Regionalidade

G-22: São Bernardo é melhor
média da região em salários

DANIEL LIMA - 04/08/2022

Apesar dos acentuados estragos durante o governo da presidente Dilma Rousseff, São Bernardo está em quinto lugar no ranking da média salarial dos trabalhadores com carteira assinada em todas as atividades econômicas. Esta é a segunda rodada do ranking do G-22, o clube das maiores economias do Estado de São Paulo, exceto a Capital.  

São Bernardo ocupa a melhor posição do Grande ABC no G-22, numa competição que, além da área econômica, tratará também de vetores sociais e tributários. 

Nos 14 anos em que o PT comandou o País, São Bernardo perdeu 8.034 empregos formais na indústria. O equivalente a 16 fábricas (e não a apenas oito) da Toyota, que anunciou recentemente retirada do Município.  

Os resultados de atividades econômicas do G-22 começam a aparecer e serão aprofundados de forma prioritária nas próximas semanas.  

MOSAICO EM FORMAÇÃO 

O mosaico que pretendemos construir é evidente: mostrar que nada é por acaso no mundo da competitividade entre municípios. E que nada é melhor do que expor a realidade do Grande ABC ante concorrentes cada vez mais fortes na atração de investimentos produtivos. 

Santo André, quinta colocada na primeira rodada, que escrutinou a produtividade por trabalhador do setor industrial, desabou para a 17ª posição na composição do quadro que expõe o nível de rendimento médio de profissionais de todas as atividades. O resultado de Santo André está abaixo da média nacional. Mauá, quarta colocada no ranking anterior, caiu para o 15º agora. 

Quem se manteve em primeiro lugar após as duas primeiras rodadas é a pequena Paulínia, detentora de fortíssimo reduto químico e petroquímico. Por enquanto (o melhor é esperar novas rodadas que virão), Paulínia acumula dois primeiros lugares.  

CRITÉRIOS DE DISPUTA 

Na edição de amanhã vamos revelar o critério-base de classificação no G-22, que determinará a posição dos municípios no acumulado das rodadas.  

Os 20 maiores municípios do Estado reunidos no G-22 contam com efetivo de trabalhadores com carteira assinada de 3.441.323 milhões, de um total de 47,76 milhões no País. Esse total é relativo ao estoque de dezembro de 2019. O Ministério do Trabalho e Emprego deverá divulgar os dados detalhados de 2020 nos próximos meses.  

A defasagem temporal dificilmente alterará de forma expressiva a classificação que se segue tanto quanto a do ranking anterior e dos próximos vinculados ao emprego.  

A massa salarial dos municípios e as respectivas médias por trabalhador compõem um transatlântico em matéria de deslocamentos. 

MUDANÇA LENTA   

Há baixa velocidade de mudanças porque os dados são um acumulado histórico. Paulínia não é a primeira colocada nessa nova rodada, como não o foi na primeira rodada, por obra de movimentos abruptos. Tampouco qualquer outro Município. Quem se descuidou da economia municipal continuamente legou problemas aos sucessores.   

Do total do efetivo de trabalhadores no G-22, o Grande ABC de cinco representações participa com 730.604 carteiras assinadas, o que corresponde a 21,23% do grupamento. A média de trabalhadores por Município do G-22 é de 172.066. No caso do Grande ABC a média dos cinco municípios é de 146.121.  

MAIS DADOS  

As próximas rodadas do ranking econômico do G-22 seguirão a trilha do assalariamento nos municípios, mas a agenda se estenderá conforme determina a fórmula de medição do poderio da atividade.  

O que as duas primeiras rodadas mostram é que nem sempre há equilíbrio entre um resultado e outro. Ou seja: não é todo Município que se destaca em produtividade por trabalhador do setor industrial e na grade de assalariamento médio em todas as atividades econômicas.  

Santo André é um dos casos emblemáticos: quinta colocada em produtividade por trabalhador industrial, caiu para a 17ª posição no ranking de assalariamento médio em todos os setores.  

