Vamos revelar nesta sexta-feira nas páginas digitais de CapitalSocial o maior escândalo imobiliário das praças, tendo como base informativa a Capital do Estado e denúncias reservadas na Província do Grande ABC. Um escândalo que a Imprensa não viu, o Ministério Público não capturou e as autoridades policiais provavelmente desconheçam porque até prova em contrário não são do ramo.
Ganhar dinheiro no mercado imobiliário alimentado por esse monstro de facilidades que mostraremos nesta sexta-feira é compulsório. Quem é do setor e participa da festa de arromba simplesmente se deleita. Quem não é do ramo mas se mete no ramo, certamente vai se dar bem porque é uma forma de capitalismo que faz a alegria dos especialistas e torna os amadores vencedores automáticos.
É claro que para o mercado imobiliário ganhar dinheiro com tamanha facilidade é indispensável parceria com o Poder Público, porque quem coordena e rege as normas de ocupação e uso do solo são os administradores eleitos pelo povo.
O Ministério Público à caça de delinquentes vai ter uma oportunidade mais que especial de esmiuçar as estranhas dos gestores municipais para ir muito além do que é permitido ao jornalismo, ou seja, farejar falcatruas que têm como protagonistas, em muitos casos, gente finíssima, gente que não cansa de sair nas colunas sociais e mesmo nas colunas de economia, gente a ditar regras éticas nas relações institucionais entre agentes privados e agentes públicos.
Quem conhece CapitalSocial sabe o quanto acompanhamos o movimento de setores vitais para o equilíbrio social, econômico e ambiental. O mercado imobiliário é uma fonte imensa de preocupação por tudo o que representa nessas três dimensões. Muito dos males crônicos de metrópoles como a Grande São Paulo de mais de 20 milhões de habitantes se dão porque a ocupação de espaços é uma mistureba de irresponsabilidade e ganância.
A banda podre do mercado imobiliário deita e rola, goza de imensos benefícios fiscais, tributários, ocupacionais, essas coisas, e depois lança na coluna de investimentos das prefeituras a conta de despesas com estruturas de recuperação viária para se adequar às novas demandas de mobilidade urbana.
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20/02/2026 BARCAÇA DA CATEQUESE E O GATABORRALHEIRISMO (21)