Já estão disponíveis no acervo desta revista digital cinco novas matérias publicadas originalmente entre julho de 2002 e outubro de 2003, todas com a assinatura deste jornalista. A iniciativa é um processo de recuperação do arquivo de CapitalSocial que já completou mais de uma década. Acho que essa é uma oportunidade imperdível aos leitores tradicionais de CapitalSocial e também aos novatos. Uma oportunidade de ouro para observar atentamente um passado que explica o presente da Província do Grande ABC.
Lendo os textos que agora estão postados, chego a me arrepender durante alguns instantes por não ter batizado o antigo “Grande ABC” de “Republiqueta do ABC”, como o fiz quando do lançamento do livro “República Republiqueta” em 2003. Mas pensando bem, acho que acertei em não ter me dado conta de que teria outra escolha. Enquanto a etiqueta Província do Grande ABC, como identifico a região, não é tão cruel com a nossa realidade social e econômica, Republiqueta do ABC talvez tivesse grau de inconformismo exageradamente cáustico.
As duas primeiras matérias de julho e de dezembro de 2002 são distintas entre si, ao contrário das três relativas à Republica Republiqueta, de 2003. A primeira, de 3 de julho, revela um documento do IBGE que desnuda a queda de produção industrial dos municípios da Província do Grande ABC e também da Capital, no período de 1985 a 2000. É importante somar esse conhecimento para que eventuais melhorias de rendimento da região não apaguem o passado de perdas cumulativas. Temos a mania de trombetear feitos de curto prazo e atirar no lixo dados históricos. Alguém que vira classe média baixa depois de ir à miséria não pode comemorar tanto se no passado estava entre os milionários. A segunda matéria de 2002 refere-se a um evento realizado na Metodista, em São Bernardo. Meu alvo foi o então sindicalista Luiz Marinho. Confesso que nem me lembrava mais daquele encontro, mas puxando pela memória alguns fiapos do evento surgem na tela de minhas sinapses.
Já as três matérias de 2003 versam sobre regionalidade e todas giram em torno do lançamento do livro que escrevi e lancei em outubro daquele ano, o tal “República Republiqueta”. A sensação ao reler os artigos é de dever cumprido e de fidelidade absoluta aos fatos que me movem como inquieto cobrador de uma regionalidade que insiste em negar fogo. Acredito sinceramente que os leitores terão oportunidade de ouro, inclusive, para conferir a coerência do autor. Só tem receio de sabatina com essa conotação quem troca de camisa a cada sopro de vento de oportunismo.
Leiam as seguintes matérias:
IBGE dimensiona as perdas do nosso setor automotivo
O que Luiz Marinho precisa ler sobre marketing institucional
República do ABC e Republiqueta do ABC
Mais Republiqueta do ABC do que República do ABC
República de papel e Republiqueta de ações
Total de 1971 matérias | Página 1
20/02/2026 BARCAÇA DA CATEQUESE E O GATABORRALHEIRISMO (21)