Petroquímica é a indústria que se caracteriza pela utilização de frações resultantes do petróleo ou do gás natural que, por transformação química, dão origem a produtos básicos e intermediários. A partir destes, surgem produtos finais que são utilizados nas indústrias de processamento de plásticos, elastômeros, fibras e tensoativos, entre outras. Essa cadeia produtiva proporciona a obtenção de infinidade de produtos finais que substituem com enormes vantagens objetos elaborados com materiais tradicionais, como papel, vidro, couro, madeira, algodão, lã, seda, chumbo, latão, osso, vernizes naturais e muitos outros.
Substâncias obtidas pela indústria petroquímica estão incorporadas a produtos que fazem parte do dia-a-dia. Casos de pneus, câmaras de ar, peças e acessórios para veículos, componentes para computadores, medicamentos, esculturas, pranchas de surf, pára-quedas, cosméticos, fibras para tecidos, telefones, capacetes, roupas, luvas e outros acessórios de trabalhadores, capotas de planador, engradados para garrafas, brinquedos, caixas para aparelhos de rádio e televisores, detergentes, tintas e muito mais.
Na área de alimentação, a petroquímica contribui principalmente sob duas formas: na produção e na conservação. Na produção, destacam-se fertilizantes e defensivos agrícolas. E na conservação, além de diversificadas formas de embalagens, conta-se grande número de substâncias utilizadas para preservar conservas e enlatados, que vão desde os plásticos de embalagens aos gases empregados nos congeladores.
As matérias-primas convencionais para a indústria petroquímica são o gás natural e as frações recuperadas, as naftas, os gasóleos, os gases residuais de refinaria e os resíduos líquidos provenientes do processamento do petróleo ou óleo de xisto. Existem outras fontes não petroquímicas de matérias-primas originárias da carboquímica e da álcool-química. Isto quer dizer que vários produtos conhecidos como de origem petroquímica podem ser fabricados a partir do carvão ou do álcool etílico obtido da cana-de-açúcar, da mandioca e de outras culturas.
Com toda sua importância, a petroquímica utiliza pequena parcela do petróleo consumido: cerca de 6% como matéria-prima e mais cerca de 3% para necessidades energéticas. O restante do petróleo é utilizado como combustível para automóveis, caminhões e locomotivas a diesel, navios, aviões e para produção de energia ou calor de aproveitamento doméstico ou industrial. Tudo isso significa que, em vez de queimar a pequena parcela do barril de petróleo que lhe cabe, a petroquímica lhe agrega valor unitário oito a 10 vezes superior ao de sua matéria-prima petrolífera. Constitui-se, assim, na utilização mais nobre do petróleo, transformando-o em bens duráveis e a preços mais acessíveis.
A indústria petroquímica permite até mesmo a economia de petróleo e energia, quando os manufaturados a partir de produtos petroquímicos substituem os mesmos artefatos elaborados com matérias-primas tradicionais, como papel, vidro, couro, madeira e tantas outras.
As tubulações de PVC são exemplo clássico dos benefícios da petroquímica, a começar pela própria economia de matéria-prima. A energia gasta para produzir determinada quantidade de tubos de PVC é bem menor do que a que seria necessária para fabricação de igual quantidade de tubos de aço ou chumbo. Além de preços baixos, as tubulações de PVC oferecem outras vantagens, como facilidade de manuseio, menor peso e montagem, durabilidade e outros fatores que tornam possível reduzir bastante o custo das instalações hidráulicas em habitações e saneamento básico.
A indústria petroquímica é usualmente subdividida em três segmentos. A de primeira geração utiliza matérias-primas provenientes do petróleo, principalmente nafta ou gás natural, e as transformam em produtos petroquímicos básicos, dos quais os principais são eteno, propeno, butadieno, benzeno, tolueno, xilenos, metanol e amônia. As indústrias de primeira geração são comumente chamadas de centrais de matérias-primas. As indústrias de segunda geração sintetizam, a partir de produtos básicos, os intermediários. Casos de estireno, caprolactama (para produção de nylon), o diisocianato de tolileno — TDI (para obtenção de poliuretanas), tereftalato de dimetila — DMT (para produção de poliéster), entre outros, e também produtos finais como polietilenos de alta e baixa densidade, poliestireno, borrachas sintéticas, policloreto de vinila-PVC, polipropileno, entre tantos. A indústria de ponta, de terceira geração, parte de produtos intermediários e finais e confecciona artigos para o consumo público.
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