A Câmara Regional quer acelerar a aprovação da Carta do Grande ABC, documento que balizará as ações integradas entre o governo do Estado, administrações públicas, entidades empresariais, sindicais e sociais da região e também algumas áreas do governo federal. A Carta do Grande ABC praticamente definirá os passos institucionais, sociais e econômicos rumo à recuperação regional. Por isso, das 31 propostas inicialmente selecionadas para aprofundamento de análises, sobraram 17. Mas isso não significa -- garante Nelson Tadeu Pereira, coordenador executivo da instituição e secretário de Desenvolvimento Econômico e Emprego de Santo André -- que 14 proposições tenham sido atiradas no lixo.
Para dar ritmo mais forte à Carta do Grande ABC era preciso hierarquizar a potencialidade de consensos e de divergências do conjunto aprovado no seminário realizado em julho na Universidade Metodista. Escolheram-se então as 17 com vistas a programar a assinatura da Carta no mês que vem, adianta Nelson Tadeu. As demais, entre as quais está a polêmica planificação da atividade comercial, que necessariamente passa pelas contradições da abertura aos domingos, ficam para fase posterior.
A criação da Agência Regional de Desenvolvimento Econômico continua a ser o suporte da Carta do Grande ABC e, como tal, lidera a lista de prioridades dos 10 grupos de trabalho que atuam nas 17 proposições. Os demais pontos: constituição de um núcleo de marketing; Banco Regional Econômico e Social; estudos sobre as vocações para novos investimentos nas áreas industrial, de serviços e comércio; políticas setoriais voltadas para essas vocações; constituição de fundo de aval para empréstimos aos micros e pequenos empresários; geração de emprego por intermédio de redução tributária; plano regional de qualificação profissional; implementação do observatório de situações de emprego da Secretaria Estadual de Relações do Trabalho; mecanismos de compensação financeira para Municípios que estão em áreas de proteção dos mananciais; revisão da lei estadual que proíbe atividades industriais em área de proteção dos mananciais; plano regional de macrodrenagem; obras para o sistema Anchieta-Imigrantes, avenida dos Estados, Rodovia Índio Tibiriçá, ligação de Mauá com a via Anchieta e implementação do Rodoanel; movimento de erradicação do analfabetismo; circuito turístico do Grande ABC; plano regional de habitação e dispensa de burocracia para empreendimentos habitacionais municipais.
O reposicionamento quanto à lista das novas prioridades foi tomado em reunião da coordenação executiva, que volta a se encontrar neste início de setembro. Neste dia 8 será a vez do Conselho Deliberativo da Câmara do Grande ABC reunir-se. Trata-se da instância máxima da organização, que conta inclusive com participação do governador Mário Covas.
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18/02/2026 A VERDADE SOBRE O CARNAVAL REGIONAL