Faça a conta do emprego com carteira assinada no setor de construção civil nos últimos 12 meses encerrados em maio último e separe São Bernardo, capital econômica da Província do Grande ABC, dos demais seis municípios. O resultado final é mais uma prova de que o entorno da indústria automotiva que desaba no Município que mais veículos produz no Brasil não tem fronteiras. Sozinha, com 2.198 baixas de trabalhadores, São Bernardo superou em 30% o conjunto formado por Santo André, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que totalizaram 1.521 demissões. Ou seja: das 3.719 perdas de postos de trabalho na construção civil, São Bernardo respondeu por 59,10%. Um número bem acima da participação de São Bernardo no PIB (Produto Interno Bruto) desta Província, que não ultrapassa a 40%.
São Bernardo perdeu entre junho do ano passado e maio deste ano 16,79% de empregos com carteira assinada na construção civil.
Nenhum Município do G-22 sofreu tantas perdas. G-22 é um grupo de municípios selecionados por esta revista digital, dos quais sete são representantes da Província do Grande ABC e os demais, o G-15, conta com as maiores economias do Estado, exceto a Capital de São Paulo. Quem mais se aproximou individualmente de São Bernardo no balanço negativo da construção civil foram Campinas (15,04%), Paulínia (15,62%) e Sorocaba (15,01%).
Poucos escaparam
Nenhum outro Município da Província sofreu tanta perda como São Bernardo. Mais que isso: Diadema, Mauá e Ribeirão Pires acumularam saldo positivo. Pouco, mas acumularam. Diadema aumentou em 80 postos de trabalho o estoque na construção civil, Mauá em 388 e Ribeirão Pires, 25. Muito pouco ante a perda de São Bernardo. E também de Santo André, que viu o setor apontar 930 eliminações de postos de trabalho, enquanto São Caetano registrava 1.041 e Rio Grande da Serra, 43.
Os 15 integrantes à parte da Província do Grande ABC que completam o G-22 acumularam no mesmo período perda de 11.915 trabalhadores. Diferentemente do que se registrou no setor da indústria de transformação, no qual a Província participou com 51% das demissões, tendo apenas 23% do total de carteiras assinadas, na construção civil houve distribuição mais equilibrada de baixas. As demissões na Província somaram 23,78% do G-22.
A média de desemprego da construção civil na região foi levemente inferior à media brasileira – 8,38% contra 9,56%. Mas quando se faz a mesma comparação tendo o Estado de São Paulo como referencial, a Província de sete municípios perde por margem escassa – 8,38% contra 7,17%. Também a Capital do Estado demitiu proporcionalmente menos trabalhadores da construção civil do que a Província: foram 7,92% do estoque registrado em junho do ano passado.
A baixa geral regional de 8,38% no estoque da construção civil nos últimos 12 meses encerrados em junho significa que houve redução da diferença de trabalhadores registrados em São Bernardo em relação a São Caetano. São Bernardo conta com 10.893 carteiras assinadas na atividade, contra 10.708 de São Caetano. Santo André contabiliza 9.290, Mauá 4.315, Diadema 4.080, Ribeirão Pires 958 e Rio Grande da Serra 444. Total de trabalhadores da atividade na região: 40.688. Esse contingente representa 1,37% da atividade no País, já que o estoque nacional em maio último chegava a 2.955.554. Quando o confronto é com o Estado de São Paulo, que conta com 733.797 trabalhadores, a participação da região sobe para 5,54%. Na disputa com a vizinha Capital, a Província conta com participação relativa de 12,63%. Havia em São Paulo, ao final de junho deste ano, 321.943 trabalhadores da construção civil.
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