dos cinco municípios da Província do Grande ABC que integram o agrupamento. Ao terceiro lugar de São Caetano no IFDM- Saúde, seguem-se São Bernardo em nono, Diadema em 12º, Santo André em 13º e Mauá em 14º.


 


Segundo o relatório da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro para explicar a metodologia aplicada, o IFDM-Saúde leva em conta que a atenção básica é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional do setor pelo qual os cuidados são levados o mais proximamente possível aos lugares onde pessoas vivem e trabalham, e constituem o primeiro elemento de um continuado processo de assistência. Por isso, adotaram-se as variáveis Atendimento Pré-Natal, Óbitos Mal Definidos e Óbitos Infantis por causas evitáveis, por se constituírem fatores reconhecidos de atenção básica.


 


Três notas máximas


 


Apenas três municípios brasileiros atingiram a nota máxima (1,000) no ranking do IFDM-Saúde: Rancho Alegre d’Oeste (PR), Dom Pedro de Alcântara (RS) e Santo Antônio de Palma (RS). Na outra ponta do ranking de saúde, o menor índice ficou com São Paulo de Oliveira (AM) com 0,4421. Pelo sexto ano consecutivo, os municípios do Rio Grande do Sul são os mais representativos no topo de ranking da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro: 173 dos 500 maiores IFDMs-Saúde são gaúchos, ante 113 do Paraná e 84 de São Paulo.


 


Não por acaso, explica o informe especial da Firjan, esses três Estados ocuparam o topo do ranking de saúde. O Paraná manteve-se em primeiro lugar (0,8948), seguido por São Paulo (0,8834) e pelo Rio Grande do Sul (0,8737). Os estudos que estão atualizados até 2010 demonstraram que os Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal, foram os únicos que apresentaram classificação de alto desenvolvimento. Entre as capitais, os melhores resultados foram obtidos por Curitiba (0,9535), Vitória (0,9024) e Goiânia (0,8950). Já as últimas colocações couberam novamente a Porto Velho (0,7284) e Macapá (0,6685).


 


O relatório da Firjan explica que entre 2000 e 2010 mais de 93% dos municípios brasileiros registraram crescimento do indicador. Mais do que isso, o número de municípios que superou os 0,8000 pontos (alto desenvolvimento) mais do que triplicou no período, passando de 17,2% em 2000 para 53,5% em 2010. Isso significa dizer que mais da metade dos municípios brasileiros oferece atenção básica em saúde para a população, traduzida por acompanhamento do pré-natal das gestantes, baixos índices de óbitos mal definidos e infantis por causas evitáveis.


 


No caso dos cinco municípios da Província do Grande ABC que integram o G-20 Paulista, o IFDM-Saúde aumentou consideravelmente entre 2000 e 2010. São Caetano era quinta colocada com 0,8668 e passou para o terceiro lugar com 0,9335. São Bernardo era 11ª com 0,8172 e passou para o nono lugar com 0,9136. Santo André era 12ª com 0,8108 e caiu para o 13º lugar com 0,8994. Diadema era 17ª colocada com 0,8631 e saltou para o 12º lugar com 0,9026. Mauá era 18ª colocada com 0,7596 no ano 2000 e passou para o 14º com 0,8946. Ribeirão Pires (0,7915 em 2000 ante 0,9099 em 2012) e Rio Grande da Serra (0,7028 em 2000, ante 0, 8705 em 2012) não integram o G-20 porque não contam com PIB (Produto Interno Bruto) competitivo.


 


Ranking do G-20


 


O ranking do G-20 com base nos resultados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal no setor de Saúde:


 


1.    São José do Rio Preto, 0,9479


2.    Barueri, 0,9385


3.    São Caetano, 0,9335


4.    Campinas, 0,9260


5.    Jundiaí, 0,9252


6.    Paulínia, 0,9250


7.    Santos, 0,9234


8.    Ribeirão Preto, 0,9209


9.    São Bernardo, 0,9136


10.  Sorocaba, 0,9128


11.  Taubaté, 0,9030


12.  Diadema, 0,9026


13.  Santo André, 0,8994


14.  Mauá, 0,8946


15.  São José dos Campos, 0,8937


16.  Piracicaba, 0,8873


17.  Osasco, 0,8811


18.  Mogi das Cruzes, 0,8716


19.  Guarulhos, 0,8682


20.  Sumaré, 0,8391


 


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