Acabamos de editar e de incorporar ao acervo desta revista digital algumas preciosidades sobre o ambiente regional tanto antes quanto durante o primeiro ano de gestão presidencial do ex-metalúrgico Lula da Silva. Escrevi praticamente quase todos os textos para a então newsletter Capital Social, veículo que ganhou corpo e, a partir de 2009, virou este endereço de comunicação ao alcance de todos.
Reli todo o material que encontrei em papel numa das mais de três mil pastas de meu arquivo. Surpreendi-me com o conjunto produzido porque nem me lembrava mais de tudo aquilo. Compartilhar com os leitores é uma oportunidade muito especial. Trata-se de documentação autoral que deve ser levada em conta em qualquer ação que se realize para tentar contar o imbricamento da Província do Grande ABC e a Administração Lula da Silva. Há disponibilidade de outros textos sobre o assunto neste CapitalSocial, mas a sequência cronológica é imperdível.
Acredito que bastará a chamada dos títulos logo abaixo, em link, para os leitores terem aguçado o senso de curiosidade. É impossível entender o ambiente regional destes dias sem que se resgate, entre vários temas vivenciados intensamente por este jornalista, a estrutura política e institucional daquele período. O primeiro texto é datado de 26 de setembro de 2002; portanto antes da vitória de Lula da Silva sobre José Serra, o candidato de Fernando Henrique Cardoso. O último dessa leva de resgate é de 28 de novembro de 2003.
Particularmente para este jornalista, que já começou a preparar uma anunciada matéria especial sobre o que representou para a região o PT no poder federal, acompanhar atentamente aqueles textos significou imersão no passado que em parte já esquecera e, principalmente, a satisfação de sentir que por mais que tenha sido pressionado pelas circunstâncias, jamais abandonei os pressupostos de regionalidade.
Por mais que seja este jornalista empedernido crítico de si mesmo, sempre à procura de pelo de detalhismos, não registrei um só escorregão analítico. Estou incrivelmente (uma doideira, não acham?) mancomunado com a coerência. O pior para alguns é que essa coerência tem-se mostrado aflitivamente correta entre outras razões porque as máscaras de personagens de ocasião sempre caem.
Sei que um ou outro poderá dizer que elogio em boca própria é vitupério, mas não caio nessa armadilha de hipocrisia porque fatos são fatos e, independentemente de quem os avalia, não podem ser reconsiderados ao sabor de interesse, tampouco desprezados como manancial histórico.
O que os leitores vão ter a oportunidade de ler agora nesta revista digital e que teria se perdido no tempo em forma de newsletter não fosse o resguardo tecnológico, é material jornalístico que se submete às críticas sem o menor temor porque é uma linha cronológica sem qualquer paralelo no jornalismo regional fastfoodiano.
Vejam o que acabamos de editar:
Com Lula o Grande ABC será mesmo diferente?
Luiz Marinho pode ser o agente da regionalidade
Temos de trabalhar para que Lula possa nos ajudar
Luiz Marinho é articulador do governo Lula na região
Lula não é exemplo de mobilidade social
Gilberto Carvalho, o homem que liga Lula ao Grande ABC
Os prós e os contras do Grande ABC, Urgente!
Sobrou virtualidade, faltaram as estrelas
Lulacá, urgente! Ganha corpo? É melhor esperar
Lulacá em excesso pode atrapalhar o Grande ABC
Resolvido: FHC já tem função no governo Lula
Faltou realidade no slogan Lulinha Paz e Amor de 2002
Estamos esperando o quê para ter Lulacá?
Migalhas não interessam; buraco é bem mais embaixo
Gabinete presidencial gasta o dobro do que não recebemos
PIB deformado e a realidade regional
Total de 1971 matérias | Página 1
20/02/2026 BARCAÇA DA CATEQUESE E O GATABORRALHEIRISMO (21)