INDÚSTRIA INFLUI  

O resultado se deve ao fato de Santo André contar com um dos menores índices de participação do emprego industrial no conjunto de assalariados. Os valores médios dos salários industriais são quase que totalmente dominantes no G-22 em confronto com as demais atividades. Santo André não é o único caso de disparidade no ranking após duas rodadas.  

Também Taubaté sofreu baque, ao se posicionar em 16º lugar na média salarial geral e ao ocupar a terceira colocação em produtividade por trabalhador industrial. Mogi das Cruzes, respectivamente em vigésimo (média salarial geral) e oitava (produtividade por trabalhador industrial), São Bernardo (quinta e 16ª) e Guarulhos (décima e 18ª) revelam a mesma dicotomia, tanto quanto Campinas e Barueri.  

Ou seja: o estoque de emprego industrial em relação às demais atividades influencia para o bem e para o mal a classificação em cada ranking.  

Municípios que conciliam os dois vetores apresentam desempenho mais harmônico quando se observa as respectivas colocações nas duas primeiras rodadas.  

São os casos de Paulínia (primeira em produtividade e primeira na média salarial), Sumaré (sexta e quarta), Osasco (sétima e sexta), Jundiaí (nona e sétima), Piracicaba (décima e nona), Santos (11ª e 13ª) Sorocaba (14ª e 14ª) e São José do Rio Preto (vigésima e 19ª).  

O NOVO RANKING  

Veja o ranking de média salarial de todas as atividades econômicas conforme dados oficiais de 2019 do Ministério de Trabalho ---os mais atualizados no detalhamento por Município: 

1. Paulínia com média salarial geral de R$ 4.688,73, contando com 46.650 carteiras assinadas.  

2. Barueri com média salarial geral de R$ 4.353,77, contando com 275.570 carteiras assinadas. 

3. Campinas com média salarial geral de R$ 4.005,61, contando com 411.949 carteiras assinadas. 

4. Sumaré com média salarial geral de R$ 3.884,04, contando com 56.183 carteiras assinadas. 

5. São Bernardo com média salarial geral de R$ 3.839,67, contando com 258.124 carteiras assinadas. 

6. Osasco com média salarial geral de R$ 3.530,46, contando com 162.631 carteiras assinadas.  

7. Jundiaí com média salarial geral de R$ 3.476,24, contando com 171.931 carteiras assinadas. 

8. São José dos Campos com média salarial geral de R$ 3.418,89, contando com 182.177 carteiras assinadas. 

9. Piracicaba com média salarial geral de R$ 3.381,99, contando com 123.221 carteiras assinadas. 

10. Guarulhos com média salarial geral de R$ 3.363,97, contando com 341.395 carteiras assinadas. 

11. São Caetano com média salarial geral de R$ 3.345,59, contando com 109.344 carteiras assinadas.  

12. Diadema com média salarial geral de R$ 3.329,87, contando com 88.242 carteiras assinadas. 

13. Santos com média salarial geral de R$ 3.296,58, contando com 178.529 carteiras assinadas. 

14. Sorocaba com média salarial geral de R$ 3.244,08, contando com 198.658 carteiras assinadas.  

15. Mauá com média salarial geral de R$ 3.102,81, contando com 60.677 carteiras assinadas.  

16. Taubaté com média salarial geral de R$ 3.026,60, contando com 81.699 carteiras assinadas. 

17. Santo André com média salarial geral de R$ 3.001,52, contando com 214.217 carteiras assinadas.  

18. Ribeirão Preto com média salarial geral de R$ 2.984,04, contando com 235.784 carteiras assinadas. 

19. São José do Rio Preto com média salarial geral de R$ 2.840,10, contando com 142.230 carteiras assinadas.  

20. Mogi das Cruzes com média salarial geral de R$ 2.750,62, contando com 102.112 carteiras assinadas. 



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