O Grande ABC legado pelo PT Federal que teve Dilma Rousseff como presidente catastrófica na recessão de 2015-2016 perdeu o equivalente a 149 fábricas da Toyota de empregos industriais com carteira assinada em seis anos, entre 2015 e 2020.
A Toyota está deixando São Bernardo sob alarme geral. Mal sabem os negligentes e omissos que o buraco é bem mais embaixo. E não é de hoje.
O estardalhaço da mídia com nova debandada de dístico corporativo famoso subestima uma realidade que vem de longe: há profusão de pequenas e médias indústrias que desapareceram do Grande ABC em forma de evasão a outros endereços e também por conta de insolvências.
Mais uma vez me debruço no período de seis anos do maior desastre da histórica econômica do Grande ABC, superando os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1996 e 2002.
UM QUINTO DO PIB
De fato, e para valer, esse período se limita sobretudo aos dois anos finais da presidente Dilma Rousseff. Os quatro anos seguintes foram muito menos tormentosos. Mesmo com o Coronavírus pedindo passagem ao provocar enxurrada de mortes e paralisia econômica.
Sempre tendo como base o ano de 2014 e se encerrando os dados em 2020, conforme o mais recente PIB dos Municípios Brasileiros (com dois anos de atraso na divulgação), decidi vasculhar os danos provocados pela queda do PIB de 22,oo% no período.
Isso mesmo: o PIB do Grande ABC perdeu um quinto do valor nos seis anos investigados – e isso se deu quase integralmente nos dois anos derradeiros de Dilma Rousseff.
PIB E EMPREGO
No mercado do trabalho a perda de 149 unidades da Toyota em forma de trabalhadores explica pronunciadamente a queda geral do PIB do Grande ABC no período. Uma coisa leva à outra e as duas coisas levam à bancarrota.
A massa salarial representa em média quase 40% da construção de riqueza em forma de PIB. Quem perde emprego com tamanha fluência e contundência está fadado a colecionar números dantescos.
O Valor Adicionado industrial é muito mais intenso que nos demais setores. A indústria gera riqueza mais consistente na forma de transformação de matéria-prima em produto final. Toda vez que se move uma cadeia produtiva, o PIB é acionado.
Fiquei em dúvida se contabilizava como resultado do desastre de Dilma Rousseff a perda total de 81.989 empregos industriais formais num período que foi além dos dois anos (2015-2016) da petista.
De fato, visto restritivamente, foram eliminados 67.814 empregos industriais formais no período de dois anos dilmistas, o equivalente a 123 fábricas da Toyota em forma de salários.
Decidi estender o prejuízo total ao governo de Dilma Rousseff. Os estragos se espalharam nos anos seguintes entre outras razões porque desorganizaram a economia nacional.
A petista provocou metástase no organismo econômico regional, sobretudo no setor industrial dependente em larga escala da Doença Holandesa Automotiva. Males feitos hoje perduram por muito tempo.
CONTAMINAÇÃO GERAL
Os quatro anos suplementares aos dois últimos anos das barbeiragens de Dilma Rousseff foram contaminados pelas barbeiragens de Dilma Rousseff. A repetição dos efeitos é intencional. Incluo na contabilidade até mesmo o primeiro ano do Coronavírus, relativamente menos impactante que as estripulias de Dilma Rousseff.
O desempenho produtivo da indústria automotiva nacional é sempre um alerta à economia do Grande ABC. São Bernardo, Diadema e São Caetano dependem demais da atividade, que também se esparrama aos demais municípios locais, embora de maneira menos agressiva.
PRODUÇÃO AUTOMOTIVA
Em 2014, a produção nacional de veículos de passeio, utilitários, caminhões e ônibus registrou 3,146 milhões de unidades. Já nos 12 meses de 2016, a produção caiu para 2,15 milhões. Uma queda de 32% em 24 meses – 2015-2016. Em 2020, última etapa dessa análise, a produção registrada não passou de 2,014 milhões. Um pouco abaixo, portanto, de 2016 -- mesmo com o Coronavírus nas praças vigiadíssimas, quando não arbitrariamente interditadas.
Os números diretamente relacionados a Dilma Rousseff são esclarecedores: nos dois anos escrutinados em que esteve no Palácio do Planalto foram 82,71% do total da destruição de empregos formais nas fábricas da região, ou 67.814 da baixa geral de 81.989 registrada na linha de chegada de 2020. A contaminação é inerente ao desastre central.
O Brasil como um todo e o Grande ABC em particular não conseguiam, ainda em 2020, sair da enrascada de desequilíbrios fiscais.
GASTANÇA GERAL
Então ficamos assim: quase toda a responsabilidade pelos números de queda do emprego industrial no Grande ABC (e do PIB de maneira geral, alvo de análise que já produzi) se deve ao PT Federal de Dilma Rousseff.
Tudo isso com boa dose de contribuição do governo Lula da Silva. O petista esticou a corda de gastança num período em que o Brasil cresceu movido a commodities. Foram gastos estruturais para receitas temporárias. Dilma Rousseff pagou o pato ao tentar resgatar a intervenção do Estado na Economia.
A emenda do arcaísmo ficou pior que o soneto do populismo.
Em 2014, último ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, o Grande ABC contava com 258.550 trabalhadores industriais com carteira assinada. Quando 2016 chegou ao fim (Dilma Rousseff perdeu o cargo em maio, mas as políticas econômicas mantiveram repercussões) o estoque na indústria de transformação apontava 190.736 mil carteiras assinadas.
Quando terminou o ano de 2000 (a análise se mantém nesse intervalo de tempo, 2015-2020, com base em 2014) o estoque de trabalhadores caiu para 176.561 carteiras assinadas.
INDIVIDUALIZAÇÃO
Na edição de amanhã vamos destrinchar os dados de emprego industrial no Grande ABC tendo como base a individualização dos sete municípios.
Vamos explicar, por exemplo, o placar de mortandade de carteiras profissionais durante os seis anos.
No conjunto regional, perderam-se 31,54% dos empregos do setor ao longo desse período. Isso significa que três de cada 10 trabalhadores industriais foram expurgados do setor.
Qual foi a participação dos sete municípios tanto em números absolutos quanto em números relativos?
Os números absolutos costumam pregar peças. Números absolutos são o resultado final de saldo positivo ou saldo negativo. Já os números relativos correspondem à proporcionalidade de perda de carteiras assinadas em relação ao estoque da fita de largada de referência.
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04/02/2026 OSASCO E VIZINHANÇA GOLEIAM GRANDE ABC