Vem de longe, muito longe, o martelar de críticas à atuação do Clube dos Prefeitos do Grande ABC, oficialmente Consórcio Intermunicipal dos Prefeitos. Em dezembro de 1996 escrevi uma análise sobre a guerra fiscal interna que já se prenunciava (e que se consumou) na tomada de decisão de dois dos sete prefeitos eleições em outubro. Leiam os primeiros trechos (“Guerra fiscal pode complicar ainda mais a metropolização”) e, ao final, no link, o texto completo. Era a revista LivreMercado, antecessora de CapitalSocial, a confirmar a cada edição a condição de melhor publicação regional do País. “O que será do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, integrado pelas sete Prefeituras da região? A expectativa de que o desempenho desse que é o maior poder legal constituído no Grande ABC permitirá amarrar de estratégias e ações integradas, somando forças com o Fórum da Cidadania e com setores do governo do Estado decididos a compartilhar intervenções locais, pode frustrar-se com os prefeitos eleitos. Antes mesmo de assumirem, dois dos sete novos prefeitos, Luiz Tortorello (PTB) de São Caetano e Gilson Menezes (PSB) de Diadema, já anunciaram disposição de promover guerra fiscal interna na região, rebaixando unilateralmente alíquotas do ISS, Imposto Sobre Serviços. O pressuposto do Consórcio, da velha máxima dos Três Mosqueteiros, de um-por-todos-e-todos-por-um, parece deslocar-se mesmo para a antiga e anônima máxima popular do cada-um-para-si-e-Deus-para-todos”.
05/12/1996 - Guerra fiscal pode complicar ainda mais a metropolização
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