Um total de 33% dos integrantes do Conselhão Regional da revista digital CapitalSocial já respondeu à segunda enquete preparada para diagnosticar o posicionamento de formadores de opinião da Província do Grande ABC sobre a candidatura de Regina Maura Zetone à Prefeitura de São Caetano, apoiada pelo prefeito José Auricchio Júnior. Composto por 126 profissionais de diversas áreas, o Conselhão Regional é uma instância de monitoramento de temáticas regionais. A primeira enquete envolveu cenários que opunham razões de a região merecer a denominação de “Grande ABC” e de “Província do Grande ABC”, adotada desde 18 de julho por CapitalSocial. Deu “Província do Grande ABC” com 83% de preferência.
A enquete que envolve a candidatura de Regina Maura Zetone vai muito além de aspectos político-eleitorais no sentido personalizado da expressão. Trata-se de algo mais profundo: saber com os formadores de opinião selecionados por CapitalSocial interpretam o lançamento à escolha popular de uma mulher ao cargo máximo da Administração Municipal numa São Caetano reconhecidamente conservadora. Os três enunciados de CapitalSocial abordam a questão de gênero como altamente relevante, equilibradamente relevante e pouco relevante à definição do eleitorado. A associação de Regina Maura Zetone com Dilma Rousseff é compulsória porque pesquisas preliminares, além de iniciativas semelhantes de cunho nacional, detectaram
Veja os três cenários da nova enquete de CapitalSocial:
A candidatura de Regina Maura Zetone é uma articulação de marketing do prefeito José Auricchio Júnior, detentor de alto nível de aprovação popular. Regina Maura Zetone está na disputa principalmente por questão de gênero, apesar da reconhecida competência técnica. Regina Maura será embalada subliminarmente pela presidente Dilma Rousseff, com recorde de aprovação popular, superando inclusive Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso em tempo semelhante de governo. A candidatura de uma mulher numa sociedade conservadora e patriarcal como a de São Caetano não é, portanto, uma jornada cega. Muito pelo contrário: é a segurança de que a imagem de austeridade, responsabilidade e compromisso com a ética pública, observada na aprovação de Dilma Rousseff, poderá ser repassada em larga escala à indicada do prefeito de São Caetano. Regina Maura é a expressão da competência feminina num mundo político congestionado por homens.
A candidatura de Regina Maura Zetone é a associação de qualidades técnicas da escolhida pelo prefeito José Auricchio Júnior com a imagem pública da presidente Dilma Rousseff. Há um equilíbrio subjacente que envolve as razões do processo de escolha de Regina Maura Zetone. Nem tanto ao mar do sucesso de Dilma Rousseff como suporte à candidata do Paço de São Caetano nem tanto à terra de que a decisão teria se fixado basicamente nas atividades de superassessora que Regina Maura Zetone desempenha na Prefeitura. É do equilíbrio entre o real, ou seja, da prática funcional da candidata, e da imagem positiva de uma mulher no poder máximo da República, a preferência indicativa do grupo comandado pelo prefeito.
Fundamentalmente, a escolha de Regina Maura Zetone para concorrer à Prefeitura de um Município conservador e patriarcal se deve às qualidades técnicas, políticas e pessoais da candidata, detectadas pelo seu entorno político, comandado pelo prefeito José Auricchio Júnior. Por mais que a presidente Dilma Rousseff seja largamente aprovada pela população brasileira, não se pode, de forma alguma, confundir as bolas. Prefeitura é uma coisa, Presidência da República é outra. Não há motivos para fundir as imagens de duas mulheres em cargos tão distintos. Trata-se apenas de coincidência. Regina Maura seria concorrente mesmo se Dilma Rousseff não houvesse ganhado a eleição presidencial ou se eventualmente não desfrutasse de indicadores tão festejados.
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