Praia Grande, na Baixada Santista, é o principal destaque do ranking de roubos e furtos diversos organizado pelo IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos) e que envolve o G-55, grupo dos 55 municípios economicamente mais importantes do Estado. Depois de amargar a penúltima colocação na edição de 2002, quando acumulou 2.896 casos para cada 100 mil habitantes, Praia Grande reagiu e saltou para o terceiro lugar na classificação geral, com 989 casos. Com isso, está entre os principais endereços menos atingidos por roubos e furtos diversos registrados pelas delegacias de polícia. Líder no ano passado, Embu, na Região Metropolitana de São Paulo, segue na frente com 848 casos por 100 mil habitantes, contra 835 do ano anterior. Araçatuba, na região Noroeste do Estado, ocupa a última colocação entre os 55 municípios, com 3.639 casos por 100 mil moradores.
A classificação dos 55 municípios no ranking de roubos e furtos diversos sofreu muitas alterações entre 2002 e 2003, conforme prova o quadro estatístico preparado pela Target Marketing e Pesquisas, empresa paulistana que atua em parceria com o IEME. Apenas Embu (1ª) e Sorocaba (35ª) conservaram posicionamento. Entre as que mais avançaram e reagiram contra os dois indicadores de criminalidade estão, além de Praia Grande, também as litorâneas São Vicente (de 29ª para a 8ª), Guarujá (de 33ª para 9ª) e São Sebastião (de 50ª para a 20ª posição). Não houve grandes quedas individuais entre os municípios que sentiram deterioração em furtos e roubos diversos. Limeira caiu do 21º para 34º lugar, Rio Claro do 31º para 41º, Jundiaí do 24º para 33º e Indaiatuba do 17º para 29º lugar.
Em números relativos, Praia Grande (com redução de 65,8%) e São Sebastião (-30,8%) são os municípios do G-55 que apresentaram os melhores resultados em 2003 quando comparados com 2002. Por isso subiram na classificação do indicador de roubos e furtos diversos como exemplos de eficiência de resultados. Inversamente, Louveira (aumento de 39,6%), Suzano (30,4%), Itu (33,2%), Indaiatuba (31,3%) e Limeira (38,4%) registraram os piores desempenhos e acabaram despencando no ranqueamento.
O IC (Índice de Criminalidade) integra o IGC (Índice Geral de Competitividade) do Instituto de Estudos Metropolitanos. Depois de anunciado o ranking de homicídios dolosos e agora de roubos e furtos diversos, o IEME anunciará amanhã o ranking de roubo e furto de veículos. O ranking geral do IC será divulgado sexta-feira.
O IC é associado ao IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado), ao IDS (Índice de Desenvolvimento Social) e ao IEM (Índice de Eficiência Municipal) para a definição do IGC (Índice Geral de Competitividade), indicador inédito que extratifica a realidade do G-55 com base em vários dos vetores que mais interessam aos investidores -- economia, finanças, criminalidade e dados sociais.
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18/02/2026 A VERDADE SOBRE O CARNAVAL REGIONAL