Sociedade

Leiam comentários de conselheiros
que se manifestaram em enquete

DANIEL LIMA - 05/06/2012

Metade dos integrantes do Conselhão Regional que se manifestaram na segunda enquete preparada por CapitalSocial expressou pensamento em forma de escrita, autorizando a divulgação. Foram 21 comentários enviados à Redação de CapitalSocial. A enquete apontou que a viabilidade da candidatura de Regina Maura Zetone, em São Caetano, depende em baixa proporção da imagem da presidente Dilma Rousseff, principalmente quanto ao aspecto de gênero, de ser mulher.

Prevaleceu maior percentual de conselheiros que optaram pelo enunciado que coloca Regina Maura na condição de eficiência técnica com forte influência do sucesso da Administração do prefeito José Auricchio Júnior. Mas também uma parcela relativamente elevada preferiu uma combinação das qualidades da candidata com as virtudes de Dilma Rousseff. Leiam os depoimentos:


 


Cecília Maria Batista da Silva, Advogada: É obrigação do gestor público ser competente. É exigência do cargo público não só a imagem, mas a atitude de austeridade, responsabilidade e compromisso com a ética pública. Os demais gestores da cidade não são assim? São diferentes disso? É apenas um momento da moda gestora pública lançada pela Dona Dilma, aliás, outra utopia dos idos Lulistas? Estamos nos tornando um imenso senado? Oh! Céus! A única certeza que tenho é que, se raspar, perde o verniz, perde o brilho. A tal da cidade de Primeiro Mundo é tão vilarejo (ou Província, como preferir), quanto o restante dos demais municípios de São Paulo, com a diferença de um trabalho de marketing voltado a criar a falsa imagem de "falta de problemas públicos". 


 


Marcos Buim, Advogado: Entendo que se o Município até aqui vem sendo conservador e patriarcal. Foi por falta de candidata do sexo feminino com competitividade e pré-disposição de participar do pleito e eleger-se sem nenhuma conotação pejorativa o fato de até então nossos dirigentes serem do sexo masculino. A evolução cultural para a igualdade é lenta de fato, mas vem cumprindo o seu papel, respeitadas as particularidades, em todo o globo, conforme passam-se as gerações.


 


Pedro Nelson Roesler, Consultor empresarial: Regina Mara não precisa se espelhar na presidenta Dilma, pois pelo que vejo ela tem qualidades para assumir a gestão municipal, desde que não bata de frente com o Legislativo, atuando de forma política e em conformidade com seu programa de governo. 


 


Edson Sardano, Consultor em segurança: A eleição em São Caetano é, antes de mais nada, uma avaliação da popularidade e do poder do atual prefeito. Os demais fatores são de pouca relevância.


 


Rodrigo Marcon Alves, Consultor político: Acredito que do ponto de vista de marketing político, de análise de pesquisas qualitativas, acompanhamento das tendências populares e outras ferramentas, o gênero contribui não somente por conta de reflexão da aprovação da presidente Dilma, mas também pelo perfil de Regina Maura como mulher que não trará um choque de gestão na cidade que ostenta níveis altíssimos de aprovação do prefeito José Auricchio. Em resumo, ela seria para Auricchio o que Dilma foi para Lula.


 


José Cláudio Fernandes, Funcionário público: São Caetano é uma cidade fechada em relação às outras e no tocante às mazelas e maquinações políticas; porém acredito que a candidatura de Regina Maura nada tenha a ver com a presidente Dilma Rousseff. São Caetano não é uma cidade de aculturados. Duvido que, principalmente a camada de menor ou nenhuma cultura, eleja alguém relacionando-o com a imagem de Dilma Rousseff.


        


Marlene Dezzunte, Consultora: A candidatura da Regina Maura não deve ser espelhada na presidente Dilma. As duas são guerreiras, mas a mulher tem que conquistar espaço pela competência e caráter, independente se na presidência há um homem ou uma mulher.


