Regionalidade

Economia garante
a competitividade

ANDRE MARCEL DE LIMA - 05/12/2003

Qual é o Município mais competitivo do Estado de São Paulo? O IEME (Instituto de Estudos Metropolitanos), criado recentemente no Grande ABC, está preparando a resposta. Os dados envolvendo as 55 cidades mais importantes do Estado estão sendo organizados e divulgados pelo IEME em quatro cenários: econômico, financeiro, criminal e social. Por enquanto são 15 quesitos, mas novos indicadores continuarão a dar densidade às estatísticas. O IEME pretende anunciar ainda neste mês o IGC (Índice Geral de Competitividade). 

O que mais vai pesar na definição do Índice Geral de Competitividade das cidades paulistas é o IDEE (Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado), formado por cinco quesitos: Valor Adicionado, IPVA, Potencial de Consumo, Inclusão Digital e ISS. O IDEE entrará com 40% de peso ponderado. Com 30% de peso relativo, o IEM (Índice de Eficiência Municipal) também contribuirá decisivamente para a definição do IGC. Custo com o funcionalismo público do Executivo, gastos gerais dos Legislativos e receitas do IPTU são os quesitos do IEM. Mas novos dados serão acrescentados, segundo os conselheiros do IEME, reunidos no mês passado no Hotel Plaza Mayor, em Santo André, quando estruturaram o Índice Geral de Competitividade entre os 55 mais importantes municípios do Estado. 

O Índice de Desenvolvimento Social, ainda em fase de formulação, terá peso relativo de 20% na composição do Índice Geral de Competitividade. Formado por cinco quesitos, voltados para escolaridade, pobreza e saúde, o IDS a ser adotado vai derivar da adaptação dos dados do Mapa da Inclusão e Exclusão Social de professores da Unicamp. Completando a lista, o IC (Índice de Criminalidade), baseado em dados do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, envolve roubo e furtos diversos, roubo e furtos de veículos e homicídios dolosos. 

Para os conselheiros do IEME, a preferência por vetores econômicos e financeiros -- que representam 70% da composição do Índice Geral de Competitividade -- valoriza a geração de riquezas das cidades em sintonia com a responsabilidade gerencial dos administradores públicos. O consenso do encontro dos conselheiros foi claro: não haveria sentido em atribuir competitividade a um município sem levar em conta sua capacidade de acumulação e geração de riqueza econômica, além dos rigores do controle orçamentário público. 

Os 30% de peso relativo da soma dos índices sociais e criminais do IGC suplementam as duas temáticas no conjunto de competitividade que interessa diretamente aos investidores. Para Valmor Bolan, reitor da Faenac (Faculdade Editora Nacional) e um dos conselheiros do IEME, é a economia que conduz o desenvolvimento socioeconômico. "Daí, nada mais óbvio do que o Índice Geral de Competitividade girar em torno disso" -- afirmou. 


Dinâmica -- Entre as várias deliberações do Instituto de Estudos Metropolitanos, uma das mais importantes é a dinâmica metodológica e conceitual dos indicadores que sustentam o Índice Geral de Competitividade. É possível que os pesos relativos de cada um dos quatro indicadores específicos -- econômico, financeiro, criminal e social -- sofram alterações ao longo dos anos, porque os estudos estarão conectados ao contexto econômico e social das metrópoles.

Nesse ponto, é possível que o IEM (Índice de Eficiência Municipal) seja alçado à ponderação maior no Índice Geral de Competitividade se os custos do Estado nacional, em suas várias esferas, forem mais duramente vinculados à inércia econômica. Ou seja: o IEME é um laboratório atento às nuances e se consolida como referencial para entender melhor as íntimas relações entre economia e social.  


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