Economia

Residencial Ventura é mesmo uma
bomba da Cyrela e dos De Nadai

DANIEL LIMA - 26/01/2011

Nos próximos dias vou escrever mais um ou outro capítulo sobre algo a que me dediquei intensamente num passado recente: a denúncia de que o Residencial Ventura, construído no coração do Bairro Jardim, em Santo André, é premonitório na grife que lhe atribuíram, porque de fato é uma aventura de forte risco ambiental. É um potencial Barão de Mauá dos ricos, referência ao condomínio popular do Parque São Vicente, em Mauá, que completou 10 anos de tragédias e infortúnios sem que os responsáveis tenham sido efetivamente penalizados.


Destinado à Classe Média, com valor por apartamento especulado em torno de R$ 700 mil, o Residencial Ventura não encontrou tantos compradores quanto imaginavam os empreendedores, a Incorporadora Cyrela e a família De Nadai, liderada pelo empresário Sérgio De Nadai. Não está enganado quem associar Sérgio De Nadai ao escândalo das marmitas da rede educacional de São Paulo. Trata-se do mesmo personagem, frequentador assíduo de rodinhas de pretensas celebridades que fazem doações de Natal a carentes sociais. Emocionante demais.


Quero distância de qualquer coisa que lembre morar no Residencial Ventura. Os documentos de que disponho e as novas informações que pretendo obter na apuração do Ministério Público do Meio Ambiente de Santo André vão nocautear os argumentos falaciosos e pretensamente intimidatórios dos prevaricadores em questão. O advogado que escalei para cuidar do assunto foi retirado do processo porque parecia pronto para tudo, menos a me informar sobre os avanços das investigações do Ministério Público.


O silêncio do restante da mídia regional só comprova o quanto os mercadores imobiliários têm força de coerção publicitária disfarçada de investimento em marketing. Não fosse assim, entre outros pontos, Milton Bigucci, presidente da entidade que supostamente representa o setor, embora não conte com apoio algum dos pequenos e médios empreendimentos, não seria o que é. E o que Milton Bigucci é? No mínimo, no mínimo, omisso em responsabilidade social. Já imaginaram se ele fosse presidente do Conselho Federal de Medicina e reagisse da mesma forma diante de uma denúncia de gravidade como a que está entregue ao Ministério Público de Santo André? Como esperar algo diferente se o dirigente perpétuo da Acigabc manteve-se no cantinho de espectador também em relação ao caso do Barão de Mauá, o original?


Leia mais matérias desta seção: Economia

Total de 2006 matérias | Página 1

08/04/2026 GILVAN ENFRENTA UMA GUERRA DE 65 DESAFIOS
07/04/2026 QUEM VAI PAGAR OS DANOS DO RODOANEL?
26/03/2026 REDUÇÃO DE IMPOSTOS É MESMO BOA NOTÍCIA?
25/03/2026 É IMPROVÁVEL GILVAN PERDER PARA PAULINHO
18/03/2026 MENOS RICOS E CLASSE MÉDIA NESTE SÉCULO
17/03/2026 PIB INDUSTRIAL: UM DESASTRE NO SÉCULO
12/03/2026 PIB PÓS-LULA DESABA 32% NO GRANDE ABC
11/03/2026 CLUBE SINDICAL ESTÁ PERDIDO NO TEMPO
09/03/2026 CLUBE ECONÔMICO TAMBÉM É FRACASSO
05/03/2026 DEMARCHI E O VEXAME DOS 100 MIL EMPREGOS
19/02/2026 EMPREGO INDUSTRIAL VAI CHEGAR À META?
04/02/2026 OSASCO E VIZINHANÇA GOLEIAM GRANDE ABC
03/02/2026 LULA ZERA ESTRAGO DE DILMA APÓS NOVE ANOS
29/01/2026 NÃO RIAM: COLÔMBIA É A GRANDE SAÍDA REGIONAL
22/01/2026 METRÔ PODE REPETIR DANOS DO RODOANEL
19/01/2026 UM SINDICALISTA COM A CABEÇA NO PASSADO
15/01/2026 IPTU AVANÇA SOBRE FORTE QUEDA DO ICMS
13/01/2026 IPTU EXAGERADO INIBE ECONOMIA REGIONAL
12/01/2026 GALPÃO E PÁTIO NÃO MUDAM GRANDE ABC