 


Valmor Bolan, Sociólogo e educador: A candidata demonstrou inegáveis qualidades como gestora. Auricchio tem excelentes índices de aprovação. Diria que não existe ampla identidade ideológica entre o prefeito e Dilma e nem da candidata com Dilma. Não diria também que são Caetano tem prevalência de uma estrutura patriarcal, mas conservadora, sim. Mesmo porque as prefeituras conservadoras tiveram boa aceitação seguidamente no Município. Pensem bem: não será o voto conservador mais racional e mais pautado por razões de interesses?


 


Amâncio da Cruz dos Santos, Advogado: Política partidária é questão de oportunidades -- a candidata conhece a funcionalidade da máquina administrativa pela vivência em cargo publico, tem qualidades mais que suficientes para exercer o cargo. A postura de austeridade da presidente defere autoridade para políticos de sexo feminino terem maior aceitação dos eleitores e maior chance de vitória.


 


Wagner Alves Rodrigues Espelho, Gerente de vendas: Apesar de não conhecer o trabalho de Regina Maura e a situação política de São Caetano, optei pela segunda alternativa juntando a capacidade com a postura feminina da Presidência da República.       


 


Sérgio Antonio Garavati, Advogado: Entendo que tanto o Lula como o Auricchio poderiam escolher quem quer que fosse. O mais importante para o êxito da campanha será a transferência do prestígio político.  A presidente Dilma jamais seria eleita sem o apoio de Lula. Ou alguém tem alguma dúvida? Entendo que o mesmo ocorreria com a doutora Regina.  Assim,  qualquer escolhido receberá do prefeito Auricchio todo seu cacife político,  e, principal e lamentavelmente, todo apoio da máquina administrativa. Afinal, São Caetano fica no Brasil,  sede mundial da corrupção e do apadrinhamento político. Lógico, que também deve ter pesado ao prefeito em sua escolha, data vênia máxima da doutora Regina, apoiar alguém que certamente não atrapalhará seu futuro político.  


 


Elísio Peixoto, Corretor de seguros: As características intrínsecas da forma de se construir e fazer política em São Caetano são bem distintas das demais cidades do Grande ABC e sobretudo dos demais municípios brasileiros. Nossa cidade é pequena e apesar de jovem, 135 anos, tem enraizado em seu desenho social matizes conservadores, porém com comportamentos de uma sociedade de Primeiro Mundo. Gestora pública há mais de 20 anos e respeitada médica, Regina Maura será conduzida à continuidade administrativa por um grupo político que conquistou o poder há 30 anos, pelo fato de corresponder não somente à identidade mas aos anseios de uma população exigente no que diz respeito à preservação das conquistas e dos eficientes serviços públicos disponíveis. As qualidades técnicas, pessoais e políticas de Regina Maura são inquestionáveis e sua escolha como pré-candidata ao Poder Executivo não carrega relações com Dilma Rousseff, apesar de feliz coincidência, pois as mulheres representam o presente e o futuro das organizações públicas e particulares no mundo todo. São os novos ventos que assopram e trazem beleza, sensibilidade e capacidade das mulheres.


 


Fabiano Machado dAvila, Engenheiro industrial mecânico: Competência técnica foi decisiva para a escolha da candidata. O sucesso de mulheres em postos de autoridade pública, seja no Executivo (Margaret Thatcher, Ângela Merkel, Dilma Rousseff) ou Judiciário (Eliana Calmon), por exemplo, apenas corroboram a decisão acertada e eliminam pelo menos em parte o preconceito na hora do voto. A mulher já conquistou seu espaço, com virtudes e defeitos, assim como o homem, em condição de igualdade. Um administrador público jamais deveria pautar ou ter gestão avaliada apenas por seu gênero, cor de pele ou credo, nem tampouco deve ser critério de decisão do eleitor.


