Economia

Plásticos resistem
a ação cooperada

VERA GUAZZELLI - 05/07/2000

O 2º Seminário do Setor Plástico do Grande ABC, organizado para avaliar a evolução de questões básicas após um ano da realização do primeiro encontro, trouxe algumas certezas. A primeira é que ainda falta liderança capaz de mobilizar os empresários em projetos de cooperação setorial. Apenas 63 assinaram a lista de presença composta de 111 nomes. Apesar da união ainda incipiente, é possível tirar resultados positivos nas áreas de capacitação, tecnologia, informação e negociação de matéria-prima. Números e ações que, se devidamente cultivados e divulgados, podem se tornar atrativo para empresas que ainda se encontram reticentes às ações conjuntas de uma das mais promissoras cadeias produtivas da região.


 


O evento promovido pelo subgrupo de trabalho da Câmara Regional, com apoio do Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa), do INP (Instituto Nacional do Plástico), da Abiplast/Sindiplast (Associação e Sindicato da Indústria do Plástico), além de outras entidades e empresas, certamente provocou algum desapontamento nos organizadores. Principalmente  no quesito comparecimento, já que o horário era favorável -- o seminário foi programado das 17h às 21h. Se for estabelecido percentual em relação às aproximadas 600 empresas do setor na região, 10% estiveram envolvidas no evento. "A expectativa é de que os presentes multipliquem as informações recebidas" --  aposta o diretor do Sindicato dos Químicos do ABC e ex-coordenador do Fórum da Cidadania, Carlos Augusto César Cafu.


 


O efeito multiplicador está diretamente relacionado à quantidade de ouvidos em que os números e ações apresentados conseguirem atingir. Daí a despertar o interesse para as próximas realizações ou para a integração nos projetos em andamento, é um passo. Caso contrário, como um microempresário não integrado às atividades da categoria pode avaliar, por exemplo, as vantagens do Projeto Alquimia?


 


O programa de treinamento profissional do Sindicato dos Químicos foi um dos que ofereceram números significativos à platéia. Em 1999 o Alquimia treinou gratuitamente 1.336 trabalhadores empregados e desempregados e a expectativa é encerrar  2000 com mais 1.750 alunos formados nos cursos de injeção e extrusão de plástico. Dos 812 formandos desempregados, 266 conseguiram recolocação.


 


Já o Projeto Prumo, parceria entre o INP (Instituto Nacional do Plástico), IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e Sebrae, atendeu 150 empresas em 14 meses em todo o Estado. Do total, apenas 2% são do Grande ABC. Técnicos percorrem as empresas em duas vans equipadas com laboratórios móveis, para orientar, analisar e sugerir soluções aos processos produtivos. Resultados mostram aumento médio de 25% no gráfico de produção dos participantes.


 


Diagnóstico


 


A falta de informações sobre o setor plástico da região pode deixar de ser entrave para a continuidade de projetos. Até outubro, a MaxQuim Consultoria conclui diagnóstico que vai mapear de 450 a 500 empresas da cadeia no Grande ABC.  O trabalho,  orçado em R$ 63 mil, está sendo rateado entre as empresas do Pólo Petroquímico, o Sebrae e  a  Abiplast. Trata-se de questionário composto por 100 perguntas que permitirá conhecer a realidade do setor e delinear ações futuras. A criação do Pólo de Moldes, outra ação do subgrupo da Câmara Regional esboçada desde abril do ano passado, só será definida após os resultados desse trabalho. O Pólo de Moldes, que anteriormente havia sido tema de workshop,  foi citado apenas superficialmente durante o evento.


 


Em relação à matéria-prima mais barata, a Piramidal Distribuidora de Termoplásticos acendeu a luz no final do túnel. A empresa de São Bernardo encampou a idéia da Central de Negociação e passou a oferecer condições especiais de compra para grupos de micro e pequenos empresários, que não têm poder para negociar diretamente com as centrais petroquímicas. Por enquanto, sete empresas beneficiam-se de descontos que variam de 5% a 7% num volume total de 70 toneladas mensais de   resinas. Como o potencial estimado é de 500 a 600 toneladas, os descontos podem ser ainda mais vantajosos. 


 


"Enxergamos a oportunidade como um novo negócio. Por isso, queremos ser o elo de sinergia entre a indústria do Grande ABC" --  explicou o diretor Wilson Cataldi. O seminário foi encerrado com palestra do jornalista Joelmir Betting, que inseriu o setor de plástico na macroeconomia mundial.


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