Com novos 210 mil caracteres, relativos a 30 textos, CapitalSocial alcançou nos primeiros oito meses desta temporada 265 inserções. Logo abaixo os leitores terão a oportunidade de rever, em forma de manchetes editadas, os assuntos sobre os quais nos debruçamos em agosto.
E vamos continuar a missão de oferecer aos leitores contraponto a tudo que temos na Imprensa regional. Muito mais que contraponto, aliás. Na maioria das situações o que apresentamos mesmo é embasamento analítico próprio de jornalismo autoral, ou seja, de quem se compromete com a importância de fugir do lugar comum da informação geralmente sem valor agregado – o tipo de informação que satisfaz aos predadores sociais, porque os predadores sociais querem continuar a fazer sucesso em meio à sociedade desorganizada.
Sei que não faltam leitores inteligentes, respeitosos, interativos, aos quais não preciso destrinchar o significado de certos termos usuais no jornalismo. Para estes, basta escrever e tudo está configurado numa partitura de entendimento interativo.
Entretanto, não falta também uma minoria organizada de maledicentes, de matreiros, de bandidos sociais, por assim dizer, que, sempre à espreita, pretendem dar versão completamente distinta dos fatos aqui esmiuçados. Há também os confessos ignorantes, cumulativamente à especificidade de bandidos sociais, canhestros em adjetivações pretensamente desclassificatórias.
Uma fórmula vitoriosa
Quando afirmo que aqui se pratica jornalismo com valor agregado, o que quero dizer é que a informação rasa não encontra espaço nesse terreiro planejado para exorcizar bobagens repassadas impunemente a outros veículos.
E a fórmula é tão vitoriosa, mas tão vitoriosa, que, basta ver, o sucesso do Observatório de Promessas e Lorotas, lançado aqui oficialmente em 2013. Até então, os prefeitos da região, alvos da inovação sem paralelo no País, deitavam e rolavam na mídia regional com enxurrada sede anúncios sobre série de projetos.
Quando perceberam que estavam a atirar nos próprios pés, ao não darem conta do recado das promessas e das lorotas, colocaram o pé no freio do marquetismo irresponsável e passaram a jogar na retranca do bom senso. Menos espalhafato, mais juízo administrativo.
O índice de novas investidas em forma de notícias sofreu grandes mudanças. E praticamente desapareceu nos últimos 12 meses. Os prefeitos entenderam que estavam a plantar em favor de adversários a semente da árvore que poderia servir de forca política e eleitoral.
Se o jornalismo nacional lançasse mão de ação semelhante, acompanhando severamente tudo o que os titulares de postos de comando público anunciassem à população, anexando os dados a uma planilha periodicamente consultada e analisada, e igualmente publicada em forma de análise, seria muito pouco provável que o extravagante festival de enganação sobrevivesse.
Cardápio variado
Voltando ao acervo desta revista digital, um dos 30 artigos que escrevi em agosto tratou do embaralhamento dos dados da pesquisa do Instituto Vox Populi sobre as eleições em Santo André. Fiz tomografia dos números. Como o fiz também da vulnerabilidade do mercado de trabalho no G-22, grupo formado pelos sete municípios da região e os 15 maiores do Estado, conforme o Índice CapitalSocial que criamos com parceiros de dedicação ao regionalismo.
Escrevemos também sobre o que poderá acontecer nas eleições em São Bernardo, onde o prefeito Luiz Marinho é considerado bom gestor na área social, mas péssimo administrador econômico.
Querem mais exemplos do que consideramos informação de valor agregado? Basta escolherem o que segue abaixo, na relação completa das matérias editadas em agosto. Estava esquecendo também que escrevi um artigo – e pretendo escrever pelo menos mais um – sobre os desdobramentos da desistência do advogado Fábio Picarelli de disputar a Prefeitura de Santo André, após abandonar o DEM em cima da hora.
Há vários pontos que precisam ser analisados no mínimo para que os leitores compreendam que o assunto não se esgotou com a retirada de um concorrente que fez o possível para se viabilizar à disputa municipal sem, entretanto, ganhar fôlego suficiente para sensibilizar o próprio partido ao qual se filiou no final do ano passado.
Vejam a relação de agosto:
17/08/2016 - Cadê as pesquisas eleitorais? O dinheiro está mesmo curto (Política)
01/08/2016 - Aidan Ravin e Grana provam que Santo André vai muito mal (Administração Pública)
02/08/2016 - Chegamos a 235 textos nesta temporada. Há quem deteste (Imprensa)
02/08/2016 - Marinho será derrotado por Dib na gestão fiscal de São Bernardo? (Administração Pública)
03/08/2016 - Habitação é um festival de horrores que Imprensa apoia (Sociedade)
04/08/2016 - Desencanto do eleitorado torna voto estimulado mais vulnerável (Política)
05/08/2016 - Pinheiro e Auricchio fazem disputa fiscal acirradíssima (Administração Pública)
05/08/2016 - Aidan-Picarelli: um casamento que vale-tudo eleitoral explica (Política)
05/08/2016 - Residencial Ventura: temos desafio à Imprensa regional (Imprensa)
08/08/2016 - Residencial Ventura: Semasa desafia Judiciário e MP reage (Sociedade)
09/08/2016 - Grana precisa levar espírito de cobrador ao Clube dos Prefeitos (Política)
10/08/2016 - Santaguita, engenheiro que não virou suco bigucciano (Economia)
10/08/2016 - Lava Jato imuniza candidatos do PT na região. Por enquanto? (Política)
11/08/2016 - O que vai emergir do Fórum dos Dirigentes do Ensino Superior? (Sociedade)
16/08/2016 - Picarelli acreditou que OAB garantia salvo-conduto a erros (Sociedade)
Total de 1980 matérias | Página 1
10/04/2026 ARCA DE NOÉ CONTRA O GATABORRALHEIRISMO (3)