 


José Alberto da Silva, Educador: Sem sombra de dúvida, o prefeito de São Caetano está utilizando uma estratégia de marketing. Afinal, tem alto índice de aprovação popular em um Município que estatisticamente apresenta números positivos. (Não esqueçamos que não meras estatísticas, e essas por sua vez não revelam toda a verdade). Mas por que afirmo que é uma estratégia de marketing? Ora, vivemos novos paradigmas. A mulher tem conquistado cada vez mais espaço em todas as esferas da sociedade. E também na política. É claro que no Brasil é inédito uma mulher no mais alto escalão do Poder Executivo. Hoje temos uma Chefe de Estado, a presidente Dilma Rousseff. Sabemos que até então ela vivia certo anonimato. Somente depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeá-la ministra-chefe da Casa Civil é que ficou realmente conhecida. E a proposta de autodenominá-la “Mãe do PAC” colou. Tanto que hoje temos uma presidente. “Não importa a cor do gato, desde que pegue o rato”, já dizia o líder da China Deng Xiao Ping. Não importa se teremos um candidato ou uma candidata; o importante é que tanto um quanto outro execute a sua função.          


     


Luiz Antonio de Carvalho, Consultor de empresas: "É a mais preparada. É competente, conhece muito bem a cidade e os seus problemas. É comprometida com as pessoas. E é Mulher. Muda o cenário político, mas, principalmente, o jeito de governar e, óbvio, a história política da cidade."


 


Rosangela Maria Negrão, Advogada: Acredito na capacidade técnica da doutora Regina Maura porque, na qualidade de funcionária pública concursada que é, como médica, posteriormente como assessora especial, conhece como nenhum outro a nossa cidade. Além da sensibilidade de médica e mãe que é, lhe trará muitos qualificativos para fazer uma gestão humanizada e próxima do povo. É isto que o morador daqui deseja!


 


Fabio Zancheta, Empresário: Não acredito que a escolha da candidata Regina Maura Zetone seja baseada apenas em espelho bem sucedido da presidente Dilma Rousseff. Acredito sim na qualidade técnica e experiência adquirida pela candidata à Prefeitura. Aproveitar o cenário nacional para dar vigor e sustentação moderna a essa candidatura não é pensar errado e, ao que me parece, foi realmente um tiro certo.


 


Ricardo Alvarez, Educador: Entendo que São Caetano é a cidade do Grande ABC onde a popularidade de Lula e Dilma Rousseff menos interfira na sucessão municipal, mesmo com eventuais simpatias localizadas. A visão provinciana, de “ilha de prosperidade” impressa ao longo de décadas de domínio político conservador, imprimiu uma lógica calcada no isolamento. Evidente que nada que se sustente diante de uma eventual saída da General Motors da cidade (todo morador de São Caetano deveria assistir “Roger e Eu”, de Michael Moore). Creio que as coisas serão resolvidas mais influenciadas pelas condições locais do que por um debate nacional transposto às condições locais.


 


Fabio Vital, Arquiteto: Creio que o prefeito deva ter ponderado certamente as questões técnicas e também de marketing frente aos concorrentes e eventualmente considerando o terreno aberto a essa possibilidade. Certamente a popularidade da presidente Dilma fortalece e com méritos a ala feminina, que merece ter espaço político e apresentar competência. Há de se lembrar também que tivemos mulheres em cargos importantes como chefe de governo de Estado e ministra recentemente com desempenhos e avaliações diversas por parte do eleitorado, o que mostra que somos todos seres humanos, passíveis de erros e vulneráveis à vaidade e a outros interesses. Particularmente, busco separar o gênero da competência -- se bem que a ala masculina e as gerações inclusive consanguíneas têm dado muitas vezes nojo.


 


Luís Miguel Casas Freile, Engenheiro: Acredito que é apenas a utilização da figura da mulher que está em evidência na política, apesar de não podermos questionar a competência da candidata sem um devido teste. Essa prática será usada até a exaustão.


 


Valter Adalberto, Auxiliar administrativo: Entendo que a candidatura de Regina Maura Zetone à Prefeitura de São Caetano está se mostrando uma das decisões mais inteligentes nos últimos tempos do ponto de vista político, por conseguir aliar carisma, competência, liderança e popularidade, que, diga-se de passagem, há muito tempo está em falta no quadro de representantes dos executivos municipais. Não tenho dúvidas de que está surgindo a candidatura tão esperada para liderar e encaminhar as discussões dos temas que a população tanto necessita ver solucionados. A população pode voltar a ter esperança.


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