Com as quatro matérias que recuperamos do acervo da revista LivreMercado, completamos os destaques editoriais de outubro de 1998. Os textos foram transpostos às páginas digitais de CapitalSocial. Há relação umbilical histórica entre as duas publicações, construídas em plataformas diferentes. LivreMercado e CapitalSocial são frutos da mesma direção editorial. Instalar nas páginas virtuais de CapitalSocial tudo aquilo que entendo, nessa primeira etapa, como de interesse da sociedade do Grande ABC é mais que um prêmio a quem busca informações com valor agregado – é uma obrigação do responsável direto pelo grupo de jornalistas que legou esse manancial de conhecimento. Tanto LivreMercado quanto CapitalSocial são produtos inovadores no jornalismo regional brasileiro. O primeiro circulou por duas décadas. O segundo está a caminho de completar duas décadas.
Primeira matéria
O Grande ABC precisa juntar a comunidade para lutar pragmaticamente por uma causa comum. Não pode dar bola para a ideologia e deve ajudar o governo em vez de esperar que resolva os problemas. A proposta é de Cláudio de Moura Castro, economista brasileiro chefe da Divisão de Programas Sociais do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Cláudio de Moura Castro esteve no início de setembro em São Paulo para participar de seminário sobre a importância da educação no sistema de produção globalizado.
05/10/1998 - Pragmatismo para salvar Grande ABC
Segunda matéria
Um parque grande, relativamente capacitado, mas que não se conhece entre si, desconfia de qualquer ação que integre os fabricantes e, ainda, desenvolveu uma relação de amor e ódio ao Grande ABC. A indústria de plásticos da região é verdadeiro gigante acuado. São cerca de 600 empresas que empregam entre 12 mil e 15 mil pessoas (10% do setor no País) e que, justamente pelo volume de fabricantes e pela diversidade de produtos, acabam se atropelando em nichos iguais de mercado, não estabelecem diferenciais e concorrem apenas no item preço, sem falar que o ambiente empresarial é de desmotivação.
05/10/1998 - Diversificado, mas fora de sintonia
Terceira matéria
Sobre a mesa do prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, a minuta do projeto de lei de Uso e Ocupação do Solo suporta dedilhado ansioso da equipe que comanda a Operação Urbana Consorciada, enquanto aguarda a vez de ingressar na Câmara Municipal. A Operação Consorciada é uma aliança entre Poder Público e iniciativa privada e tem os olhos espichados para o calhamaço do Uso e Ocupação do Solo porque consta ali um dos principais dispositivos para acelerar a industrialização do Loteamento Coral, no Polo Industrial de Sertãozinho. Em meados do mês passado o Loteamento Coral rendeu conversas em altas rodas empresariais graças ao início das obras de infraestrutura. Os lotes mínimos de Sertãozinho fixados até agora em cinco mil metros quadrados serão reduzidos para mil metros quadrados com a aprovação da nova lei, tamanho mais que sedutor para instalação de pequenas e médias empresas.
05/10/1998 - Crescimento sob o embaraço da lei
Quarta matéria
A General Motors do Brasil investiu mais de US$ 350 milhões para produzir em São Caetano o novo Astra, que já está na rede concessionária. O lançamento provocou uma revolução de conceitos na GMB. A linha de montagem foi dimensionada para 80 mil unidades/ano do veículo, em dois turnos de trabalho. A preocupação com qualidade e o entusiasmo que tomou conta da empresa, principalmente na linha de montagem, tornaram o veículo uma das estrelas da marca. "Desde o desenvolvimento do projeto até a montagem final, todas as equipes se uniram em torno do objetivo de garantir a integridade do produto"-- afirma o diretor de Manufatura José Eugênio Pinheiro.
05/10/1998 - Novo Astra muda fábrica da região
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20/02/2026 BARCAÇA DA CATEQUESE E O GATABORRALHEIRISMO (21)