Imprensa

Eleições na OAB: o que os
concorrentes têm a dizer?

DANIEL LIMA - 27/10/2015

O que os candidatos à presidência de cada uma das unidades da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na Província do Grande ABC têm a dizer não só aos companheiros de jornada profissional mas, principalmente, à sociedade como um todo? Acho que têm muito a dizer desde que sejam devida e apropriadamente questionados. É o que faremos nos próximos tempos. Deflagraremos uma iniciativa que já deveria ter sido tomada há muito tempo. Explico as razões em seguida.


 


Trata-se do seguinte: regionalidade não se constrói apenas com corporativismo. Aliás, regionalidade não se constrói com corporativismo, embora o bom corporativismo, o corporativismo sadio, aberto, democrático de verdade, possa ser o ponto de inflexão a novas jornadas de transformações sociais coletivas. A própria OAB foi protagonista de iniciativas de cunho nacional que contribuíram para moldar a imagem extra-corporação.


 


Pretendemos ouvir a todos os candidatos. Queremos saber mesmo, de verdade, o que pensa cada concorrente. E o faremos da forma mais transparente, republicana e ética possível: as mesmas perguntas serão enviadas a todos os candidatos de cada Município. No caso de Santo André, por exemplo, onde há três chapas disputando a sucessão de Fábio Picarelli, todos responderão ao mesmo questionamento, inclusive com questões locais.


  


Agentes públicos


 


Vou preparar baterias de perguntas que tanto procurarão cercar o frango em terreno aberto de questões corporativas como buscarão eliminar qualquer tipo de dúvida sobre o posicionamento dos concorrentes em aspectos municipais e regionais. Esse é um modelo de interlocução com agentes que já são públicos – no caso dos dirigentes que concorrem à reeleição – ou se pretendem públicos, ao se inscreverem ao pleito. Ou alguém tem alguma dúvida de que, a partir da intenção formalizada de concorrer a uma instituição tão badalada como a Ordem dos Advogados do Brasil o candidato torna-se sujeito ativo de interesse público e, como tal, deve obrigações à sociedade?


 


Quem ainda não descobriu a maior obviedade desta Província, a obviedade de que esta revista digital não está no mercado editorial para avalizar artificialismos, terá mais uma oportunidade de conferir o quanto estamos aqui para cristalizar um nicho em que se testam permanentemente a inteligência, o compromisso e o desprendimento dos agentes sociais, econômicos e políticos.  Quem não resiste à curiosidade pública em forma de intermediação jornalística não pode pensar em dirigir nem mesmo um carrinho de feira livre -- porque sugerirá que tem algo a esconder. Como geralmente tem. Exemplos não faltam na praça. 


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